João Duns Escoto
O Beato João Duns Escoto, ou Scot ou Scotus, O.F.M. foi um teólogo e filósofo escocês. Ele é um dos três filósofos-teólogos mais importantes da Europa Ocidental na Alta Idade Média, juntamente com Tomás de Aquino e Guilherme de Ockham.
Suas principais obras são o Opus Oxioniense (Obra de Oxford), Quaestiones de Metaphysica (Questões de Metafísica) e De Primo Princípio (Do Primeiro Princípio). Um dos grandes contributos de Escoto para a história da filosofia, afirmam os historiadores, está no conceito de hecceidade (haecceitas). Por esta teoria, valoriza-se a experiência, e distancia-se a preocupação exclusivista da filosofia com as essências universais e transcendentes. Em sua "Prova da Univocidade do Ser", Escoto propõe um encadeamento argumentativo para mostrar que, como seres criados, não podemos ter certeza sobre características conceituais que imputamos a Deus, mas podemos ter certeza de que Ele existe. Escoto adotou uma posição conhecida hoje em dia como realismo moderado acerca do "problema dos universais", que era um problema antigo na metafísica sobre se os universais existem. Para ele, universais como "verdade" e "bondade" existem na realidade. Isto se opõe ao conceitualismo de Guilherme de Ockham e de Pedro Abelardo entre outros, que dizem que universais só existem dentro da mente e não têm realidade externa ou substancial.


