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Emirados Árabes Unidos

Os Emirados Árabes Unidos são uma confederação árabe localizada no Golfo Pérsico, formada por monarquias, cada uma detendo sua soberania, chamadas emirados. Os Emirados Árabes Unidos estão situados no sudeste da península Arábica e fazem fronteira com Omã e com a Arábia Saudita. Os sete emirados são Abu Dabi, Dubai, Xarja, Ajmã, Caluão, Recoima e Fujeira. A capital e a segunda maior cidade dos Emirados Árabes Unidos é Abu Dabi. A cidade também é o centro de atividades políticas, industriais e culturais.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 08/07/2026
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História

Primeiros povos

A habitação humana mais antiga dos Emirados Árabes Unidos data do período neolítico, c. 5 500 a.C. Nesta fase, há provas de interação com o mundo exterior, em particular com civilizações ao norte. Estes contatos persistiram e tornaram-se abrangentes, provavelmente motivados pelo comércio do cobre nas montanhas Hajar, que teve início por volta de 3000 a.C. O comércio exterior, tema recorrente na história desta região estratégica, floresceu também em períodos posteriores, facilitado pela domesticação do camelo e o fim do segundo milénio a.C. Por volta do século I, o tráfico terrestre entre a Síria e cidades do sul do Iraque começou, seguido pela viagem marítima ao importante porto de Omana (hoje em dia, chama-se Caluão) e, daí para a Índia, sendo uma alternativa para a rota do mar Vermelho usada pelos romanos.

Advento do Islã

Acredita-se que a disseminação do Islã até a ponta nordeste da Península Arábica tenha ocorrido diretamente de uma carta enviada pelo profeta islâmico, Maomé, aos governantes de Omã no ano 630, nove anos após a Hégira. Isso levou um grupo de governantes a viajar para Medina, convertendo-se ao Islã e, posteriormente, conduzindo uma revolta bem-sucedida contra os impopulares sassânidas, que dominavam as costas do norte na época. Após a morte de Maomé, as novas comunidades islâmicas ao sul do Golfo Pérsico ameaçaram se desintegrar, com insurreições contra os líderes muçulmanos. O califa Abacar enviou um exército da capital Medina que completou sua reconquista do território (as Guerras Rida) com a Batalha de Diba na qual 10 mil vidas foram perdidas. Isso garantiu a integridade do califado e a unificação da Península Arábica sob o recém-emergente Califado Ortodoxo.

Domínio europeu e otomano

A expansão portuguesa no oceano Índico, no início do século XVI, seguindo a rota de exploração do navegador Vasco da Gama, presenciou a batalha dos turco-otomanos pela costa do golfo Pérsico. Os portugueses controlaram esta área durante cerca de 150 anos, conquistando assim, os habitantes da península Arábica. Vasco da Gama foi ajudado por Ahmad Ibn Majid, navegador e cartógrafo árabe de Julfar, a encontrar a rota das especiarias da Ásia. Em seguida, algumas partes da nação caíram perante a influência direta do Império Otomano durante o século XVI. Posteriormente, a região ficou conhecida pelos britânicos como a "Costa Pirata", por causa de invasores que ali se concentravam que assediaram o setor marítimo, apesar de tanto navios europeus, quanto árabes patrulharem a área do século XVII ao XIX. Expedições britânicas para proteger o comércio indiano de invasores de Recoima levaram a campanhas contra estas sedes e outros portos ao longo da costa em 1819. No ano seguinte, um tratado de paz foi assinado, ao qual todos os xeques aderiram. As invasões continuaram de forma intermitente até 1835, quando os xeques não concordaram em participar das hostilidades do mar. Em 1853, eles assinaram um tratado com o Reino Unido, sob qual os xeques (os "Xeques da Trégua") concordaram com uma "trégua marítima perpétua". O tratado foi executado pelo Reino Unido, porém disputas entre os xeques foram encaminhadas para os britânicos para uma resolução.

Indústrias das pérolas e de petróleo

Durante o século XIX e o início do século XX, a indústria de pérolas prosperou, proporcionando renda e emprego para o povo do golfo Pérsico. Isto começou a se tornar um bom recurso econômico para a população local. Então, a Primeira Guerra Mundial teve um severo impacto na pesca de pérolas, porém foi a depressão econômica no final da década de 1920 e início da década de 1930, junto com a invasão japonesa das pérolas cultivadas, que destruiu a indústria da pérola. A indústria finalmente desapareceu após a Segunda Guerra Mundial, quando o recém-independente governo da Índia impôs altos impostos nas pérolas importadas dos Estados árabes do golfo Pérsico. O declínio das pérolas resultou em uma era muito difícil, com poucas oportunidades de construir uma boa infraestrutura.

Independência

No início da década de 1960, o petróleo foi descoberto em Abu Dabi, um evento que levou a rápidos rumores de unificação feitos pelos xeques. O xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan tornou-se governador de Abu Dabi em 1966 e os britânicos começaram a perder seus investimentos petrolíferos e contratos para empresas petrolíferas estadunidenses. Os britânicos já haviam iniciado um programa de desenvolvimento que ajudou algumas pequenas reformas nos Emirados. Os xeques dos Emirados decidiram formar um conselho para coordenar as questões entre eles e tomar conta do programa de desenvolvimento. Eles formaram o Conselho dos Estados da Trégua, e nomearam Adi Bitar, o conselheiro legal do xeque Rashid bin Saeed Al Maktoum, como Secretário-Geral e Conselheiro Legal do Conselho. O conselho acabou quando os Emirados Árabes Unidos foi formado. Até então, os Emirados eram extremamente pobres. Na década de 1960, quase não havia medicina e a maior parte da população era analfabeta; até metade dos bebês e um terço das mães morriam durante o parto.

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Geografia

Os Emirados Árabes Unidos estão situados no Oriente Médio, fazendo fronteira com o golfo de Omã e o golfo Pérsico, entre Omã e a Arábia Saudita; o país localiza-se em uma posição estratégica ao longo das aproximações do estreito de Ormuz, um ponto de trânsito vital para o petróleo bruto mundial. Os EAU situam-se entre 22°50′ e 26° latitude norte e entre 51° e 56°25′ longitude leste. Compartilham uma fronteira de 530 km com a Arábia Saudita ao oeste, sul, e sudeste, e uma fronteira de 450 km com Omã ao sudoeste e nordeste. A fronteira terrestre com Catar na área de Khawr al Udayd é de cerca de 90 km no noroeste; no entanto, é um local disputado. A área total dos EAU é de aproximadamente 77 700 km². O tamanho exato do país é desconhecido, por causa da disputa de diversas ilhas no golfo Pérsico, também pela falta de informações precisas sobre o tamanho de muitas dessas ilhas, e também porque muitas das fronteiras destas ilhas, especialmente com a Arábia Saudita, continuam a esperar demarcação. Adicionalmente, disputas de ilhas com o Irã e Catar permanecem por resolver. O maior emirado, Abu Dabi, constitui 87% da área total dos EAU (67 340 km²). O menor emirado, Ajmã, abrange apenas 259 km², correspondendo a 0,3% da área de todo o país.

Clima

O clima dos Emirados Árabes Unidos é desértico, com verões e invernos quentes. Os meses mais quentes são julho e agosto, quando as temperaturas máximas médias atingem acima de 45°C na planície costeira. Nas montanhas Hajar, as temperaturas são consideravelmente mais baixas, como resultado do aumento da altitude. As temperaturas mínimas médias em janeiro e fevereiro estão entre 10 e 14°C. Durante os meses do final do verão, um vento úmido do sudeste conhecido como Sharqi (ou seja, "oriental") torna a região costeira especialmente desagradável. A precipitação média anual na área costeira é inferior a 120 mm, mas em algumas áreas montanhosas, a precipitação anual costuma atingir 350 mm. A chuva na região costeira cai em rajadas curtas e torrenciais durante os meses de verão, às vezes resultando em enchentes em leitos uádi, normalmente secos. A região está sujeita a tempestades de areia violentas ocasionais, que podem reduzir drasticamente a visibilidade.

Meio ambiente e biodiversidade

Os Emirados Árabes Unidos contém três ecorregiões terrestres: Bosques montanhosos de Al Hajar, Deserto e semideserto do Golfo de Omã e bosques e arbustos xéricos no sopé de Al-Hajar.

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Demografia

A demografia dos Emirados Árabes Unidos é extremamente diversificada. Em 2018, a população do país foi estimada em 9,6 milhões de habitantes, dos quais apenas 13% eram considerados cidadãos nativos, enquanto a maioria da população é formada por expatriados. A expectativa de vida média é 76,7 anos (2012), maior do que a de qualquer outro país árabe. O desequilíbrio populacional entre os sexos dos Emirados Árabes Unidos é o segundo maior do mundo, depois da Catar.

Religião

O islamismo é a religião oficial e a mais popular do país. O governo segue uma política de tolerância para com outras religiões e raramente interfere nas atividades de não muçulmanos.(Referência insuficiente) É ilegal converter-se do Islão para outra religião e abandonar a fé islâmica é considerado apostasia, que é punível com a morte. O governo impõe restrições à disseminação de outras religiões através de qualquer forma de mídia, pois é considerada uma forma de proselitismo. Há aproximadamente 31 igrejas em todo o país, um templo hindu na região de Bur Dubai, um templo siquista em Jebel Ali e também um templo budista em Al Garhoud. Com base no censo do Ministério da Economia, em 2005, 76% do total da população era muçulmana, 9% era cristã e 15% de outras, principalmente o hinduísmo. Os números do censo não levam em conta os muitos visitantes "temporários" e os trabalhadores, contando os Baha'is e os drusos como muçulmanos. Entre os cidadãos dos Emirados, 85% são muçulmanos sunitas, enquanto que os muçulmanos xiitas são 15% da população, a maioria concentrada nos emirados de Xarja e Dubai. Os imigrantes de Omã são principalmente ibaditas, apesar de também terem influência sufista.

Imigração e composição étnica

A taxa de migração líquida do país é de 21,71, a mais alta do mundo. Nos termos do artigo 8º da lei federal nº 17, um expatriado pode requerer a cidadania árabe-emiradense depois de residir no país por 20 anos, desde que essa pessoa nunca tenha sido condenada por qualquer crime e que fale árabe fluentemente. No entanto, esta cidadania não é dada tão facilmente, sendo que muitas pessoas vivem no país como apátridas (conhecidas como localmente como bidunes). Existem 1,4 milhão de cidadãos dos árabes-emiradenses. A população local é etnicamente diversa. De acordo com a CIA, 19% dos residentes eram nativos, 23% eram outros árabes e iranianos, 50% eram da Ásia Meridional e 8% eram outros expatriados, incluindo ocidentais e asiáticos (1982 est.). Em 2009, os cidadãos árabes-emiradenses respondiam por 16,5% da população total; imigrantes do sul da Ásia (Bangladesh, Paquistão, Sri Lanka e Índia) constituíam o maior grupo, perfazendo 58,4% do total; outros asiáticos constituíam 16,7%, enquanto os expatriados ocidentais eram 8,4% da população total dos Emirados Árabes Unidos.

Urbanização

Cerca de 88% da população dos Emirados Árabes Unidos é urbana.

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Política

Governo

A cada 5 anos o conselho de emires se reúne para eleger um presidente e um vice-presidente entre eles. Zayed Bin Sultan Al Nahyan, emir de Abu Dabi desde 1966 e líder político da nação desde sua independência, em 1971, foi reeleito sucessivas vezes pelos emires até à sua morte, em 2 de novembro de 2004. Como seu sucessor, assumiu o cargo o seu filho, Khalifa Bin Zayed Al Nahyan, e inclusive foi eleito unanimemente Presidente em 3 de novembro de 2005 para estar à frente do país em eleição realizada entre os emires. O vice-presidente do país é Mohammed bin Rashid Al Maktoum, Emir de Dubai, que teve seu mandato reafirmado dia 3 de novembro de 2005 em eleição unânime entre os mesmos emires.

Relações internacionais

Os Emirados Árabes Unidos são classificados como tendo uma alta renda de desenvolvimento da economia pelo FMI são um membros fundadores do Conselho de Cooperação dos Estados Árabes do Golfo Pérsico, e um membro da Liga Árabe. A nação também é membro da Organização das Nações Unidas, da Organização para a Cooperação Islâmica, da Organização dos Países Exportadores de Petróleo, e da Organização Mundial do Comércio. O país mantêm relações estreitas com o Egito e é o maior investidor egípcio do mundo árabe. O Paquistão foi o primeiro país a reconhecer formalmente os Emirados Árabes Unidos após sua formação e continua a ser um de seus principais parceiros econômicos e comerciais. A China também é um forte aliado internacional, com uma cooperação significativa nas linhas econômicas, políticas e culturais. A maior presença de expatriados no país é formada por indianos. Os Emirados Árabes Unidos também têm um relacionamento longo e próximo com o Reino Unido e a Alemanha, sendo que muitos cidadãos europeus residem no país.

Forças armadas

As forças armadas dos Emirados Árabes Unidos são o principal responsável pela defesa de todos os sete emirados. Consistem do Exército, Marinha e Força Aérea. O seu comandante supremo é Maomé bin Zayed Al Nahyan. Os Emirados Árabes Unidos têm estado preocupados com a ameaça militar representada pelo Irã, dada a apreensão unilateral de ilhas disputadas no estreito de Ormuz pelos iranianos, a sua posse de mísseis balísticos de médio alcance, e a suspeita de desenvolvimento de uma capacidade nuclear. As ameaças da Al-Qaeda, e outros grupos militantes islâmicos, não são consideradas preocupantes nos Emirados Árabes Unidos como são na Arábia Saudita, já que estes grupos não possuem uma base de operações ou de apoio no país.

Direitos humanos

Os direitos humanos são mencionados na Constituição dos Emirados Árabes Unidos (1971/2004), que diz conferir igualdade, liberdade, estado de direito, a presunção de inocência em procedimentos legais, inviolabilidade de propriedades particulares, as liberdades de circulação, imprensa, expressão, comunicação, religião, associação, profissão, ser eleito para um cargo entre outras, com a ressalva vaga "desde que dentro dos limites da lei". O sistema judicial nos Emirados Árabes Unidos é baseado na lei britânica, com influências das leis islâmicas, francesas, romanas e egípcias. No entanto, a principal fonte da lei dos Emirados é a xaria. O artigo 7 da constituição determina que "o Islã é a religião oficial da Federação e a xaria islâmica é a principal fonte de sua legislação". Em 1978, os Emirados começaram um processo de islamização da lei do país, tendo o seu Conselho de Ministros nomeado um comitê para identificar todas as suas leis que estavam em conflito com a xaria. Entre as muitas mudanças que se seguiram, os emirados incorporaram os crimes hudud da xaria em seu código penal — sendo a apostasia um deles, punível com a morte.

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Subdivisões

A Nação dos Emirados Árabes Unidos é constituída por sete regiões administrativas; os sete emirados (imarat; singular: imarah): Abu Dabi; Ajmã; Fujeira; Xarja; Dubai; Recoima; e Caluão. Cada emirado é uma monarquia controlada por uma família real com soberania sobre o território regional. Dessas sete divisões regionais, o Emirado de Abu Dabi, que cobre 86,7% da área total do país, é dividido em três subemirados: o subemirado que compreende a cidade de Abu Dabi, um subemirado leste e um sub-emirado oeste. Existe um supremo conselho federal: formado pelos sete emires, que se reúne regularmente (quatro vezes) ao ano, sendo que os emires de Abu Dabi e de Dubai têm o poder de veto.

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Economia

Os EAU têm uma economia aberta com um elevado rendimento per capita e um superávit comercial anual considerável. Em 2009, seu PIB, medido pela paridade do poder de compra (PPC) foi de 200,4 bilhões de dólares. O PIB per capita do país é atualmente o 14º maior do mundo e o terceiro maior do Oriente Médio, depois do Catar e Kuwait, medido pelo CIA World Factbook, ou o 17º no mundo, medido pelo Fundo Monetário Internacional.[carece de fontes?] A economia dos Emirados Árabes Unidos, em especial a de Dubai, foi duramente atingida pela crise econômica de 2008-2009. Em 2009, a economia do país encolheu 4%. As exportações de petróleo e gás natural desempenham um papel importante na economia, especialmente em Abu Dabi. Um boom de construção maciça, uma base industrial em expansão e um próspero setor de serviços estão ajudando os Emirados Árabes Unidos a diversificar sua economia. Em todo o país há atualmente 350 bilhões de dólares em valor de projetos de construções ativas. Tais projetos incluem o Burj Khalifa, atualmente o edifício mais alto do mundo, o Aeroporto Internacional Al Maktoum, que, quando concluído, será o aeroporto mais caro já construído, e as três Palm Islands, as maiores ilhas artificiais do mundo.[carece de fontes?]

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Infraestrutura

Educação

O ensino secundário é monitorado pelo Ministério da Educação em todos os emirados, exceto Abu Dabi, onde ele está sob a autoridade do Conselho de Educação de Abu Dabi. O sistema consiste em escolas primárias, escolas secundárias e escolas de ensino médio. As escolas públicas são financiados pelo governo e a grade curricular é criada para coincidir com os objetivos de desenvolvimento dos Emirados Árabes Unidos. O meio de instrução na escola pública é o árabe, com ênfase no inglês como segunda língua. Há também muitas escolas privadas que são internacionalmente reconhecidas. As escolas públicas no país são gratuitas para os cidadãos do país, enquanto as taxas para escolas privadas variam.

Transportes

Os Emirados Árabes Unidos possuía 43 aeroportos em 2013, o que faz deste o nonagésimo nono país em número de aeroportos no mundo. Do total de aeroportos, 25 possui pistas pavimentadas. As auto-estradas estão em bom estado e totalmente iluminadas, existindo um total de 4.080 quilômetros de rodovias em 2008. Existe um serviço regular de ônibus entre Abu Dabi e Dubai. Em 2020, o país possuía 10 transportadoras aéreas registradas, que trafegavam em torno de 96 milhões de passageiros anualmente.

Saúde

A expectativa de vida ao nascer no país é de 78,5 anos. Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte nos Emirados Árabes Unidos, constituindo 28% do total; outras causas principais são acidentes e lesões, câncer e anomalias congênitas. Em fevereiro de 2008, o Ministério da Saúde anunciou uma estratégia de saúde de cinco anos para o setor público nos emirados do norte, que estão sob a sua alçada e que, ao contrário de Abu Dabi e Dubai, não têm as autoridades de saúde independentes. A estratégia centra-se na unificação de política de saúde e na melhora do acesso aos serviços médicos a um custo razoável, além de ao mesmo tempo reduzir a dependência de tratamentos no exterior. O ministério planeja adicionar três hospitais aos atuais 14, além de outros 29 centros de assistência médica primária para ampliar a rede atual de 86 centros.

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Cultura

A cultura emiradense é baseada na cultura árabe e tem sido influenciada pelas culturas da Pérsia, Índia e África Oriental. arquitetura árabe e persa é parte da expressão da identidade local. A influência persa na cultura do país é visível nas artes, na arquitetura e no folclore dos Emirados Árabes Unidos. Por exemplo, o "barjeel" tornou-se uma marca de identificação da arquitetura tradicional e é atribuída à influência persa. O país tem uma sociedade diversa. Os principais feriados em Dubai incluem o Eid al Fitr, que marca o fim do Ramadã, e o Dia Nacional (2 de dezembro), que marca a formação dos EAU. Os homens emiradenses preferem usar uma kandura, uma túnica branca até os tornozelos, tecida de lã ou algodão, enquanto as mulheres geralmente usam uma abaya, uma túnica preta sobre a roupa que cobre a maioria das partes do corpo.

Culinária

A comida tradicional dos Emirados Árabes Unidos sempre foi arroz, peixe e carne. O povo dos Emirados Árabes Unidos adotou a maioria de seus alimentos de outros países da Ásia Ocidental e do Sul, incluindo Irã, Arábia Saudita, Paquistão, Índia e Omã. Os frutos do mar têm sido o esteio da dieta dos Emirados por séculos. Carne e arroz são outros alimentos básicos, com cordeiro e carneiro sendo preferidos em vez de cabra e boi. As bebidas populares são o café e o chá, que podem ser complementados com cardamomo, açafrão ou menta para dar-lhes um sabor distinto. Os pratos culturais populares dos Emirados incluem threed, machboos, khubisa, khameer e pão chabab, entre outros, enquanto o Lugaimat é uma famosa sobremesa dos Emirados.

Esportes

O futebol é um esporte popular nos Emirados Árabes Unidos. Os clubes de futebol Al-Ain, Al-Wasl, Al-Shabbab ACD, Al-Sharjah, Al-Wahda e Al-Ahli são os times mais populares do país e desfrutam da reputação de campeões regionais. A Associação de Futebol dos Emirados Árabes Unidos foi estabelecida pela primeira vez em 1971 e desde então tem dedicado seu tempo e esforço para promover o esporte, organizando programas de jovens e melhorando as habilidades dos jogadores, funcionários e treinadores envolvidos com suas equipes regionais. A Seleção Emiradense de Futebol classificou-se para a Copa do Mundo da FIFA de 1990 ao lado do Egito. Foi a terceira Copa do Mundo consecutiva com duas nações árabes qualificadas, depois de Kuwait e Argélia em 1982 e do Iraque em 1986. Os Emirados Árabes Unidos ganharam a Copa das Nações do Golfo duas vezes: a primeira taça, em janeiro de 2007, realizada em Abu Dabi e a segunda, em janeiro de 2013, no Barém.

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Fontes consultadas

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