Diss
Diss, também conhecida nos Estados Unidos como diss track é uma canção criada com o principal propósito de expor e insultar alguém, geralmente outro artista. Diss tracks são, frequentemente, o resultado de uma rixa ou rivalidade entre duas ou mais pessoas; por exemplo, os artistas envolvidos podem ser de gravadoras rivais ou antigos membros de um grupo em comum.
Origem e exemplos
Apesar de o termo "diss track" ter sido originado no hip hop, existem vários exemplos na história da música de canções escritas para atacar indivíduos específicos. Algumas foram, inclusive, retroativamente descritas como diss tracks. Um exemplo em particular foi o álbum de spoken word I Am the Greatest do boxeador Cassius Clay, lançado seis meses antes de primeiro título no Campeonato Mundial de Pesos Pesados contra Sonny Liston, sua conversão ao islamismo e a mudança do seu nome para Muhammad Ali. O álbum ajudou a estabelecer a reputação de Ali como provocador, uma vez que havia diversas afrontas a Liston (como demonstrado na quinta faixa, "Round 5: Will The Real Sonny Liston Please Fall Down") e contra quaisquer futuros adversários. I Am the Greatest é considerado um dos precursores do hip hop.
Na década de 1930, os sambistas fluminenses Wilson Batista e Noel Rosa trocaram uma série de provocações em letras de samba. Batista havia composto a canção "Lenço no Pescoço", uma exaltação à malandragem. Noel responderia com o samba "Rapaz Folgado", uma crítica àquele estilo de vida. Como resultado, Wilson Batista escreveu "O Mocinho da Vila", "Conversa Fiada", "Frankenstein" e "Terra de Cego", todas direcionadas a Noel Rosa, que concebeu "Feitiço da Vila" e "Palpite Infeliz" como devolutiva. No ano de 1993, o grupo Câmbio Negro escreveu uma diss track direcionada ao rapper GOG, a qual nunca foi respondida. Na década de 2000, o rap brasileiro foi impulsionado por este tipo de música, destacando-se os embates entre MC Marechal x C4bal e, alguns anos depois, Nocivo Shomon x Emicida. Contudo, em 2016, a cena hip-hop foi abalada pela música "Sulicídio", composta por Diomedes Chinaski e Baco Exu do Blues, que critica a concentração das produções do hip-hop no eixo Rio-São Paulo, bem como a elitização do estilo musical.
Exemplos incluem "The Bridge is Over" de KRS-One, "Long Kiss Goodnight" e "Who Shot Ya?" de The Notorious B.I.G. "Hit 'Em Up" de Tupac Shakur, "No Vaseline" de Ice Cube, "King of the Hill" de Westside Connection, "2nd Round Knockout" de Canibus, "Dollaz & Sense" de DJ Quik "Ether" de Nas, "The Warning" e "Quitter" de Eminem, "Takeover" de Jay Z, "Fuck wit Dre Day (And Everybody's Celebratin')" de Dr. Dre, "Real Muthaphuckkin G's" de Eazy-E, "Back Down" de 50 Cent e "99 Problems (Lil Flip Ain't One)" de T.I..


