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Emo

Emo é um subgênero de rock que combina características musicais do hardcore punk com letras emocionais, muitas vezes confessionais. Surgiu como um estilo de hardcore punk e pós-hardcore da cena hardcore de Washington, D.C., em meados da década de 1980, onde era conhecido como hardcore emocional ou emocore.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/07/2026
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Origem

Imagem: jppereztr · BY-NC-SA · Openverse

Originou-se entre o hardcore punk de Washington DC, cujas bandas pioneiras foram Rites of Spring e Embrace, parte de uma primeira cena do post-hardcore conhecida como Revolution Summer. Existem várias teorias que tentam explicar a origem do termo "emo", como a que um fã teria gritado "You're emo!" ("Vocês são emo!") para uma banda (os mitos variam bastante quanto a banda em questão, sendo provavelmente Embrace ou Rites of Spring). No entanto, a versão mais aceita como real é a de que o nome foi criado por publicações alternativas como o fanzine Maximum RocknRoll e a revista de Skate Thrasher para descrever a nova geração de bandas de "hardcore emocional" que aparecia no meio dos anos 80, encabeçada por bandas da gravadora Dischord de Washington DC, como as já citadas Embrace e Rites of Spring, além de Gray Matter, Dag Nasty e Fire Party. Aparentemente, o termo "emocore" é uma abreviação de emotional hardcore.

Chegada ao Brasil

No Brasil, a "tribo urbana emo" se estabeleceu sob forte influência estadunidense em meados de 2003, na cidade de São Paulo, espalhando-se para outras capitais do Sul e do Sudeste, e influenciou também uma moda de adolescentes caracterizada não somente pela música, mas também pelo comportamento geralmente emotivo e tolerante, e pelo visual, que consiste em geral em trajes pretos, listrados, Vans Old Skool (sapatos parecidos com All-Stars), cabelos coloridos e franjas caídas sobre os olhos.

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Movimento cultural

O emo entrou na cultura popular no início da década de 2000 com o sucesso de Jimmy Eat World e Dashboard Confessional e da emergência do subgênero screamo. Nos últimos anos, o "emo" tem sido aplicado por críticos e jornalistas para uma variedade de artistas, incluindo as bandas com grande popularidade e actos premiados, e grupos com diferentes estilos e sons, especialmente o pop punk de Simple Plan, Good Charlotte, Fall Out Boy, Panic! at the Disco e vários outros, fugindo à tradicional definição de "hardcore punk emocional" e seus derivados diretos (como foi o caso da maioria dos grupos classificados como emo antes do século XXI).

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Uso do termo "emo"

Imagem: Martin Deutsch · BY-NC-ND · Openverse

Somaram-se argumentos de que se rotular "um emo" e se esforçar para que fosse reconhecido como tal por outras pessoas era uma atitude pouco autêntica, de pretender fazer parte de um grupo social ausente de ideologia clara e importante (como diz Gerard Way, vocalista do My Chemical Romance).

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Álbuns mais representativos

No número #179 da revista espanhola Rockdelux publicou-se uma retrospectiva sobre o Emo onde se elegeram os doze discos mais representativos do género. Estes álbuns foram os seguintes:

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Discriminação e ódio

Imagem: Babie Fortin · BY-NC-ND · Openverse

Devido ao surgimento e ascensão mainstream de bandas de "emo-pop" e rock colorido no final da década de 2000, grupos com suposta "qualidade musical questionável" segundo certos críticos e grupos de fãs de outros gêneros de rock, a subcultura emo foi estereotipicamente e vulgarmente associada aos oprimidos e a temas como orientação sexual, introversão e angústia, bem como depressão e automutilação. Seu rápido aumento de popularidade no início dos anos 2000 inspirou uma reação negativa, com bandas como My Chemical Romance e Panic! At the Disco rejeitando o rótulo "emo" por causa do estigma social e da controvérsia em torno dele. Os fãs, especialmente aqueles que seguem estereótipos de moda e comportamento, podem sofrer agressões verbais, em alguns casos até mesmo agressões físicas. A reação negativa quanto à suposta subcultura emo e suas bandas cresceu no Brasil mais rapidamente que o gênero musical em si. Fãs de música emo que seguem os estereótipos de moda podem ser considerados de "sexualidade questionável". Como o Brasil é considerado um dos países com o maior número de casos de homofobia, o ódio às citadas bandas e a subcultura se tornou um grande alvo de polêmica da sociedade, que em sua maioria passou a concordar com os grupos considerados "anti-emo". Fenômenos parecidos se formaram no México, nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Alemanha, na Polônia e na Rússia, nas 3 últimas os membros da "subcultura emo" são frequentemente visados por ataques praticados por grupos radicais incluindo neonazistas. Assédio moral juvenil e infantil, conhecido hoje pelo termo em inglês bullying contra jovens fãs de emo ou qualquer outra subcultura alternativa também são comuns.

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Fontes consultadas

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