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Deus no islamismo

Na teologia islâmica, Deus é o criador, mantenedor, responsável e juiz onipotente e onisciente do universo. O Islã enfatiza fortemente a conceituação de Deus como estritamente singular (Tawhid), sendo Ele único (Wahid), inerentemente Um (Ahad), misericordioso e onipotente.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 24/08/2026

Pontos-chave

  • Deus é o criador, mantenedor e juiz onipotente e onisciente do universo no Islamismo.
  • A unicidade de Deus (Tawhid) é um pilar central, afirmando que Ele é singular e indivisível.
  • O Alcorão descreve Deus como tendo 'os nomes mais belos', sendo 'Alá' e 'Ar-Rahman' os mais comuns.
  • Deus é onisciente, ciente de tudo que ocorre no universo, incluindo pensamentos e sentimentos.
  • O Islã identifica seu Deus com o Deus de Israel, rejeitando a Trindade e enfatizando a singularidade divina.
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A Unicidade Absoluta de Deus (Tawhid)

Imagem: Wilson Neto · BY-NC · Openverse

A unicidade de Deus, ou Tawhid, é a crença fundamental e a afirmação de que Deus é um e único. O Alcorão assegura a existência de uma verdade única e absoluta que transcende o mundo, um ser indivisível e independente de toda a criação. Textos sagrados como 'Ele é Deus, o Um e Único; Deus, o Eterno, Absoluto; Ele não gerou e nem foi gerado; E não há nenhum como ele' reforçam essa ideia. Deus é autosuficiente e misericordioso, capaz de criar e substituir nações conforme Sua vontade. Embora o Alcorão também apresente uma imagem monista de Deus, descrevendo a realidade como um todo unificado onde Deus é o conceito singular que abrange todas as coisas existentes ('Deus é o Primeiro e o Último, o Externo e o Interno; Deus é o Conhecedor de todas as coisas'), alguns muçulmanos criticam vigorosamente interpretações monistas, pois veem nisso uma ofuscação da distinção entre criador e criatura, incompatível com o monoteísmo islâmico.

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Os Belos Nomes e Atributos de Deus

Imagem: · CC0 · Openverse

O Alcorão se refere aos atributos de Deus como 'os nomes mais belos'. Tradicionalmente, são enumerados até 99, aos quais se adiciona o nome supremo de Deus, 'Alá' (al-ism al-a'zam). A passagem 17:110 do Alcorão afirma: 'Chame-o de Alá (o Deus), ou chame-o de Ar-Rahman (O Gracioso); como quiser que o chame, a ele pertencem os mais belos nomes'. A passagem 59:22-24 também lista mais de doze epítetos divinos. Os nomes mais comuns para Deus no Islã são 'Alá' e 'Ar-Rahman'. A teologia islâmica distingue entre os atributos de Deus e a essência divina. É um princípio fundamental que Deus existe sem um lugar e não possui similaridades com Suas criações. Portanto, Deus não é um corpo e não há nada como Ele, conforme o Alcorão declara: 'Nada é como ele de maneira alguma'. Alá não é limitado a dimensões.

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A Onisciência Divina no Islã

O Alcorão descreve Deus como sendo plenamente consciente de tudo que ocorre no universo, incluindo pensamentos e sentimentos particulares. Ele assegura que ninguém pode esconder nada de Deus. A passagem 'Em qualquer negócio que você esteja, e qualquer trecho que você esteja declamando do Alcorão - e qualquer feito que você esteja realizando -, Nós somos testemunhas disto quando estais profundamente interessado neste lugar. Nem é escondido de seu Senhor o peso de um átomo na terra ou no céu. E nem a menor ou a maior destas coisas deixa de estar relatada em um registro nítido' ilustra a abrangência da onisciência divina, que tudo abarca e registra.

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Deus no Islã: Comparações Teológicas

A teologia islâmica identifica o Deus descrito pelo Alcorão como o mesmo Deus de Israel que estabeleceu a aliança com Abraão. Francis Edwards Peters observa que o Alcorão retrata Alá como mais poderoso e remoto do que o Deus da Bíblia Hebraica. Tanto o Islã quanto o Judaísmo rejeitam a Santíssima Trindade, ensinando que Deus é uma entidade singular e que ninguém mais deve ser adorado ao Seu lado. Contudo, a identificação de Deus tanto no Islã quanto no Cristianismo com o Deus de Abraão resulta em um reconhecimento mútuo limitado entre as religiões abraâmicas.

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