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Mateus 1

Mateus 1 é o primeiro capítulo do Evangelho segundo Mateus, no Novo Testamento da Bíblia. Sua estrutura se divide em duas seções bem distintas: a primeira apresenta a genealogia do pai terreno de Jesus, José, desde Abraão; a segunda, começando em Mateus 1:18, estabelece a doutrina do nascimento virginal de Jesus.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Genealogia de Jesus

Mateus abre seu evangelho com a genealogia de seu pai terreno, José, o que, por si, é uma evidência da importância que ele dava ao tema. Ela demonstra que Jesus pertence à Casa de David e é, portanto, seu herdeiro. Mateus afirma ainda que Jesus é, na realidade, Filho de Deus e não é verdadeiramente filho de José. Legalmente, porém, José é pai de Jesus e alguns estudiosos defendem que a paternidade legal é de extrema importância. Ra McLaughlin argumenta, por exemplo, que o evento central desta seção é a adoção de Jesus por José (que se materializa quando ele dá nome à criança), um ato que torna possível que Jesus seja o prometido Messias da linhagem de David. A seção começa com Abraão, que é tradicionalmente considerado como ancestral de todas as famílias da terra. Ela segue passando por importantes figuras do Antigo Testamento, como Isaac, Jacó e Judá. A passagem também faz referência aos irmãos de Judá que nada tem a ver com a genealogia. Gundry defende que eles foram incluídos por que Mateus estaria tentando retratar o povo de Deus como uma "irmandade".

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Nascimento de Jesus

Imagem: filipeb · BY-NC-SA · Openverse

A segunda parte de Mateus 1 relata alguns dos eventos do nascimento de Jesus, como a Anunciação (Mateus 1:18–21). Enquanto Lucas e Mateus discordam entre si em alguns detalhes, as mais importantes ideias, como o nascimento virginal e a natureza divina de Jesus, são compartilhados. Ao contrário do relato de Lucas, Mateus se concentra em José, desde sua descoberta da gravidez de sua noiva virgem, sua preocupação com o fato e a mensagem do anjo pedindo-lhe que a aceitasse citando Isaías 7:14, um presságio do nascimento do Messias. Este foco em José é pouco usual. Schweizer acredita que Mateus está muito mais preocupado em provar o status legal de Jesus como enteado de José (e, portanto, herdeiro de David), do que em provar o nascimento virginal, o que, para ele, revela que a audiência pretendida era de origem judaica, um padrão que se encontra por todo o seu evangelho. A importância das referências ao Antigo Testamento é também evidência disto. Hill acredita que a citação de Isaías era, na realidade, o ponto central e acredita que toda esta seção foi escrita para provar que a história de Jesus corresponde à que foi profetizada.

Nome de Jesus

Em Mateus 1:21, a mensagem do anjo no primeiro sonho de José inclui a origem do nome Jesus e tem implicações soteriológicas quando o anjo instrui a José: " ...a quem chamarás JESUS; porque ele salvará o seu povo dos pecados deles". É este o único trecho do Novo Testamento onde "salvará seu povo" aparece junto de "pecados". Este trecho também é o ponto de partida da cristologia do Nome de Jesus, realizando de partida dois importantes objetivos: primeiro afirmando Jesus como salvador e segundo, enfatizando que o nome não foi escolhido aleatoriamente e sim por um comando divino. O nome Emanuel (que significa "Deus conosco") também aparece em Mateus 1:23 ("E ele será chamado Emanuel, que quer dizer, Deus conosco") e este nome não aparece em nenhum outro ponto do Novo Testamento. Porém, Mateus 28:20 ("Eis que eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo") indica que Jesus estará com os fiéis até o final dos tempos.

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