Doença de Crohn
A doença de Crohn é um tipo de doença inflamatória intestinal (DII) que pode afetar qualquer parte do aparelho digestivo, desde a boca até ao ânus. Os sintomas geralmente incluem dores abdominais, diarreia, febre e perda de peso. Podem também ocorrer complicações fora do aparelho digestivo, entre as quais anemia, exantema, artrite, inflamação do olho e fadiga. O exantema pode ser causado por infeções, por pioderma gangrenoso ou por eritema nodoso. Também é comum a ocorrência de obstrução intestinal e as pessoas com a doença apresentam maior risco de cancro colorretal.
Progressão
A doença afecta qualquer porção do tracto gastrointestinal, mas é mais comum no íleo terminal e cólon. Aí ocorre formação de granulomas e inflamação em sectores distintos, intercalados de forma bem delimitada por outros completamente saudáveis (ao contrário das lesões difusas na colite ulcerosa-CI). A doença progride com alguns períodos sintomáticos interrompidos por outros sem sintomas. Pode progredir continuamente com deterioração das lesões, ou ser não progressiva, com regeneração das regiões atingidas entre as crises. Metade dos doentes apresenta lesões em ambos íleo e cólon, enquanto 25% apresentam-nas limitadas ao cólon.[carece de fontes?]
Sintomatologia
Outras crises que poderão aparecer, apesar de serem raras, são crises respiratórias em que a pessoa esta sempre com ataques violentos de tosse, principalmente durante a noite. A pessoa não consegue dormir deitada e com a força da tosse, por vezes vomita e fica com faltas de ar pouco prolongadas. Este episódio costuma demorar sensivelmente uma semana, dependendo dos casos.[carece de fontes?] Em alguns casos pode haver aftas, artralgias, eritema nodoso, inflamação nos olhos (conjuntivite secundária), problemas nos vasos sanguíneos (tromboses ou embolias), feridas retais e deficiência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico.[carece de fontes?]
Complicações
As complicações são possíveis com a repetição das crises: artralgias ou artrite, em alguns casos, abcessos e fístulas (comunicações anormais que facilitam infecções), obstruções intestinais (devido à inflamação ou aderências de partes inflamadas dos intestinos e à fibrosação durante as cicatrizações), cálculos vesiculares (devido a má reabsorsão intestinal dos sais biliares). São ainda comuns as fissuras e abcessos anais.[carece de fontes?] Menos frequentemente, pode ocorrer sangramento retal e perfuração intestinal com peritonite. O cancro do cólon é raro ao contrário do que ocorre na colite ulcerosa.[carece de fontes?]
Imagem: SimonSays Filmes · BY · Openverse
A etiologia ainda é oficialmente desconhecida, no entanto supõe-se que seja resultado de hiperactividade intestinal do sistema imunitário digestivo por acção de factores ambientais com tendência genética. Pode ter relação com a doença reumática Espondilite anquilosante. Provavelmente um vírus ou bactéria que desencadeia uma reacção inflamatória descontrolada e inapropriada nas paredes do intestino, que se torna depois independente do agente inicial. A doença cursa com formação de granulomas, uma forma de defesa especifica do sistema imunitário contra algumas bactérias intracelulares ou fungos. Uma teoria que tem sido suportada em alguns estudos ultimamente é a de que o agente desencadeador seja o Mycobacterium avium-complexo. Contudo é importante frisar que apesar de possivelmente desencadeada por um agente infeccioso, a doença é devida a uma desregulação das defesas do próprio indivíduo devido a factores genéticos (alguns genes do MHC) e não será causada pelo micróbio. Em indivíduos sem essa susceptibilidade, esse microorganismo nunca causa a doença.[carece de fontes?]
Imagem: SimonSays Filmes · BY · Openverse
O diagnóstico por imagem normalmente é feito com tomografia contrastada (endovenoso e oral juntos), normalmente o paciente acometido mostrará desde inflamações, espessamento, estenoses e massas tumorais (Nos casos onde a inflamação se tornou cancerígena). O trânsito intestinal, onde o paciente toma Bário, um tipo de contraste em que o corpo não faz absorção do mesmo, durante duas a várias horas, tiram-se vários Raio-X, com isso, eles conseguem apenas descobrir se existe um bloqueio no intestino (a maioria dos médicos hoje em dia, quase nem acreditam em trânsito intestinal, pois é muito falso-negativo). Mas a melhor forma de confirmação é a colonoscopia, onde uma câmera irá filmar como está tudo internamente, desde o reto até aproximadamente 20 cm adentro do íleo terminal, mas muitas vezes a colonoscopia pode aparentemente estar normal, mas na biopsia o paciente pode se surpreender com ileíte, colite e retite, mostrando que todo o intestino está inflamado. Mas como a doença de Crohn tem um diagnóstico muito complicado, normalmente quando você está com suspeita de doença gastrointestinais, os médicos pedirão todos esses exames e muitos mais.[carece de fontes?]
Imagem: SimonSays Filmes · BY · Openverse
O tratamento depende da localização, severidade da doença, complicações e resposta aos tratamentos anteriores. Pretende-se reduzir a inflamação, corrigir deficiências nutricionais e aliviar os sintomas. O tratamento pode incluir medicação, complementos nutricionais, cirurgia ou a combinação das três. Os fármacos mais usados são imunodepressores como aminosalicilatos, corticosteróides. A cirurgia com excisão das regiões mais afectadas melhora o prognóstico dos casos mais graves. Os fumadores devem cessar imediatamente o vício.[carece de fontes?]
Medicamentos
Não existem medicamentos capazes de curar a doença de Crohn, embora a literatura indique que naltrexona consiga-se 66% de melhora nos sintomas após 4 semanas de uso, com posterior manutenção permanente da dosagem. As opções de tratamento ajudam a aliviar os sintomas, mantêm as remissões e previnem as recidivas.[carece de fontes?] Em pessoas recém-diagnosticadas, é possível usar corticosteroides, como prednisona, durante um curto período de tempo de modo a rapidamente melhorar a doença, em conjunto com metotrexato ou uma tiopurina para prevenir recorrências. Depois, aminosalicilatos como sulfasalazina (Azulfidina) ou mesalamina são usados para diminuir a inflamação e para suprimir a resposta autoimune são usados imunossupressores (azatioprina, Infliximab e Adalimumab). Antibióticos como ciprofloxacino podem ser usados em caso de enterites.
Cirurgia
Todos os anos, uma em cada cinco pessoas com doença de Crohn são admitidas em meio hospitalar e cerca de metade com a doença irá eventualmente necessitar de cirurgia num prazo de dez anos. Embora o recurso à cirurgia seja usado com a menor frequência possível, por vezes é necessário remover alguns abcessos, obstruções intestinais ou cancros. O rastreio de cancro intestinal através de colonoscopia é recomendado a cada cinco anos, com início oito anos após o início da doença. Os pacientes necessitam fazer consultas e exames regulares com um enterólogo.[carece de fontes?]
Dieta
Estresse e variação brusca de peso agrava os sintomas, então recomenda fazer exercícios aeróbios, meditação e relaxamento.[carece de fontes?]
Imagem: SimonSays Filmes · BY · Openverse
A maioria dos casos leves e moderados são controlados pela medicação e dieta. A taxa de mortalidade é de 15% em 30 anos com a doença. No entanto pode ser muito debilitante para alguns outros, e complicações (principalmente desnutrição, desidratação, anemia e fístulas) são comuns.[carece de fontes?]
Imagem: SimonSays Filmes · BY · Openverse
A doença tem incidência maior em brancos, sendo mais frequente na Inglaterra, EUA e países escandinavos. Nos EUA, é mais comum nos judeus do que nos não-judeus. Ocorre em qualquer idade, sendo mais prevalente de 20 a 40 anos e ligeiramente mais comum no sexo feminino.[carece de fontes?] A prevalência da doença nos EUA é de 7 casos por 100.000 indivíduos, na Europa, na África do Sul e na Austrália a prevalência encontra-se em torno de 0,9-3,1 casos por 100.000 indivíduos, e na América do Sul e na Ásia a prevalência encontra-se em torno de 0,5-0,8 casos por 100.000 indivíduos.[carece de fontes?]
Imagem: SimonSays Filmes · BY · Openverse
A primeira descrição científica da doença ocorreu em 1913, pelo escocês Dazliel; no entanto só foi largamente reconhecida quando Burrill Crohn e dois colegas descreveram vários casos em 1932.[carece de fontes?]


