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Ducado de Berg

O Ducado de Berg foi um estado histórico – originalmente um condado, posteriormente um ducado, na região alemã da Renânia. Sua capital era Dusseldórfia (Düsseldorf). Ele existiu do início do século XII até ao século XIX.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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História

Origens

Os Condes de Berg emergiram em 1101 como um ramo cadete da dinastia de Ezzonen, que consegue traçar as suas origens até ao século IX, durante o Reino da Lotaríngia, tornando-se no século XI, na mais poderosa dinastia na região do Baixo Reno. Em 1160, o território subdivide-se em duas partes, uma das quais veio-se a tornar o Condado de Mark, que, no Século XVI, regressaria à posse desta linhagem. Em 1280 os condes mudaram a sua corte do Castelo de Burg (Schloss Burg), nas margens do rio Wupper, para a cidade de Düsseldorf. O mais poderoso dos governantes inciais de Berg, Engelberto II de Berg, morreu assassinado em 7 de novembro de 1225. O conde Adolfo VIII de Berg lutou pelo lado vitorioso na Batalha de Worringen contra o Ducado de Gueldres, em 1288.

Problemas sucessórios

Em 1509, João III, Duque de Cleves,fez um casamento estratégico com Maria de Jülich-Berg, filha de Guilherme IV de Jülich-Berg, que se tornou herdeira do património do pai: os Ducados de Jülich e de Berg e o Condado de Ravensberg. De acordo com a Lei Sálica vigente no Sacro Império Romano-Germânico implicavam que o património passasse para o marido da herdeira masculina. Com a morte do pai em 1521, os duques de Jülich-Berg extinguiram-se, e os seus bens passaram para o governo do Duque de Cleves, João III, juntando-se ao património que este já detinha, isto é, o Condado de Mark e o Ducado de Cleves. Como resultado, surgiu uma nova entidade, os Ducados Unidos de Jülich-Cleves-Berg, que controlava um território que correspondia, grosso-modo ao atual estado da Renânia do Norte-Vestfália, se excetuarmos os estados eclesiásticos do Eleitorado de Colónia e do Bispado de Münster.

A revolução francesa e o Grão-Ducado de Berg

As guerras napoleónicas, originaram a ocupação francesa (1794–1801) e a anexação, em 1801, de Jülich (em francês: Juliers), separando os dois ducados de Jülich e de Berg. Em 1803 Berg separou-se dos outros territórios bávaras, ficando na posse de um ramo cadete dos Wittelsbach. Em 1806, com a reorganização das terras alemãs, na sequência da extinção do Sacro Império Romano-Germânico, Berg tornou-se no Grão-Ducado de Berg, sob o governo do cunhado de Napoleão, Joaquim Murat. Em 1809, um ano após a promoção de Murat de Grão-Duque de Berg a Rei de Nápoles, o sobrinho mais novo de Napoleão, o Príncipe Napoleão Luís Bonaparte (1804–1831, filho mais velho do irmão de Napoleão, Luís Bonaparte, Rei da Holanda) tornou-se Grão-Duque de Berg; o territorio foi administrado por burocratas franceses em nome da criança. A curta existência do Grão-Ducado chegou ao seu fim com a derrota de Napoleão em 1813 e os acordos de paz que se seguiram.

Província de Jülich-Cleves-Berg

Em 1815, após o Congresso de Viena, Berg foi integrado numa província do Reino da Prússia: a Província de Jülich-Cleves-Berg. Em 1822 esta província uniu-se ao Grão-Ducado do Baixo Reno para formar a Província do Reno.

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Armorial de Berg

O Brasão de armas de Berg representa um leão vermelho de cauda dupla com coroa, lingua e garras azuis. Este leão teve origem nas armas do Limburgo uma vez que o título de Berg acabou pr seu herdado pelos duques de Limburgo no século XIII. Descrição heráldica: de Argento, um leão rampante de gules, com cauda bifurcada e cruzada em sautor, coroado, armado e lampassado de azure. O Brasão de Armas de Murat combinava o leão vermelho de Berg com as armas do ducado de Cleves. A Ancôra e o bastão representam os cargos de Grande Almirante e de Marechal do Império respetivamente, detidos por Murat. Como marido de Carolina Bonaparte, irmã do imperador, ele tinha ainda o direito a usar a águia imperial. Em 1809, quando o Grão-Ducado passou para o príncipe Napoleão Luís, o brasão foi simplificado pela exclusão da âncora (de Almirante) e dos bastões (de Marechal).

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Fontes consultadas

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