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Diretoria de Inteligência (Cuba)

A Diretoria de Inteligência, comumente conhecida como G2 e, até 1989, denominada Diretoria Geral de Inteligência, é a principal agência de inteligência estatal do governo de Cuba. A DI foi fundada no final de 1961 pelo Ministério do Interior da República de Cuba logo após a Revolução Cubana. O número total de pessoas trabalhando para a DI é de cerca de 15.000.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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Missão

A Diretoria de Inteligência é responsável por toda a coleta de inteligência estrangeira e compreende seis divisões organizadas em duas categorias, que são as Divisões Operacionais e as Divisões de Apoio. Manuel Piñeiro foi o primeiro diretor da DI em 1961, e seu mandato durou até 1964. Outro líder que dirigiu a agência, instalada no bairro de El Vedado em Havana, foi o general de divisão agora aposentado, Jesús Bermúdez Cutiño. Ele foi transferido da chefia da Inteligência do Exército (DIM) para o Ministério do Interior (MININT) após os julgamentos, por corrupção e narcotráfico, do ministro José Abrantes Fernández e do General Arnaldo Ochoa, fuzilado em 1989 com outros três militares. Por 20 anos o seu chefe foi o General de Brigada Eduardo Delgado Rodríguez.

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Técnicas de recrutamento

Novos recrutas fazem pesquisas dentro do ministério, principalmente nos campos de contrainteligência (que tem sua própria academia num curso de cinco anos) e também, sobre estudantes universitários regulares, que são recrutados por volta do segundo ano em seus cursos. Esses alunos estudam principalmente línguas, história, comunicação e sociologia. Uma vez que recebem seus diplomas, passam por vários meses de treinamento oficial de inteligência, e um ano ou mais depois, eles recebem o posto de tenente.

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Relação KGB e StB

A KGB soviética a DI tinham uma relação complexa, marcada por momentos de cooperação extremamente estreita e por períodos de extrema concorrência. A União Soviética viu o novo governo revolucionário de Cuba como um excelente representante em áreas do mundo onde o envolvimento soviético não tinha apoio popular em nível local. Nikolai Leonov, chefe da KGB na Cidade do México, um dos primeiros oficiais soviéticos a reconhecer o potencial de Fidel Castro como revolucionário, instou a administração soviética a fortalecer os laços com o novo líder cubano. Moscou viu Cuba como tendo muito mais apelo com novos movimentos revolucionários, intelectuais ocidentais e membros da Nova Esquerda interpretando o conflito de Cuba contra o imperialismo americano como uma luta de "Davi contra Golias". No entanto, no início da década de 1960, a StB (inteligência da antiga Tchecoslováquia) teve contatos mais intensivos com a nascente DI cubana do que a KGB. Tchecos forneceram aos cubanos relatórios de inteligência, equipamento de espionagem e treinamento. Manuel Piñeiro estava em contato regular com o chefe da StB em Cuba e elogiou a qualidade dos relatórios de inteligência tcheca que eram importantes para a sustentação da revolução cubana em seus primeiros anos. Os cubanos queriam contar com a StB na construção da DI e do Ministério do Interior, no entanto, os soviéticos rapidamente barraram tais iniciativas. A inteligência tcheca colaborou com a DI na ultra secreta Operacción Manuel, que durou de 1962 a 1969, movendo 1179 revolucionários latino-americanos via Praga de volta à América Latina. A inteligência tcheca ajudou a DI a falsificar passaportes dos latino-americanos que treinaram em Cuba para se tornarem guerrilheiros.

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Operações no exterior

Ao longo de seus 40 anos de história, a DI esteve ativamente envolvida na ajuda aos movimentos de esquerda, principalmente na América Latina, África e Oriente Médio. Também houve alegações de que agentes cubanos da DI interrogaram prisioneiros de guerra dos EUA detidos no campo de prisioneiros de guerra de Cu Loc, no Vietnã do Norte.

Chile

Após a eleição de Salvador Allende, em Novembro de 1970, a DI trabalhou junto ao presidente chileno para apoiar a posição cada vez mais precária deste. O chefe local da DI Luis Fernández Oña casou-se com a filha de Allende, Beatriz, que mais tarde cometeu suicídio em Cuba.

Granada

Pouco depois de um golpe popular sem sangue em Granada, liderado por Maurice Bishop, a DI e a KGB enviaram conselheiros à nação insular para ajudar o novo governo. A DI também foi fundamental para persuadir a União Soviética a ajudar Granada, ajuda que o general granadino, Hudson Austin, chamou de essencial para o sucesso do movimento anti-imperialista caribenho. A DI coordenou 780 engenheiros cubanos e agentes de inteligência.

Nicarágua

A partir de 1967, a DI começou a estabelecer laços com várias organizações revolucionárias da Nicarágua. Os soviéticos aborreceram-se com o que viram como Cuba interferindo com a KGB na Nicarágua. Em 1970, a DI conseguiu treinar centenas de líderes guerrilheiros sandinistas e teve grande influência sobre a organização. Em 1969, a DI financiou e organizou uma operação para libertar o líder sandinista preso Carlos Fonseca Amador de sua prisão na Costa Rica. Fonseca foi capturado logo após a fuga da prisão mas, depois que um avião transportando executivos da United Fruit Company foi sequestrado pela FSLN (Frente Sandinista de Libertação Nacional), foi libertado e autorizado a viajar para Cuba.

Porto Rico

A DI procurou ajudar o crescente movimento separatista porto-riquenho. O Dr. Daniel James testemunhou perante um subcomitê do Senado dos EUA que o DGI, trabalhando através de Filiberto Ojeda Ríos, organizou e treinou o FALN (Fuerzas Armadas de Liberación Nacional Puertorriqueña) em 1974. Em Outubro de 1974, Ojeda foi preso e acusado de atos terroristas contra hotéis americanos em Porto Rico. As autoridades encontraram uma quantidade substancial de documentos do governo cubano e códigos secretos em sua posse. Pouco depois de sua libertação sob fiança, ele desapareceu, mas foi responsabilizado pela unificação em 1979 dos cinco principais grupos terroristas de Porto Rico no CRN (Comando Nacional Revolucionário), dirigido por Cuba. De acordo com o ex-investigador-chefe do Senado dos EUA, Alfonso Tarabochia, o DGI começou a dirigir atividades criminosas em Porto Rico e no leste e centro-oeste dos Estados Unidos já em 1974. Em Junho deste ano, o secretário-geral do Partido Socialista Puertorriqueño, Juan Marí Bras, reuniu-se em Havana com Fidel Castro para consolidar a solidariedade partidária.

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Acampamento Matanzas

Camp Matanzas é uma instalação de treinamento, operada pela DI, localizada fora de Havana desde o início de 1962. Recebeu figuras como Carlos, o Chacal.

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Fontes consultadas

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