Correio-mor do Reino
O Correio-Mor do Reino era um ofício postal criado pelo Rei D. Manuel I de Portugal a 6 de Novembro de 1520, através duma Carta Régia, a qual entregou a gestão desse serviço a Luís Homem.
A criação desse tipo de serviço postal se deu pela necessidade da nobreza e da burguesia portuguesas de manterem intensos contactos com outros estados e mercadores devido à emergência de Portugal como primeira potência marítima do orbe terrestre. O ofício de correio-mor era público, o que dava a qualquer súdito a prerrogativa de utilizá-lo mediante um pagamento estipulado. O cargo esteve sujeito à nomeação do rei até 1606, quando D. Filipe II de Portugal, o vendeu a Luís Gomes da Mata Coronel, primeiro correio-mor das Cartas do Mar, pela quantia de 70.000 cruzados, dando início à primeira dinastia postal do mundo. A família da Mata manteve esse monopólio por quase dois séculos, procurando modernizar os serviços. Somente os mais abastados tinham acesso a este serviço, que era caro e ineficiente. O correio-mor prestava o serviço por encomenda, não constituindo uma atividade regular, devido principalmente à má conservação das estradas e das condições climáticas, uma vez que as cartas e as encomendas eram entregues a pé ou a cavalo.
O serviço postal luso-brasileiro teve duas dinastias, a primeira era de nomeação régia (6 de Novembro de 1520 a 1606) e a segunda foi hereditária, da família da Mata (1606 a 1797).
Superintendentes-Gerais dos Correios e Postas do Reino
A partir de 1 de Agosto de 1799 o Correio passou a ser oficialmente administrado pelo Estado, sendo o Dr. José Diogo Mascarenhas Neto (Silves, Alcantarilha, 18 de Fevereiro de 1752 - 1826), Superintendente-Geral das Estradas entre 1791 e 1805, o 1.º Superintendente-Geral dos Correios e Postas do Reino durante o período de 1 de Agosto de 1799 a 1805, dando término ao ofício dos correios-mores. Mais tarde, deram lugar aos CTT.


