Diário de S. Paulo
Diário de S. Paulo é um jornal brasileiro publicado na cidade de São Paulo. Até 2001 chamou-se Diário Popular.
Após fundar e trabalhar como diretor e redator do Correio Paulistano por quase vinte anos, Américo de Campos juntou-se a a seus colegas do Correio José Maria Lisboa e Rangel Pestana para fundar A Província de S.Paulo, em 1875. Em 1884, Campos e Lisboa foram demitidos pelo novo sócio da Província João Alberto Salles (1857-1904), após protestarem contra a nova política editorial imposta por Salles, notadamente antilusitana. No fim de 1884, Campos e Lisboa fundaram o Diário Popular, com o apoio financeiro de Antônio Bento, abolicionista e dono do Jornal do Commercio de São Paulo, Hipólito Junior e Aristides Lobo. Seu nome foi inspirado no homônimo português, e seus fundadores preconizaram sua linha editorial no primeiro número: "[…] Não temos programa; nada valem compromissos que podem falhar, e ademais são conhecidas as ideias dos fundadores do Diário Popular e que suas individualidades valem bem um programa. A longa prática dos homens e das coisas nos ensinou a precisa independência e moderação, que será a norma das discussões em que nos empenharmos. Serão atendidas e dadas à publicidade todas as reclamações justas e feita por pessoa competente. Daremos franca inserção a artigos científicos, literários e políticos de reconhecido merecimento. A parte ineditorial será franca a todas as opiniões, exigindo-se, como de costume, responsabilidade do autor e moralidade nos escritos. Não aceitaremos "testas de ferro".
A aquisição por Quércia
O Diário entrou na década de 1980 à venda. Numa primeira tentativa, seus proprietários desistiram do negócio. Em 1987, a situação financeira era crítica. Ao mesmo tempo, o governo do Estado de São Paulo passou a realizar cada vez mais investimentos em publicidade no jornal. Em outubro de 1987, uma reportagem de O Estado de S. Paulo indicou que o Diário recebeu 11,1% dos gastos de publicidade do governo paulista naquele ano, ficando em terceiro lugar, atrás do próprio Estado, com 12,6%, e da Folha de S.Paulo, com 19,1%. Em maio de 1988, Rodrigo Lisboa Soares, bisneto de José Maria Lisboa, o fundador, anunciou a venda do Diário para Ary Carvalho, proprietário do jornal carioca O Dia, por 244 milhões de cruzados. No entanto, nos bastidores, corriam boatos de que o verdadeiro comprador era o governador de São Paulo, Orestes Quércia. Este negou a compra do jornal até deixar a cargo público, em março de 1991, quando anunciou ter adquirido 30% do controle acionário do jornal naquele ano. Na década de 2000, Quércia apresentou nova versão, de que havia adquirido o jornal em 1988, em sociedade com Carvalho. Entre 1995 e 1998, o grupo de Quércia investiu 35 milhões de reais em um novo parque gráfico para o Diário.
Infoglobo e anos finais
Em 2001, foi adquirido pela Infoglobo, empresa das Organizações Globo, proprietária também dos jornais O Globo e Extra. O grupo queria um jornal na região de São Paulo e mudou o título do veículo para Diário de S. Paulo, mesmo nome de jornais lançados, em 1865 e em 1929, este por Assis Chateaubriand e que pertencia aos Diários Associados. A Infoglobo apresentou uma nova linha editorial para o jornal, menos popular e policial. Em 15 de outubro de 2009, o empresário J. Hawilla, proprietário da rede de jornais Bom Dia, da empresa de marketing esportivo Traffic e da TV TEM, adquiriu o jornal, assim como o parque gráfico, localizado em Osasco. Em 2 de setembro de 2013, a Traffic vendeu o controle acionário do jornal para o grupo Cereja Comunicação Digital.
Atual proprietário
Em outubro de 2019, o empresário Kléber Moreira anunciou a compra do título da Editora Cereja (detentora dos direitos) por trinta mil reais, e reativou o periódico, nas versões online e impressa. Apesar do anúncio, as edições foram elaboradas por meio de plágios de matérias de outros veículos. Não existem dados de sua circulação impressa no Instituto Verificador de Comunicação.


