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Dorsal oceânica

Dorsal oceânica, também dorsal submarina, dorsal meso-oceânica ou crista média oceânica, é a designação dada pela geografia, geologia e oceanografia física às grandes cadeias de montanhas submersas nos oceanos que resultam do lento afastamento das placas tectónicas. São grandes elevações submarinas situadas na parte central dos oceanos da Terra, com uma altura média de 2 000 a 3 000 metros acima dos fundos oceânicos circundantes. Na sua região central apresentam um rifte, cuja aparência geral é a de um sulco axial percorrendo longitudinalmente a dorsal, ao longo do qual são emitidas lavas provenientes da ascensão de magma do manto sublitosférico.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 20/07/2026
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Descrição

O surgimento das placas e seu consequente afastamento são devidos às correntes convectivas de magma divergentes no manto, que dão origem a riftes. As dorsais submarinas dos oceanos estão conectadas, formando a maior cadeia de montanhas do mundo, com cerca de 65 000 km de extensão. Esta cadeia montanhosa seria vista do espaço se não fossem os oceanos. É diferente das cadeias continentais na composição formada por basaltos isentos de deformação. As dorsais oceânicas são grandes elevações submarinas situadas na parte central dos oceanos da Terra. Apresentam uma altura média de 2 000 a 3 000 metros acima dos fundos oceânicos circundantes e um sulco central, um rifte, por onde são continuamente emitidas lavas provenientes do manto sublitosférico. Estas lavas ascendem à superfície da crusta oceânica através de fissuras formadas no fundo do oceano, dando origem a novos vulcões submarinos e ao crescimento da crusta oceânica.

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Compressão nos flancos das dorsais oceânicas

Embora as dorsais oceânicas sejam limites divergentes de placas tectônicas, estudos recentes indicam que processos de encurtamento tectônico podem ocorrer localmente nos flancos dessas estruturas. À medida que a litosfera oceânica recém-formada se afasta do eixo da dorsal, ela sofre flexão para se ajustar à topografia do vale axial e dos ombros da dorsal. Esse processo de desflexão gera um campo de compressão raso nos flancos, tipicamente a dezenas de quilômetros do eixo e nos primeiros quilômetros da crosta. Essa compressão pode levar à reativação reversa de falhas normais formadas próximo ao eixo da dorsal, um processo conhecido como unfaulting. Como consequência, o rejeito acumulado nessas falhas pode ser parcialmente reduzido, levando à diminuição da amplitude das colinas abissais logo após sua formação. Análises batimétricas sugerem que esse encurtamento pode reduzir o relevo associado às falhas em até cerca de 50%.

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Fontes consultadas

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