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Dream pop

Dream pop é um subgênero do rock alternativo e da neopsicodelia que enfatiza tanto a atmosfera e a textura sonora quanto a melodia pop romântica. As características comuns incluem vocais ofegantes, produções densas e efeitos de reverb, eco, tremolo e chorus. Muitas vezes o dream pop se mistura ao gênero shoegaze de forma que intercambiável e pouco distinguível.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Características

Imagem: MODERNBOY_ENT · BY · Openverse

O termo dream pop é frequentemente relacionado a "imersão" experimentado pelo ouvinte, tal qual como um "sonho". O The AllMusic Guide to Electronica (2003) definiu o dream pop como "um subgênero atmosférico do rock alternativo que se baseia em texturas sonoras tanto quanto na melodia". De acordo com a revista Paste, o gênero enfatiza o estado de espírito e os sons sobre as letras, de modo que "acordes e faixas se confundem com tanta frequência que pode ser difícil decifrar quando uma música terminou e outra começou". As características comuns são os vocais ofegantes, o uso de efeitos de guitarra e um som densamente produzido, com "guitarras nebulosas e distorcidas" combinadas com "vocais murmurados às vezes completamente borrados em uma parede de ruídos". A música dream pop foca mais texturas do que nos riffs propulsores do rock. Efeitos como reverb e eco são onipresentes, com tremolo e chorus também muito presente nas gravações.

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História

Imagem: Jason Michael · BY-NC-SA · Openverse

Décadas de 1960–1970: Origens

Segundo o autor Nathan Wiseman-Trowse, "a abordagem da pura fisicalidade do som" do dream pop foi "indiscutivelmente pioneira na música pop a partir de figuras como Phil Spector e Brian Wilson (fundador dos Beach Boys)". Um exemplo de dream pop ainda na fase embrionária é a música de 1970 dos Beach Boys "All I Wanna Do". A musicalidade do The Velvet Underground nas décadas de 1960 e 1970 também foi um marco importante para o desenvolvimento do gênero, a banda experimentou sonoridades com repetições, tons e texturas sobre a estrutura da música convencional. Na estreia em 1967, The Velvet Underground & Nico, incorporou o que o crítico musical Marc Beamount chama de "dream pop psicodélica", além de uma variedade de outros estilos. O jornalista musical John Bergstrom reconhece faixa "Let It Down" (1970) de George Harrison, como uma progenitora do gênero, ao mesmo tempo em que afirma que o álbum All Things Must Pass, produzido por Spector, influenciou "muitas bandas cheias de eco e guitarras que surgiram desde então, misturando rave-ups poderosos com sessões melancólicas, down-tempos reflexivos e uma inclinação espiritual. Posteriormente os The Byrds influenciariam as "harmonias desmaiadas" de grupos dream pop britânicos.

Início e meados da década de 1980: Desenvolvimento

A. J. Ramirez do PopMatters traça uma linha evolutiva do rock gótico ao dream pop. O subgênero "ethereal wave" derivado do gótico do início dos anos 1980 foi levado às cenas dream pop e shoegaze com seus sons de guitarra carregados de efeitos e vocais femininos; foi representado principalmente por Cocteau Twins e selos como 4AD e Projekt Records. A Rolling Stone descreve o "dream pop moderno" como originário do trabalho do início dos anos 80 de Cocteau Twins e seus contemporâneos. Jason Ankeny da AllMusic define o selo 4AD como uma confluência do som "distintamente fluídos" dos Cocteau Twins e os vocais operísticos e indecifráveis da cantora Elizabeth Fraser. De acordo com a Pitchfork, Vini Reilly do selo Factory Records e músico da banda The Durutti Column "incorporou o clichê do guitarrista suicida do dream pop em meados da década de 1980 com suas "performances narcóticas" pressagiando bandas posteriores como My Bloody Valentine e Galaxie 500.

Final dos anos 1980-1990: cena Shoegaze

O termo "dreampop" foi cunhado no final da década de 1980 por Alex Ayuli da banda A.R. Kane para descrever o som eclético de sua banda, que misturava produção de um dub fluído, guitarra distorcida e bateria eletrônica, entre outras influências. Ainda nos anos 1980, o grupo A.R. Kane antecipou praticamente todos os principais avanços musicais da década de 1990, criando raízes desde o shoegaze, trip-hop, ambient dub e até mesmo no post-rock, compondo um som oceânico que remete à um "sonho". A Pitchfork descreve seu álbum de estreia 69 (1988) como um "documento crucial" do movimento dream pop, comentando que o grupo "tinha como objetivo emular uma eteriedade que poderia facilmente se tornar um pesadelo", resultando em uma música que parece "fora de alcance, como sua memória lutando para agarrar o último fio de um sonho antes que ele se esvaia." O rótulo "dreampop" foi posteriormente adotado pelo crítico de música Simon Reynolds para descrever o grupo e mais tarde estendido para a cena shoegaze nascente no Reino Unido. Reynolds descreve o movimento como "uma onda de grupos neo-psicodélicos nebulosos" caracterizados por um "som desforcado e feliz", e credita a influência das "paisagens sonoras etéreas" de Cocteau Twins, bem como estilos mais distorcidos do rock alternativo americano.

Anos 2000: Desenvolvimentos contemporâneos

O álbum Person Pitch de 2007 do músico Panda Bear combinou o dream pop influenciado por Beach Boys com técnicas modernas de samples, ganhando aclamação e exercendo uma ampla influência. Grande parte da música associada ao termo chillwave cunhado em 2009 pode ser considerado dream pop. Na opinião de David Schilling, da Grantland, a discussão crítica em torno de chillwave revelou que termos como shoegaze e dream pop foram "arbitrários e sem sentido". O álbum Teen Dream de 2010 da dupla Beach House de Baltimore estabeleceu o grupo como influenciador do dream pop moderno, se baseando nos "devaneios lânguidos" de Cocteau Twins, Mazzy Star e Galaxie 500. O sucesso do grupo no final dos anos 2000 solidificou a popularidade do dream pop entre os ouvintes millennials.

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Fontes consultadas

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