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Deriva continental

A teoria da deriva continental, apresentada pelo geólogo e meteorologista alemão Alfred Wegener em 1913 em sua obra "A Origem dos Continentes e Oceanos", postula que os continentes, hoje separados por oceanos, já estiveram unidos em uma única massa de terra. Wegener denominou essa massa de Pangeia. Essa união teria ocorrido do Carbonífero superior (há cerca de 335 milhões de anos) até o Jurássico superior (aproximadamente 190 milhões de anos), quando a Laurásia se separou do Gondwana. Posteriormente, o Gondwana também se fragmentou no Cretáceo inferior.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 29/07/2026

Pontos-chave

  • A teoria da deriva continental foi proposta por Alfred Wegener em 1913.
  • Wegener defendia que os continentes formaram um supercontinente, a Pangeia.
  • A Pangeia existiu do Carbonífero superior ao Jurássico superior, antes de se fragmentar.
  • A separação da Laurásia e do Gondwana marcou o início da fragmentação da Pangeia.
  • A teoria de Wegener foi o precursor da Teoria da Tectônica de Placas.
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Entendendo a Deriva dos Continentes

A crosta terrestre é composta por placas tectônicas que flutuam sobre o manto, uma camada de rocha fundida. Existem sete placas principais e várias menores. O movimento do magma no Manto Superior impulsiona o deslocamento lento dessas placas, resultando em convergência de um lado e divergência do lado oposto. Geólogos acreditam que, há cerca de 325 milhões de anos, toda a terra estava unida no supercontinente Pangeia. O movimento das placas causou a lenta separação da Pangeia, processo conhecido como deriva dos continentes. Mapas geológicos ilustram como os continentes se moveram até suas posições atuais. No hemisfério sul, há cerca de 250 milhões de anos, no período Jurássico, correntes de convecção fragmentaram o megacontinente Gondwana, separando a América do Sul, África, Austrália, Antártica e Índia. Nas regiões que hoje correspondem ao Brasil e à África, essas correntes geraram fissuras e fraturas na crosta terrestre, com derramamento de lava. A ação contínua dessas forças rompeu a crosta e formou o Oceano Atlântico, que inicialmente era pequeno e só cresceu gradualmente à medida que Brasil e África se afastaram, há aproximadamente 135 milhões de anos. Essa ideia central foi apresentada por Alfred Lothar Wegener em 1912, e sua teoria só foi comprovada 10 anos após sua morte, em 1940.

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Da Deriva Continental à Tectônica de Placas

A Teoria da Deriva Continental, proposta por Alfred Wegener em 1912, foi o primeiro modelo coerente para explicar o movimento dos continentes. Contudo, foi inicialmente rejeitada pela comunidade científica devido à falta de um mecanismo físico satisfatório para explicar esse movimento. A partir da década de 1940, avanços significativos na geofísica, geologia marinha e paleomagnetismo trouxeram evidências cruciais, como a expansão dos fundos oceânicos e a distribuição global de terremotos. Essas descobertas permitiram integrar o conceito de mobilismo continental em um modelo mais abrangente. Esse conjunto de revelações culminou, na década de 1960, na formulação da Teoria da Tectônica de Placas, que finalmente forneceu o mecanismo dinâmico que faltava e consolidou a ideia do movimento contínuo da litosfera terrestre.

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Fontes consultadas

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