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Invasão muçulmana da Península Ibérica

A Invasão Mulçumana da Península Ibérica, também conhecida como Invasão Muçulmana, Conquista Árabe ou Expansão Muçulmana, refere-se a uma série de mobilizações populacionais e, sobretudo militares, ocorridas entre os anos de 711 e 726, quando tropas islâmicas vindas do Norte da África, sob o comando do general berbere Tárique, cruzaram o estreito de Gibraltar e penetraram a península Ibérica, vencendo Rodrigo, o último rei dos visigodos da Hispânia, na batalha de Guadalete, pondo fim ao seu reino.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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História

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Antecedentes

No final do século VII, o território da Península era dominado pelo Reino Visigodo, que controlava também uma porção do território da Aquitânia, denominado Septimânia. O último rei Visigodo terá sido Rodrigo, que sucedeu a Vitiza. Apesar de os detalhes não serem claros, sabe-se que o processo de sucessão não foi pacífico. Rodrigo terá usurpado o trono à força, possivelmente a Vitiza, e depois assassinado vários dos seus opositores, o que terá enfraquecido o exército do reino. Quando se deu a invasão em 711, os judeus auxiliaram o exército árabe, muitas vezes guarnecendo cidades capturadas — Córdova, Granada, Toledo e Sevilha. Isto porque, sob o Reino Visigodo, era seguida uma política de sistemático antissemitismo, inclusive com batismos forçados e proibição de ritos judaicos. Ao longo do século VII, os judeus tinham sido submetidos a espancamentos e execuções, tiveram os seus bens confiscados e taxados, eram proibidos de comerciar e alguns foram obrigados a converter-se ao cristianismo. Os judeus sabiam que eram melhor tratados pelos invasores, apesar do estatuto de dhimmis e das palavras do próprio Alcorãoː "Ó fiéis, não tomeis por amigos os judeus nem os cristãos; que sejam amigos entre si. Porém, quem dentre vós os tomar por amigos, certamente será um deles; e Alá não encaminha os iníquos".

A Invasão

No ano de 710 ou 711, o general Tāriq ibn Ziyād (Tárique), subordinado do governador árabe da Mauritânia, Mūsā ibn Nusayr, atravessou o estreito de Gibraltar a partir de Tânger, invadindo o sul de Espanha. O seu exército viria a derrotar Rodrigo em batalha em 711 ou 712, sendo o estado do rei após a batalha incerto. Após a chegada do primeiro exército, também Mūsā viria a desembarcar em Cádiz com o seu próprio exército, dirigindo-se depois para Toledo e tomando a cidade.

A resistência asturiana

Abdalazize ibne Muça subjugou a Lusitânia e a Hispânia Cartaginense, saqueando as cidades do Norte que lhe abriam as portas e atacando aqueles que lhe tentaram resistir. Porém, às suas investidas escapou uma parte das Astúrias, no norte, onde se refugiou um grupo de visigodos sob o comando de Pelágio. Uma caverna nas montanhas servia simultaneamente de paço ao rei e de templo de Jesus Cristo. Por vezes, Pelágio e os seus companheiros desciam das montanhas em surtidas para atacar os acampamentos islâmicos ou as aldeias despovoadas de cristãos. Um desses ataques, historiograficamente designado de batalha de Covadonga (722), marcou, segundo muitos historiadores, o início do longo processo de retomada dos territórios ocupados, ao qual se deu o nome de Reconquista.

A Reconquista

A Reconquista perdurou até o fim da Idade Média, sendo concluída no início da Idade Moderna, em 1492, quando o último Estado muçulmano ibérico foi conquistado pelos Reis Católicos Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela. A influência deixada pelos muçulmanos ainda pode ser percebida nas inúmeras palavras do português e do castelhano que vieram do árabe, como "açúcar" (azúcar), "alcaide" e "almirante". Segundo o dicionário Houaiss, existem na língua portuguesa cerca de 700 palavras de origem árabe.

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Cronologia

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O domínio muçulmano na Península Ibérica, então denominada Alandalus, durante a Idade Média, pode ser dividido nas seguintes fases: 1.º período (711–756): Invasão muçulmana da Península Ibérica e estabelecimento de um emirado dependente do Califado de Damasco; 2.º período (756–1031): O emirado tornou-se independente, sob Abderramão I, em 756. Estabeleceu-se a capital em Córdova. Posteriormente os emires tomaram o título de califas com a fundação do Califado de Córdova, em 929: 3.º período (1031–1492): Finda a hegemonia da família do primeiro-ministro Almançor, iniciou-se um período de anarquia (fitna do Alandalus), alimentado pela ambição dos generais. Córdova aboliu o califado, estabelecendo uma República. Com a desagregação do Califado, formaram-se por toda a Hispânia variadíssimos pequenos estados independentes e rivais: as taifas. Aproveitando-se de tal desordem, os cristãos apressaram o movimento da Reconquista:

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Aspectos populacionais

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A população sob o domínio muçulmano era muito heterogênea e constituída por árabes e berberes, uns e outros muçulmanos, moçárabes (hispano-godos que, sob o domínio muçulmano, conservaram a sua religião, mas adotaram as formas de vida exterior dos muçulmanos), cristãos arabizados e judeus. Os moçárabes, que constituíam a maioria da população, gozavam de liberdade de culto e tinham leis próprias, mas, a troco destas vantagens, eram obrigados ao pagamento de dois tributos: o imposto pessoal de captação e imposto predial sobre o rendimento das terras.

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Fontes consultadas

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