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Acidente vascular cerebral

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) ocorre quando o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro é interrompido, resultando em um déficit neurológico súbito. Existem dois tipos principais: o AVC isquêmico, causado pela obstrução do fluxo sanguíneo, e o AVC hemorrágico, provocado por uma hemorragia. Os sinais e sintomas, que geralmente surgem de imediato, incluem dificuldade de movimento ou sensibilidade em um lado do corpo, problemas na fala ou compreensão, vertigem e perda de visão lateral. Se os sintomas durarem menos de uma ou duas horas, é chamado de Acidente Isquêmico Transitório (AIT) ou mini-derrame. Uma hemorragia subaracnóidea pode causar dor de cabeça intensa. Os sintomas do AVC podem ser permanentes, e as complicações a longo prazo incluem pneumonia aspirativa, incontinência urinária e demência vascular.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 31/07/2026

Pontos-chave

  • O AVC é a interrupção do fluxo sanguíneo cerebral, causando déficit neurológico súbito.
  • Existem dois tipos principais: isquêmico (obstrução) e hemorrágico (sangramento).
  • Sintomas comuns incluem paralisia unilateral, dificuldades de fala e visão, manifestando-se rapidamente.
  • A duração dos sintomas é crucial; episódios curtos são AITs, enquanto sintomas permanentes podem levar a complicações sérias.
  • O diagnóstico precoce e a intervenção rápida são essenciais para minimizar sequelas.
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Classificação e Fisiopatologia do AVC

Os acidentes vasculares cerebrais são classificados conforme sua origem: obstrução de uma artéria (isquemia) ou vazamento de sangue de um vaso sanguíneo (hemorragia).

AVC Isquêmico: O Tipo Mais Comum

Responsável por cerca de 80% dos casos, o AVC isquêmico resulta da falta de fluxo sanguíneo cerebral, que leva ao sofrimento e infarto do tecido nervoso. A interrupção do suprimento de oxigênio e glicose causa rápida degeneração do tecido cerebral, que é metabolicamente muito ativo. A área central afetada morre rapidamente, mas existe uma região ao redor, chamada penumbra, que recebe um fluxo sanguíneo reduzido e se mantém viável por mais tempo. Os esforços terapêuticos devem se concentrar na penumbra para salvar o tecido cerebral, o que ressalta a importância do tempo entre o início do AVC e a reversão da obstrução.

AVC Hemorrágico: Menos Comum, Mas Grave

Representa aproximadamente 20% dos casos de AVC e ocorre pela ruptura de um vaso sanguíneo dentro do crânio. O sangue extravasado irrita o tecido nervoso, causando inflamação e exercendo pressão (efeito de massa) sobre o cérebro, o que prejudica e degenera suas funções. Pode ser dividido em sangramento intraparenquimatoso (dentro do tecido cerebral) ou hemorragia subaracnóidea (no espaço entre as membranas que revestem o cérebro).

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Diagnóstico do AVC: Sinais e Exames

O diagnóstico do AVC é feito clinicamente, com base na história e exame físico do paciente, e confirmado por exames de imagem para identificar a área e o tipo de AVC.

Sinais e Sintomas Chave do AVC

O diagnóstico do AVC é essencialmente clínico, baseado na avaliação da história e exame físico do paciente. Os principais sintomas incluem fraqueza ou dormência em um lado do corpo, dificuldade para falar ou compreender, e problemas de visão. Durante o exame, o médico pode pedir ao paciente para sorrir, levantar os dois braços e repetir uma frase, como parte da Escala de Cincinnati, que ajuda a identificar rapidamente o AVC. Quanto mais rápido o socorro, menor a probabilidade de sequelas. Sintomas menos específicos, como queda do estado geral e coma, também podem indicar risco de AVC.

Exames Diagnósticos por Imagem

Para confirmar a suspeita de AVC e determinar seu tipo, exames de imagem como a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) são recomendados. A TC é frequentemente a escolha inicial devido à sua disponibilidade e rapidez, sendo crucial para diferenciar entre AVC isquêmico e hemorrágico, o que altera radicalmente a conduta médica. Uma TC normal nas primeiras 24 horas de um AVC isquêmico é esperada, pois a maioria das lesões isquêmicas não é visível tão precocemente. Já o AVC hemorrágico geralmente mostra o vazamento de sangue na TC. Em casos menos comuns, a punção lombar para análise do líquor pode ser usada para diagnosticar AVC hemorrágico com TC normal.

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Tratamento do AVC Isquêmico com Trombolítico

Em casos de AVC isquêmico, se o paciente for atendido em até 4 horas e 30 minutos e não apresentar contraindicações, um medicamento trombolítico pode ser usado para dissolver o coágulo, com alta taxa de sucesso na redução ou eliminação de sequelas.

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Reabilitação e Evolução Pós-AVC

Imagem: jeso.carneiro · BY-NC · Openverse

O processo de reabilitação pós-AVC é frequentemente longo e depende de fatores como a extensão da lesão, a rapidez do tratamento e o suporte recebido. O AVC pode afetar diversas partes do sistema nervoso central, incluindo cérebro, tronco encefálico, cerebelo e medula espinhal, com implicações variadas para funções como movimento, fala, sensibilidade, equilíbrio e visão. Uma equipe multidisciplinar é essencial para o diagnóstico e tratamento das sequelas.

A Importância do Tratamento Psicológico

O AVC causa um impacto significativo nas esferas funcional, cognitiva e social do paciente, tornando comum o desenvolvimento de transtornos psicológicos, como a depressão maior, que afeta entre 10% e 34% dos pacientes. A depressão agrava ainda mais os prejuízos funcionais, cognitivos e sociais. O acompanhamento psicológico e psiquiátrico é fundamental para a reabilitação, especialmente quando há grande comprometimento da qualidade de vida e dificuldade de adesão ao tratamento.

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Fatores de Risco para o AVC

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

Diversos fatores aumentam o risco de AVC, sendo a hipertensão arterial sistêmica não controlada o principal. Outros fatores incluem diabetes mellitus, doenças reumatológicas, trombose, fibrilação atrial e estenose da válvula mitral.

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Prevenção do AVC em Três Níveis

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

A prevenção do AVC é dividida em primária (controle de fatores de risco), secundária (atendimento médico rápido para minimizar danos) e terciária (reabilitação para pacientes com sequelas).

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Manejo da Pressão Arterial no AVC Isquêmico

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

O controle da pressão arterial (PA) no AVC isquêmico é um tema controverso, pois tanto pressões muito altas quanto muito baixas podem ser prejudiciais. A hipertensão pode levar à transformação hemorrágica e recorrência do AVC, enquanto a hipotensão pode causar baixa perfusão e lesões definitivas na penumbra. Estudos mostram resultados conflitantes sobre a redução da PA, sugerindo que o papel da pressão arterial no prognóstico pode variar conforme as modalidades e circunstâncias do AVC.

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Nomenclatura: AVC e Derrame

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

Desde 1996, a Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares (SBDCV) recomenda o uso dos termos 'Acidente Vascular Cerebral' (AVC) para o público médico e especializado, e 'derrame' para o público leigo, visando unificar a terminologia no Brasil.

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