Encefalite
Encefalite é a inflamação do cérebro. A doença é de gravidade variável. Os sintomas mais comuns são dores de cabeça, febre, confusão, pescoço rígido e vómitos. Entre as possíveis complicações estão crises epilépticas, alucinações, dificuldade em falar, problemas de memória e problemas auditivos.
Imagem: Jose Padrao Mendes · BY-SA · Openverse
A encefalite causada por arbovírus é uma infecção grave do cérebro, causada por um dos diversos vírus deste grupo. Existem vários tipos de encefalites virais transmitidas por picadas de insetos. O vírus responsável por cada uma dessas afeções transmite-se através de um tipo concreto de mosquito que se encontra em zonas geográficas específicas. As doenças são zoonoses endêmicas da região, mas ocorrem surtos periódicos, sempre que aumenta a população de animais infectados. As infecções em humanos são acidentais e não incrementam a transmissão do vírus. A encefalite equina ocidental ocorre em pessoas de todas as idades, mas afeta, particularmente, as crianças com menos de 1 ano. A encefalite equina oriental afeta, sobretudo, as crianças pequenas e as pessoas com mais de 55 anos, e provoca a morte com mais frequência do que a variedade ocidental. Ambos os tipos tendem a ser graves nas crianças com menos de 1 ano, causando uma lesão nervosa ou cerebral permanente. O risco de morte é maior nas pessoas de idade avançada. Existem diversos vírus no grupo de vírus da Califórnia, como o vírus da Califórnia, o vírus La Crosse e o de Jamestown Canyon. Todos os vírus deste grupo afetam principalmente as crianças.
As encefalites podem ser causadas por uma variedade de conflitos. Um deles é a raiva. Elas também podem ser causadas por HIV e resultar em demência pelo HIV. As causas principais de encefalites no mundo inteiro são vírus, diferentes dependendo da localidade, como no caso da encefalite japonesa, Nilo Ocidental, Chandipura, encefalite de St. Louis, encefalite equínea, encefalite de La Crosse, etc.
Pacientes adultos com encefalites apresentam febre, dor de cabeça, convulsão, e, às vezes, ataques epilépticos. Crianças e jovens podem apresentar irritabilidade, anorexia e febre. Exames neurológicos normalmente revelam um paciente sonolento ou confuso. Pescoço duro, devido à irritação das meninges que cobrem o cérebro, indicando que o paciente tem meningite ou meningeoncefalite. O exame do fluido cerebrospinal normalmente obtido por um procedimento de Punção lombar revela quantidades elevadas de proteína e células brancas com glicose normal. No entanto, em uma porcentagem significante de pacientes, o fluido cerebrospinal pode ser normal. Abscesso cerebral é mais comum em pacientes com meningite do que com encefalite. Hemorragia também é incomum, porém encontrada nas encefalites por Herpes e por amebas. Ressonância magnética oferece melhor resolução, mas o diagnóstico é clínico: paciente com febre, vômitos, alteração da consciência ou do comportamento devem ser investigados para encefalites sem perda de tempo. Em pacientes com encefalite por herpes simples, o eletrencefalógrafo pode mostrar ondas afiadas em um ou ambos os lóbulos temporais.
Normalmente, encefalites são doenças virais, o que significa que não são usados antibióticos para tratá-las. A única vacina disponível para prevenção é para a encefalite japonesa. Com a exceção da encefalite por herpes, o esteio de tratamento é alívio do sintoma. As pessoas com encefalites são mantidas hidratadas com fluidos IV, enquanto é monitorado o cérebro. Anticonvulsivos podem ser dados para controle de ataques epilépticos. Esteroides não foram estabelecidos como sendo efetivos. Encefalite de herpes podem causar morte rápida se não diagnosticada e tratada prontamente. A terapia indicada é Aciclovir (Zovirax) dado por IV durante 2-3 semanas. Atualmente, o uso de Ribavirin (Rebetol, Virazole), no tratamento de crianças com encefalite de La Crosse, está sendo estudado.
A incidência de encefalite no ocidente é de 7,4 casos por 100.000 habitantes a cada ano. Em países tropicais a incidência é um pouco menor, de 6,34 por 100.000 habitantes por ano. Em 1990 foi responsável por 144.000 mortes e em 2010 foi responsável por 120.000 mortes, uma queda de quase 20% na mortalidade.


