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Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo

A Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo é uma instituição pública de ensino superior localizada na cidade de São Paulo. Como parte da Universidade de São Paulo (USP), é considerada uma unidade de ensino, pesquisa e extensão. A ECA foi fundada em 15 de junho de 1966, e hoje é formada por oito departamentos e pela Escola de Arte Dramática (EAD). Oferece 11 carreiras distintas, nos campos da informação, da comunicação e das artes. A Escola conta também com um curso de nível técnico, para formação de atores, a Escola de Arte Dramática (EAD).

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 30/09/2026
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História

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

A ECA-USP foi criada em 1966 e era chamada inicialmente de Escola de Comunicações Culturais e foi receber o nome atual apenas em 1969, com a inclusão dos cursos da área de Artes. O projeto de criação do Instituto foi iniciado em 1965, quando o então reitor Luiz Antionio da Gama e Silva formou uma comissão de dez pessoas para estruturar uma nova Escola dentro da Universidade de São Paulo. Esse projeto foi concluído no ano seguinte, 1966, e logo aprovado pelo Conselho Universitário. Em junho do mesmo ano foi publicado o Decreto que estabelecia a criação da então chamada Escola de Comunicações Culturais (ECC). Inicialmente a Escola de Comunicações Culturais contava com os cursos de: No decreto havia também a autorização do gornador de São Paulo, Laudo Natel, para a incorporação da Escola de Artes Dramáticas (EAD) à USP, junto a uma verba de quinhentos milhões de cruzeiros para as despesas iniciais da Escola.

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Cursos de graduação

Imagem: Dornicke · BY · Openverse

O curso forma profissionais capazes de atuar em todos os espaços de difusão de notícias e, ainda, no assessoramento de processos comunicacionais entre empresas e o público externo. Busca desenvolver no aluno não só os conhecimentos técnicos e teóricos indispensáveis para o exercício da profissão, com ênfase nos jornais laboratórios, mas também noções de ética que pautarão suas ações no mercado de trabalho. São cinco modalidades de cursos na graduação em Música: Licenciatura em Música e os Bacharelados em Regência, Composição, Canto e Instrumento (Sopro, Cordas, Cordas Dedilhadas, Percussão e Teclado). Sua grade curricular possibilita uma formação profunda e sólida, tanto no que tange ao conhecimento prático em música e seus desdobramentos, quanto em relação às bases técnicas, teóricas e históricas, atendendo as demandas do conhecimento musical contemporâneo, no qual interferem ainda outros campos do conhecimento.

Artes Cênicas

O curso explora os campos constituintes da produção teatral – atuação, direção, cenografia, teoria, dramaturgia, crítica, história e pedagogia – oferecendo ao estudante uma formação ampla e diversificada. O sistema curricular se baseia na articulação de quatro modos de operação: disciplinas, ateliês, laboratórios e estágios. Neste formato, o aluno pode optar pela dupla titulação (bacharelado e licenciatura).

Artes Visuais

O Departamento de Artes Plásticas (CAP) da ECA oferece em seu curso de graduação, o Bacharelado em Artes Visuais e a Licenciatura em Artes Visuais, ambos com duração ideal de 4 anos, permitindo também, desde 2020, obter os dois títulos, em no mínimo 6 anos de estudo. Pautada na ideia de que o(a) aluno(a) não deve ter seu aprendizado estritamente direcionado pelo curso, a graduação busca oferecer uma profunda base para que ele(a) aprimore sua capacidade de pensamento visual e se torne apto(a) a materializar seus projetos artísticos em qualquer meio.

Audiovisual

Por meio de uma ampla abordagem das áreas de roteiro, direção, montagem, som, produção, teoria e crítica e história do audiovisual, o curso forma profissionais capazes de atuar crítica e criativamente nos mais diversos setores do ramo, tanto nos gêneros de ficção quanto de não-ficção. Para isso, a grade curricular do curso propõe uma simultaneidade entre disciplinas de caráter prático e teórico, oferecendo ao aluno um conhecimento profundo e diversificado de técnicas da produção audiovisual.

Biblioteconomia

O curso tem por objetivo formar profissionais aptos ao desempenho de atividades de produção, organização, mediação, acesso, uso e apropriação da informação registrada (impressa ou digital) ou da informação como ação cultural (tais como palestras, exposições, recitais). Dentre as suas funções, destacam-se: a gestão de unidades de informação públicas ou privadas; o planejamento de ações que facilitem a busca, recuperação e disseminação da informação dentro das organizações; e o estabelecimento de políticas e estratégias que assegurem a apropriação social da informação.

Editoração

O curso busca formar profissionais aptos a atuarem em qualquer uma das etapas da produção editorial – planejamento de produto, seleção e edição de textos, imagens e sons, redação, preparação de originais, produção gráfica, diagramação de impressos, roteirização de produtos em diferentes suportes, gravações, montagens, divulgação e comercialização –, por meio de uma abordagem teórica e prática dos processos contidos em toda a trajetória percorrida pelo livro, do autor ao leitor.

Educomunicação

O curso busca formar profissionais capazes de atuar como gestores de processos comunicacionais em espaços educativos. Para isso, o aluno participa de disciplinas teóricas dos campos da comunicação e da educação e desenvolve atividades práticas nas quais poderá ter contato com os processos comunicacionais e produções em meios impressos, digitais ou audiovisuais.

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Biblioteca da ECA

Imagem: Rebeca Mayo · BY-NC-SA · Openverse

A Biblioteca da ECA existe desde que a Escola de Comunicações e Artes da USP foi criada, em 1966. Inicialmente, era vinculada à antiga Biblioteca Central da USP. Foi transferida ao Departamento de Biblioteconomia e Documentação (CBD) da ECA em 1970 e tornou-se independente desse Departamento em 1973. Em maio de 1970 foi inaugurada oficialmente, abrindo suas portas com cerca de 1.000 livros e 50 títulos de periódicos, como noticiado num jornal estudantil da época. Em junho, julho e setembro do mesmo ano, incorporou, respectivamente, as doações de Francisco Matarazzo Sobrinho, constituída por livros de arte; a Biblioteca da Escola de Arte Dramática, contendo livros, periódicos, peças e programas de teatro; a hemeroteca do Departamento de Jornalismo e Editoração, composta de revistas e recortes de jornais.

Acervo: diversidade e experimentação

A Biblioteca da ECA sempre se caracterizou pela presença de coleções de audiovisuais e outros documentos diferentes dos acervos típicos de bibliotecas universitárias, como filmes, discos, partituras, fotografias, slides, catálogos de exposições de artes, recortes de jornais, peças teatrais não publicadas, histórias em quadrinhos e outros. Um acervo diversificado, fundamental para apoiar e complementar o amplo universo de atividades de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas na ECA. Foram criados setores para agrupar e organizar as diversas coleções e oferecer atendimentos especializados. Em 1972 foi criada a Fonoteca, com um acervo de discos, partituras e fitas cassetes e, em 1978, a Filmoteca, que mantinha os filmes produzidos pelos alunos do Departamento de Cinema, Rádio e TV e, posteriormente, incorporou acervos de vídeos, DVDs, fotografias e slides.

Documentação

Nas décadas de 1970 e 1980, a equipe da Biblioteca da ECA dedicou-se à elaboração de bibliografias especializadas, em parceria com outras instituições da área, entre as quais: Boletim de Documentação Musical (1977 a 1981); Catálogos de obras (de compositores brasileiros), série publicada pelo Ministério das Relações Exteriores; Bibliografia da música brasileira: 1977 a 1984, com o Centro Cultural São Paulo; Bibliografia da dramaturgia brasileira, com o Museu Lasar Segall. Muitos levantamentos bibliográficos foram realizados para apoiar eventos da Escola e publicados pela própria Biblioteca, como as bibliografias sobre o expressionismo, sobre Glauber Rocha e outras.

Inovação

A Biblioteca desenvolveu serviços de caráter inovador, entre os quais se destacou o Serviço de Difusão de Partituras (SDP), criado em 1978 e voltado à publicação e distribuição de partituras inéditas de compositores brasileiros. O manuscrito era depositado pelo autor na Biblioteca, que enviava cópias aos interessados, recolhendo um valor simbólico destinado ao compositor. Assim, de forma quase artesanal, a Biblioteca contribuía para amenizar as dificuldades de acesso a partituras de autores brasileiros contemporâneos.

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Observatório de Histórias em Quadrinhos

Imagem: Dornicke · BY · Openverse

O Observatório de Histórias em Quadrinhos, anteriormente conhecido como Núcleo de Pesquisas de Histórias em Quadrinhos ou NPHQ, é um núcleo de pesquisa sobre histórias em quadrinhos (também conhecidas como HQs) em uma universidade do Brasil. Fica na Escola de Comunicações e Artes da USP (ECA-USP), e se caracteriza por ser um núcleo interdisciplinar. Tem reuniões mensais abertas a interessados na pesquisa acadêmica sobre histórias em quadrinhos. Normalmente, o grupo estuda um livro da área ou recebe palestras de pesquisadores que realizaram alguma tese sobre o assunto, como um mestrado ou doutorado.

História

Criado em 1990, inicialmente o núcleo era composto pelos professores Álvaro de Moya, Antônio Luiz Cagnin e Waldomiro Vergueiro. Este último, com formação em Biblioteconomia, hoje é professor titular na ECA, cargo máximo na hierarquia docente, e vem desempenhando a função de coordenador do NPHQ desde sua fundação. Posteriormente, também passaram a colaborar professores de outras universidades ou núcleos de pesquisas, como o Prof. Araújo (da FAAP e Faculdades Santa Marcelina), Regina Giora (da Universidade Mackenzie), Glória Kreinz (do Núcleo de Divulgação Científica "José Reis") e Roberto Elísio dos Santos (do Centro Universitário Municipal de São Caetano do Sul), que hoje ocupa a função de vice-coordenador.

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