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Demografia do Irão

A população do Irã cresceu exponencialmente na segunda metade do século XX, superando os 80 milhões de habitantes em 2016. Em 2022, sua população chegou a 86,5 milhões de pessoas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Línguas e grupos étnicos

A maioria da população do Irã fala uma das línguas iranianas, embora o pársi (persa moderno) seja o idioma oficial. O contingente populacional, a participação percentual e até mesmo a definição de cada um dos povos iranianos são controversos. Usualmente, incluem-se, entre os principais grupos étnicos e minorias do Irã, os persas (51%), os azeris (ou azerbaijanos) (23%), os gilakis e mazandaranis (7,5%), os curdos (7%), os árabes (3%), os baluchis (2%), os lurs (ou lures) (2%), os turcomenos (2%), mas também os armênios, georgianos, turcos, pastós, bakhtiaris, assírios, circassianos, talixes, judeus, ciganos (ali chamados de coelis) e outros. Mas os percentuais de participação das etnias na população total são estimados, pois não há estatísticas oficiais a este respeito no país. A língua falada pelas pessoas quase sempre é o persa; não importando o idioma que se fale em casa, mais de 90% dos iranianos sabem falar persa. Assim, por exemplo, se um iraniano é da província de Mazandaran, ao norte da capital, provavelmente será desta etnia, mas caso escreva um livro ou apareça num programa de televisão, certamente que seu meio de comunicação será a língua persa, o farsi. Países vizinhos ao Irão (como Azerbaijão, Afeganistão, Tadjiquistão etc) são irmanados na mesma história e civilização. Ademais, embora os iranianos de etnia persa convivam com inúmeras minorias, pode-se dizer que azerbaijanos, gilakis e mazandaranis constituem um único grupo, dadas suas características culturais serem muito semelhantes. Assim, embora quase a metade da população não seja persa no sentido próprio da palavra, pode-se considerar que o Irão não é tão heterogéneo quanto pode parecer à primeira vista, pois os persas (a incluir azeris, gilakis e mazandaranis) constituem mais de quatro quintos do total de iranianos. Googoosh, a grande diva da música persa, é um caso emblemático: nascida em 1950, na capital, ficou famosa como cantora e atriz nos anos anteriores à Revolução Islâmica, tendo nascido de uma família azeri, o que nunca a impediu de ser considerada uma genuína persa.

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Movimentos populacionais: refugiados e migrantes

O Irão abriga mais de dois milhões de refugiados estrangeiros, quase sempre do Afeganistão e do Iraque. São pessoas que por motivos políticos (guerra ou perseguição) abandonaram esses países, mas começou também a haver iraquianos e afegãos que procuram as metrópoles iranianas devido a razões económicas, e são muitos os imigrantes, principalmente em Teerão, mas não apenas lá. Nos últimos anos, tem sido difícil atravessar as fronteiras do Iraque em direcção ao Irão, pois as autoridades dificultam ao máximo a entrada de refugiados vindos daquela nação (o mesmo faz a Turquia, a Arábia Saudita e o Kuwait; apenas a Síria e a Jordânia continuam a receber um grande êxodo iraquiano). Por outro lado, o Irão é igualmente um país exportador de mão de obra. Cerca de meio milhão de iranianos foram para a América do Norte, a Europa e a América do Sul, e países vizinhos, em especial após a Revolução Iraniana. Há iranianos em Bagdá, Baçorá, Dubai, Cidade do Kuwait, e outros locais do Oriente Médio. Também Londres, Paris, Istambul, Ancara, Berlim, Hamburgo, Viena, Amesterdão, Copenhaga, Estocolmo, Moscovo, Buenos Aires, Tel Aviv (no caso dos judeus), Tóquio, Sydney e outras cidades ao redor do mundo contam com muita gente vinda do Irão, mas as maiores concentrações estão mesmo em Toronto (Canadá) e especialmente na Califórnia (uma das alcunhas de Los Angeles é Teerangeles, por causa da grande concentração de iranianos e seus descendentes ali, pessoas de todas as religiões e etnias do Irão, que têm um grande peso demográfico e económico na cidade, ao lado de outras comunidades, como os hispânicos e os coreanos).

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Religião

A maioria dos iranianos é muçulmana, dos quais 90% pertencem ao ramo xiita do Islamismo, que é a religião oficial. Os demais pertencem ao ramo sunita (muitos deles, curdos). Mais da metade dos curdos do Irão são sunitas, assim como alguns árabes e alguns azeris, e a quase totalidade das populações baluchis, turcomenas e pashtuns. Em geral, um sunita iraniano é pertencente a uma etnia não-persa e vive longe das regiões centrais do país, que são mais populosas e ricas. No sudeste do Irão, há grupos ilegais de sunitas que estão em conflito com o governo central de Teerão, não por reivindicações independentistas, e sim por maior autonomia religiosa. Já ouve confrontos entre o regime dos mulás e esses rebeldes, a maioria na província de Sistão, próxima ao Paquistão. O restante dos iranianos inclui minorias religiosas não-muçulmanas, como os bahais, os zoroastrianos, os judeus e os cristãos. As três últimas religiões são oficialmente protegidas e reconhecidas e seus representantes têm assentos reservados no Parlamento. Tem também um certo contingente de imigrantes indianos, a praticar o hinduísmo (ou o siquismo), porém sua presença é muito fraca para ser considerada. Os bahais, por outro lado, não são reconhecidos de modo oficial, e há relatos até mesmo de prisão e tortura de bahais, já que no país, além de sua situação de ilegalidade, eles são vistos como uma heresia pelos muçulmanos. Nunca foram reconhecidos, nem antes da Revolução Islâmica o foram (entre 1850 e 1863, governo e sociedade civil orquestraram um genocídio de duas dezenas de milhares de bahais no Irão, e nas duas primeiras décadas após a volta de Khomeini, cerca de 200 bahais foram executados, suas casas até hoje são invadidas, e seus jovens não podem frequentar a universidade nem trabalhar em empregos públicos). No Irão, há religião oficial, que é o Islão. Outros grupos podem ser tolerados, mas mesmo assim há a imposição de certas práticas islâmicas à toda a sociedade (como o uso de véu, que as mulheres devem usar, mesmo sendo cristãs, judias, zoroastrianas etc, e o que um muçulmano não pode fazer, não-muçulmanos tampouco: bebidas alcoólicas são banidas do país, mesmo que o consumidor não seja islamita).

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