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Escolápios

Ordem Religiosa das Escolas Pias, mais conhecida como Escolápios, Piaristas ou como Padres Escolápios, é uma ordem religiosa da Igreja Católica fundada por São José de Calasanz, inicialmente com o nome de Ordem dos Clérigos Regulares Pobres da Madre de Deus das Escolas Pias, em 1621 em Roma.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 26/07/2026
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História

Imagem: Juan Nolla · BY-NC-SA · Openverse

No ano 1602, nasce a Associação das “Escolas Pias”. É uma piedosa sociedade leiga, para o mantimento dum colégio popular e gratuito, instalado no coração de Roma. A pequena escola de Santa Dorotéia tinha crescido muito (uns 500 alunos) e procuraram outro lugar mais espaçoso. Já tem seu Regulamento e seu Diretor, José de Calasanz, que tem especial interesse no bom funcionamento da escola e o bom espírito dos associados. 1617: O Papa Paulo V cria, a pedido de São José de Calasanz, a “Congregação Paulinas das Escolas Pias”. Gosta tanto dela que a batiza com seu próprio nome. E também ajuda com dinheiro, porque vivem de esmola. Não recebem nada dos alunos (a casa de São Pantaleo acolhe já 1500 alunos), nem pedem esmola pelas casas. O desinteresse era total, e ninguém tinha que passar por dificuldades para assistir naquelas escolas. Ensina-se desde ler e escrever, passando pelo “ábaco” (matemáticas), gramática, retórica (letras), caligrafia, música... tudo aquilo que ajude aqueles meninos e jovens para ter um bom trabalho, um bom salário. E também latim, para que possam ingressar, os que desejem e possam, no Colégio Romano dos Jesuítas. E com um carinho especial se ensine, naturalmente, “a doutrina cristã”. Têm vontade de libertar aqueles jovens da escravidão da pobreza, da ignorância e do pecado. E através dos alunos, desejam influenciar também as suas famílias. “Piedade e Letras” será, desde o início, o lema dos Escolápios. Assim, espera-se a mudança da vida dos jovens e a reforma da sociedade.

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Restauração e Florescimento

Em 1648 assina-se a “Paz de Westfália”, finalizando a Guerra dos 30 anos. Estabelece-se um novo equilíbrio europeu, com a estabilização das respectivas áreas de influência, e, ao mesmo tempo, consolida-se a plena soberania dos estados nacionais. O absolutismo afiança-se. E os monarcas absolutos não têm muito interesse pela situação do povo, e em especial pelo ensino. O nível de analfabetismo chega muitas vezes ao 90% da população. As instituições religiosas cobrem esse vazio, destacando a Companhia de Jesus, as Escolas Pias e as Escolas Cristãs (1681). Dentro e fora das Escolas Pias fazem-se muitos esforços para recuperar a situação jurídica e eclesial anterior. E aos poucos vai-se conseguindo: em 1656 chega a Declaração como Congregação Religiosa de votos simples; em 1669, alcança-se de novo o grau de Ordem com votos solenes. Assim, de novo começam a organizar-se e crescer novamente, em princípio muito devagar, devido principalmente à penúria econômica em que se desenvolviam. A partir de 1686 o Papa autoriza-lhes a possuir bens próprios.

Pessoas ou fatos significativos em destaque

Na Polônia, o Pe. Estanislão Konarski, quem, com seu plano de ensino e suas idéias, contribuiu decisivamente a assentar as bases da educação nacional polaca. Funda um “Colégio dos Nobres” em Varsóvia, com centro de experimentação pedagógica. Na Hungria, os Escolápios destacam-se pelo cultivo da língua e cultura magiar, e por seu nível intelectual, inclusive na Universidade. Seu grande prestígio mereceu-lhes ajuda econômica oficial e também que seu Superior, o Provincial, fosse conselheiro habitual do Ministério de Educação. Na Itália, há Escolápios que se destacam no campo científico e literário, algum formará parte do Governo da República Romana no final do século e recebem a encomenda da direção do Observatório astronômico Ximeniano de Florença.

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As Escolas Pias no século XIX

Nos 25 anos que vão desde a Revolução Francesa (1789) até o Congresso de Viena (1815) produz-se na Europa uma profunda convulsão política, ideológica, religiosa e moral. A fim do Antigo regime, as guerras continentais, as idéias da Ilustração e a reação conservadora vão dar passo a uma “Ordem nova” que só vai consolidar-se através de inúmeras lutas durante todo o século XIX, lutas nas quais o liberalismo triunfante se mudará em outro mais acomodatício, e ao mesmo tempo o seu componente revolucionário se entrançará com os grandes movimentos sociais desse século. A Igreja e também a Escola Pia vivem esta crise de forma traumática e dolorosa. A guerras e as ocupações territoriais obrigam a abandonar muitas casas e a dispersar muitos de seus religiosos; isso acontece sobretudo na Província Renano-Suiza, em grande parte da Itália, na Polônia e na Lituânia. As idéias liberais e nacionais acrescentam um novo fator de crise interna, já que não poucos dos Escolápios aderem-se a elas, com os conseguintes conflitos dentro das comunidades e com a hierarquia eclesiástica. O regalismo dos reis e imperadores obrigou a desmembrar a Ordem em regiões praticamente independentes, separando-as da autoridade do Pe. Geral.

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As Escolas Pias no século XX

Nesse século, as Escolas Pias se desenvolvem num contexto eclesial e histórico muito diferente da etapa anterior. Em 1904 o Papa Pio X dá por encerrado o período da separação de Roma em que viviam alguma circunscrições. A partir dessa data avança-se para uma unidade mais orgânica e legislativa da Ordem. Organizam-se melhor as Províncias e as Casas, tem-se mais cuidado da formação dos jovens escolápios, e o crescimento do último período do século anterior se consolida. A Primeira Guerra Mundial obriga a reorganizar algumas Províncias (Eslováquia, Romênia), devido às mudanças das fronteiras. O período de entre-guerras, com as ditaduras que emergem, causa dificuldades nas Escolas Pias na Itália, Áustria, Boêmia, Polônia. A Guerra Civil espanhola, com uns 200 escolápios mortos violentamente, e a Segunda Guerra Mundial supõem graves quebrantos no funcionamento das escolas e das comunidades. Finalizadas essas guerras, as Escolas Pias se encontram em situações muito diferentes. Por um lado, na Itália e mais na Espanha são tempos de crescimento, com notável aumento das vocações e número de alunos. Mas a vida das Províncias da Europa Central muda radicalmente. Os Governos comunistas incautam os colégios privados e só permitem manter algumas paróquias e um pequeníssimo número de colégios, como símbolo de liberdade, entre os quais se encontram os colégios dos escolápios (2 na Hungria e 1 na Polônia). As Congregações Religiosas são proibidas. Os nossos religiosos se dispersam. Só uns poucos podem viver nas comunidades autorizadas, e os restantes não podem aparecer como religiosos. Continua-se mantendo, porém, um considerável número deles na clandestinidade e inclusive recebem e formam algumas vocações. Mas algumas Províncias vão-se extinguindo.

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Missão

religiosos e leigos, “colaboradores da verdade”, como São José de Calasanz faz 400 anos, nos sentimos hoje enviados por Cristo e a Igreja para EVANGELIZAR EDUCANDO, a partir da primeira infância, as crianças e jovens, especialmente pobres, por meio da integração de Fé e cultura – “Piedade e Letras”, naqueles ambientes e lugares por onde nos guia o carisma, para servir à Igreja e transformar a sociedade segundo os valores evangélicos de justiça, solidariedade e paz, temos recebido para isso um carisma que vem de Deus, uma leitura calasância do Evangelho, uma história, uma espiritualidade e pedagogia próprias, pessoas em comunhão, escolas e instituições específicas, que nos permitem fazer presentes a Jesus Mestre e a Maternidade da sua Igreja aos pequenos

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Escolápios no Brasil

As Escolas Pias chegaram ao Brasil no ano 1950. A missão é realizada em colégios, paróquias e centros educativos e sociais. Os padres escolápios encontram-se em cinco paróquias: Paróquia São Marcos - Belo Horizonte, MG. Paróquia Nossa Senhora das Graças - Governador Valadares, MG. Paróquia São José de Calasanz - Serra, ES. Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe - Aracaju, SE Paróquia São Vicente de Paulo - Araguaína, TO Colégio São Miguel Arcanjo - Belo Horizonte, MG. Colégio Ibituruna - Governador Valadares, MG. Além de obras e centros sociais em Belo Horizonte, Governador Valadares, Serra e Aracaju.

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