Estigma (fenômeno)
Os estigmas são marcas manifestadas fisicamente mas que tradicionalmente são reputadas como tendo origem espiritual, e que alguns acreditam reproduzirem as cinco chagas de Jesus Cristo. Os estigmas podem tomar formas variadas, como úlceras, chagas, ferimentos, queimaduras, bolhas e lacerações, dentre outros, e normalmente são verificados em um dos cinco pontos do corpo pelos quais Jesus teria sido pregados à cruz: pés, punhos e tórax. Enquanto festividade católica, em Portugal é realizada especialmente no dia 7 de fevereiro.
Muitos estigmatizados têm sido expostos por se utilizarem de artifícios fraudulentos. Magdalena de la Cruz, por exemplo, que durante sua vida foi venerada como santa, confessou à beira da morte que seus estigmas haviam sido criados artificialmente e de forma deliberada. Um dos primeiros neurologistas, Désiré-Magloire Bourneville, publicou diversos trabalhos afirmando que santos afirmando produzir milagres ou estigmas, e aqueles alegando serem possuídos por entidades demoníacas, na realidade são afetados por epilepsia ou histeria. Outros estudos modernos têm mostrado que estigmas têm origem histérica, ou são produtos de transtornos dissociativos de identidade. Diversos estudos tem demonstrado que existem relações claras entre constrições produzidas pela fome, estresse mental e automutilação, principalmente no contexto de crenças religiosas. Casos de anorexia nervosa frequentemente apresentam automutilações semelhantes a estigmas, como parte de rituais típicos de transtornos obsessivo-compulsivos. Além disso, a relação entre fome e automutilação tem sido verificada entre prisioneiros de guerra e durante episódios de fome generalizada.


