Pesquisa · Mapa mental

Martiniano Eliseu do Bonfim

Martiniano Eliseu do Bonfim Ajimúdà (1859-1943), também conhecido como Ojé L’adê, nasceu na cidade de Salvador, Bahia, filho de africanos libertos vinculados ao Terreiro da Casa Branca do Engenho Velho. Nesse ambiente familiar, Martiniano foi imerso no mundo religioso afro-brasileiro desde tenra idade, posteriormente tornando-se grande defensor do candomblé e, de modo mais amplo, a herança religiosa e cultural afro-brasileira. Ativo no culto aos ancestrais masculinos, tinha posto importante no Ilê Axé Opô Afonjá e foi o último babalaô da Bahia.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
01

Biografia

Os pais de Martiniano eram iorubás, porém de subgrupos distintos. O pai, Eliseu do Bonfim, era egbá, enquanto a mãe, Felicidade da Silva Paranhos, era do reino de Oyo. Numa entrevista concedida no final de sua vida, Martiniano afirmou que o pai, que era africano livre, tinha comprado a liberdade da mãe. Em 1875, poucas semanas antes de o filho fazer 14 anos, Eliseu levou-o para a cidade de Lagos, Nigéria, então uma colonia inglesa. Lá, Martiniano aperfeiçoou seu iorubá, aprendeu inglês numa escola missionária, trabalhou na construção da primeira igreja católica, e teve contato com seus parentes paternos. Durante seu tempo em Lagos, integrou-se à crescente comunidade de retornados brasileiros, sendo hospedado por uma família brasileira que cultuava babá egum (egungun, entre os iorubás). Em 1886, depois de onze anos na África, Martiniano voltou à Bahia para morar, talvez motivado pela doença do pai, que faleceu em 1887.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando