Baviera
A Baviera, oficialmente Estado Livre da Baviera; em alemão: Freistaat Bayern; em bávaro: Freistoot Bayern) é um dos dezesseis estados da Alemanha, frontericio dos estados de Baden-Württemberg, Hesse, Turingia e Saxônia, bem como de países como a Áustria e a Tchéquia. Sua capital é maior cidade é Munique, além de possuir outras grandes cidades como Augsburg e Nuremberg. Localizada no sudeste do país, a Baviera tem uma área de 70.550 km², sendo o maior estado alemão, e 13,08 milhões de habitantes, o que a torna a segunda região mais povoada depois da Renânia do Norte-Vestfália.
Celtas e Germânicos habitaram a Baviera, muito antes desta receber esse nome. Baiovarii foi o nome de um povo germânico que chegou à região nos séculos V e VI d.C., mas perderam o domínio da região ao esta ser conquistada pelos francos. A dinastia dos Wittelsbach governou a Baviera ininterruptamente, desde 1180 até 1918. Straubing, Ingolstadt e Munique formaram durante toda a Idade Média a Baviera Superior, enquanto o resto do Estado era denominado Baviera Inferior (Landshut). No ínício do século XVI, as várias províncias que ocupavam o território da Baviera Antiga unificaram-se formando um país. A Baviera sempre foi e ainda é um estado católico, o mais significativo representante do catolicismo dentro do Sacro Império Romano Germânico junto com a Áustria. A Baviera combateu a União Protestante ao longo da Guerra dos Trinta Anos durante o reinado de Maximiliano. Em 1623, Maximiliano recebeu o título de príncipe eleitor do Sacro Império, o que lhe dava o direito de votar na escolha do imperador: tudo isso graças à lealdade à Igreja Católica.
A Baviera é o maior estado da Alemanha, partilhando da fronteira alemã com a Áustria (Estados da Alta Áustria, Salzburgo, Tirol e Vorarlberg) a sudeste, com a República Checa a leste e o lago de Constança a sudoeste. No quadro da Alemanha, é rodeada pelos estados de Baden-Württemberg (a oeste), Hesse (a noroeste), Turíngia (a norte), e Saxônia (a nordeste). Os rios mais importantes são o Danúbio (Donau em alemão) e o Meno (Main em alemão). Os rios Iller, Lech, Isar e Inn são os afluentes de direita do Danúbio em território bávaro; os rios Wörnitz, Altmühl, Naab e Regen são afluentes de esquerda. Os rios Regnitz, Tauber e Fränkische Saale são afluentes do Meno. Ammer, Chiem e de Starnberg são os lagos principais da região. A Zugspitze, nos Alpes Bávaros, vem a ser o ponto mais alto da Baviera e da Alemanha, com 2 962 metros de altitude.
Regiões administrativas e culturais
Os distritos e cidades independentes supramencionados estão agrupados em sete regiões administrativas (Regierungsbezirke, singular Regierungsbezirk). Além disso é possível distinguir três grandes regiões culturais, que no entanto não tem relevância administrativa. Trata-se da Baviera Antiga (Altbayern), o território originário dos bávaros, da Francônia e da Suábia, que passaram para o domínio bávaro por vontade de Napoleão. A cultura e os dialetos destas duas regiões são diferentes do resto da Baviera.
Distritos
A Baviera está dividida em 71 distritos (Kreise, singular Kreis; ou ainda distritos rurais: Landkreise, singular Landkreis) e 25 cidades independentes (Kreisfreie Städte; ou ainda distritos urbanos: Stadtkreise, singular Stadtkreis). As 25 cidades independentes (Kreisfreie Städte), que não pertencem a nenhum distrito:
Municípios
Na Baviera existem 2.056 municípios e 215 casos de área não-incorporada, que não fazem parte de nenhum município.
A Baviera dispõe presentemente de um parlamento unicameral (Landtag), eleito por sufrágio universal. Até dezembro de 1999, existia também um Senado (Senat), cujos membros eram escolhidos pelos grupos sócio-económicos da Baviera; no entanto, no seguimento de um referendo havido em 1998, esta instituição foi abolida. O governo bávaro, como o resto dos demais estados federais (Bundesländer) da Alemanha, é chefiado por um Ministro-Presidente (Ministerpräsident). O Ministro-Presidente da Baviera é Markus Söder (eleito pelos democratas-cristãos da CSU e os Democratas Livres). Desde 1962 até 2008 a CSU (o partido-irmão da CDU na Baviera) governou o estado com sucessivas maiorias absolutas: após as eleições do dia 21 de setembro de 2003 o partido tinha obtido a maioria de dois terços das cadeiras no parlamento bávaro. Em face do fracasso nas eleições regionais do 28 de setembro 2008 a CSU perdeu a maioria absoluta, obtendo somente o 43,4% dos votos, de que aproveitaram outros partidos de centro-direita, nomeadamente os liberais e os eleitores livres. Em 2013, a CSU voltou a recuperar a maioria absoluta.
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Depois de ter sido uma região pobre com uma economia majoritariamente agrária, a Baviera é hoje um dos estados mais ricos da Alemanha e da Europa. De fato, a Baviera tem uma taxa de desemprego de 3,8% e na renda por pessoa se coloca 35,6 pontos sobre a média europeia. A região de Munique tem importantes indústrias mecánicas-automobilísticas (BMW, Audi, MAN SE, Knorr-Bremse), no sector dos armamentos (EADS, Krauss-Maffei), da tecnologia informática (Infineon, Microsoft), da prensa e televisão (Premiere, Kabel Deutschland, Burda Verlag). Em Munique está o quartel-general da Siemens. Na Baviera meridional se situam outra vez a Audi (cuja sede principal é em Ingolstadt), a Media-Saturn-Holding e o chamado triângulo da química. No norte o centro economicamente mais importante é Nuremberga. Adidas e Puma, famosas marcas de roupas para desporto, provêm desta área. O turismo desempenha também um papel importante, sendo a Baviera a principal região turística alemã.
Religião
A Baviera é um estado com uma maioria católica, com uma forte ligação às tradições religiosas. Os protestantes da Igreja Evangélica são predominantes em algumas áreas da Francônia, porque os Hohenzollern se converteram ao protestantismo em relação à linha franconiana com suas principais cidades de Ansbach e Bayreuth. O número de católicos e protestantes nos últimos anos diminuiu e essa tendência também está presente nos outros estados alemães. Cerca de 40 000 são os membros da Vida Universal baseada em Würzburg. Municípios habitados por pessoas da religião judaica podiam ser encontrados até o século XIX, especialmente na Francônia e na Suábia, bem como em cidades livres como Nuremberg, Rothenburg, Augsburg e Regensburg. No antigo ducado da Baviera, as comunidades judaicas eram pequenas. Com o rei Maximiliano Giuseppe, que promoveu uma profunda liberalização cultural, a vida cultural judaica floresceu em toda a Baviera; mas isso será extinto depois pela ditadura nacional-socialista. O número de judeus na Baviera está crescendo constantemente graças à imigração de judeus da antiga União Soviética. Em Munique, em 9 de novembro de 2006 (a data escolhida para lembrar a "noite dos cristais" de 1938), uma grande sinagoga foi reaberta no centro.
Língua e dialetos
Os três dialetos do alemão mais comuns na Baviera são: o bávaro (em Altbayern), o franconio oriental (no norte) e o suábio (no sudeste). Na pequena cidade de Ludwigssadt, no norte, distrito de Kronach, na Alta Franconia, fala-se o turíngio. Durante o século XX, principalmente nas grandes cidades, aumentou-se o número de falantes do alemão padrão (houchdeutsch).
Esportes
A Baviera é lar de muitos times de futebol, como o FC Bayern München, 1. FC Nürnberg, FC Augsburg, TSV 1860 München, SSV Jahn Regensburg, FC Ingolstadt 04 e o SpVgg Greuther Fürth. Desses, o Bayern de Munique é o mais sucedido, sendo tetracampeão mundial, hexacampeão europeu e triacontapenta campeão alemão. No ranking de campeões da liga alemã, o time de Munique é seguido pelo eneacampeão 1, FC Nürnberg; além de, mais abaixo, o tricampeão SpVgg Greuther Fürth e o campeão TSV 1860 Munich.
Imagem: Diego Delso · BY-SA · Openverse
Pessoas notáveis que viveram, ou vivem atualmente, na Baviera incluem:


