Estação das Artes Belchior
O Complexo Cultural Estação das Artes Belchior, conhecido como Estação das Artes, é um complexo cultural de 67 mil m² localizado no centro histórico da cidade de Fortaleza, ocupando o local da centenária edificação que abrigou a antiga estação ferroviária Professor João Felipe.
A historia da estação João Felipe é diretamente ligada a historia das ferrovias no Ceará se iniciando com a construção da Estação de Fortaleza da Estrada de Ferro de Baturité. Em 20 de janeiro de 1872 se deu o início da construção da primeira estrutura da estação sendo usado o terreno onde ficavam o Morro do Croatá (antiga base militar do século XVII e que em 1859 foi construído o observatório astronômico da Comissão científica idealizada por D. Pedro II, apelidada de “Comissão das Borboletas”) e o Campo da Amélia (onde existia um jardim de 1830 construído para homenagear a II Imperatriz do Brasil, D. Amélia Leuchtenberg). A inauguração do primeiro prédio foi em 30 de novembro de 1873. A locomotiva Hunslet nº 01, carinhosamente chamada de “A Fortaleza” foi a primeira a andar sobre os trilhos da cidade. As primeiras locomotivas do Ceará foram trazidas de Leeds, na Inglaterra. Depois de desembarcadas no Poço da Dragas (antigo porto de Fortaleza), foram arrastadas por tração animal e trilhos portáteis para a estação que não havia sido terminada ainda.
A edificação se desenvolveu em um único pavimento, e domina completamente o espaço urbano da praça Praça Castro Carreira (Conhecida popularmente como Praça da Estação). A fachada do bloco central possui colunas sobre pedestal encimado por frontão triangular, e escadaria demarcando o acesso ao interior do edifício. As fachadas contíguas possuem fenestração com aberturas em arco pleno, arrematadas superiormente por cornijas e platibandas.
Pinacoteca do Ceará
A Pinacoteca do Ceará é um museu integrante da Rede Pública de Equipamentos da Secretaria Estadual da Cultura do Ceará (Secult - Ceará). Inaugurada em dezembro de 2022, tem a missão de salvaguardar, preservar, pesquisar e difundir a coleção de arte do Governo do Estado, sendo espaço de ações formativas com artistas, comunidade escolar, famílias, movimentos sociais, organizações não-governamentais e demais profissionais do campo das artes e da cultura. Trata-se de um espaço de experimentação, pesquisa e reflexão para promover o diálogo entre arte e educação a partir de práticas artísticas.
Mercado AlimentaCE
O Mercado AlimentaCE é um espaço para vivenciar o Ceará de comer. Um dos equipamentos que integram o Complexo Cultural Estação das Artes, é um lugar para experimentar, aprender sobre e adquirir alimentos cearenses de qualidade, que contam histórias e trajetórias de toda a cadeia produtiva local. Do campo à mesa, o Mercado tem como diretriz ser um polo de referência gastronômica no país, impulsionando o produtor local, promovendo formações, fortalecendo o turismo e gerando renda e emprego. Também atua para preservar a gastronomia cearense, com sua diversidade e origem. O espaço integra a Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secult, com gestão em parceria com o Instituto Mirante.
Centro de Design do Ceará
O Centro de Design do Ceará, situado no Complexo Cultural Estação das Artes, é um espaço de investigação, pensamento e produção de design. Localizado no Centro da Capital cearense, o centro integra a Rede Pública de Equipamentos Culturais da Secult, com gestão em parceria com o Instituto Mirante. Além de conectar a oferta e a demanda em design, o equipamento busca o diálogo com os atores e fomentar a geração de negócios de impacto positivo na vida das pessoas e na economia do Estado. O centro apoia-se em quatro pilares fundamentais: design decolonial, design regenerativo, design ecoeficiente e design político. As principais linhas de atuação do Centro de Design do Ceará são pesquisa, formação, promoção e difusão, criação e produção, prototipagem, residências, consultoria, incubadora de projetos e cooperativas nos segmentos do design.
Museu Ferroviário Estação João Felipe
O Museu Ferroviário João Felipe é uma instituição permanente sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público, que adquire, conserva, investiga, comunica e expõe itens do patrimônio ferroviário do Ceará, em suas dimensões material e imaterial, com fins socioeducativos, de pesquisa, turismo e entretenimento. O acervo é oriundo dos objetos remanescentes do antigo Museu do Centro de Preservação da História Ferroviária do Ceará. A instituição funcionou de 1982 até 1999, nas antigas oficinas da Estrada do Urubu (oficinas Demosthenes Rockert), hoje avenida Francisco Sá, no bairro Carlito Pamplona, sob coordenação da RFFSA (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima) e com o apoio da AERVC (Associação de Engenheiros da Rede Viação Cearense).


