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Mahmoud Ahmadinejad

Mahmoud Ahmadinejad, em persa: محمود احمدی‌نژاد é um político iraniano que serviu como o sexto presidente de seu país de 2005 até 2013.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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Biografia

Mahmoud Ahmadinejad nasceu na aldeia de Aradan, perto da cidade de Garmsar, na província de Semnan no centro-norte do país. Foi o quarto dos sete filhos de um ferreiro chamado Ahmad Sabourjian. A família mudou-se para Teerã quando ele tinha um ano de idade, poucos anos depois trocando o sobrenome original para Ahmadinejad para evitar discriminação contra famílias rurais. Em 1975, foi o 130° colocado nos exames nacionais para entrada na universidade. Foi aceito na Universidade de Ciência e Tecnologia do Irã (علم و صنعت ایران) no campo de Engenharia Civil. Na mesma universidade, obteve seu doutorado em 1987 no campo da Engenharia de Transportes. No período que antecedeu a Revolução Iraniana, era um dos jovens militantes da oposição ao xá, partidários do aitolá Khomeini. Durante a Guerra Irã-Iraque (1980–1988), serviu no corpo de engenharia militar. Participou também dos serviços de espionagem e atuou como instrutor dos Basij.

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Reeleição

Imagem: AZRainman · BY · Openverse

Mahmoud Ahmadinejad disputou as eleições presidenciais iranianas de 2009, apesar das centenas de denúncias de fraude eleitoral, pouca coisa foi apurada, dando assim a vitória para ele no primeiro turno, com 62,63% dos votos. A oposição denunciou as fraudes, mas o governo sufocou os protestos com prisões e mortes, sobretudo em Teerã e em outras grandes cidades, onde grande parte da população manifestou seu apoio à oposição, sendo que muitas das manifestações terminaram em confrontos diretos com a polícia e com as milícias islâmicas Basij. O segundo colocado na eleição, o reformista Mir Hossein Mousavi pediu formalmente a anulação do pleito.

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Direitos Humanos

Imagem: Agencia Brasil · BY · Openverse

Segundo a Human Rights Watch, "desde que o presidente Ahmadinejad chegou ao poder, o tratamento dos detidos piorou na prisão de Evin assim como em centros de detenção operados clandestinamente pelo Poder Judiciário, pelo Ministério da Informação e pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica". A Human Rights Watch também declarou: "O respeito pelos direitos humanos básicos no Irã, especialmente a liberdade de expressão e reunião, deteriorou-se em 2006. O governo tortura e maltrata rotineiramente os dissidentes detidos, inclusive por prolongado confinamento solitário." Em Abril de 2007, a polícia de Teerão (que está sob a supervisão do Líder Supremo Ali Khamenei) iniciou uma repressão mais feroz do que é conhecido como o “mau hijab” , isto é, mostrar mais partes do corpo feminino do que o rosto e as mãos. Em 2012, Ahmadinejad afirmou que a síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA) foi criada pelo Ocidente para enfraquecer os países mais pobres, e criar um mercado para as firmas farmacêuticas ocidentais. Afirmou que no Irão não existem homossexuais. Ele também descreveu a homossexualidade como "feia [...] os homossexuais são como ladrões".

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Reunião com judeus ultra-ortodoxos de Nova York

Imagem: Daniella Zalcman from New York City, USA. Website http://dan.iella.net/.Cropped by en:User:Moshino31. · BY · Openverse

Em 24 de setembro de 2007, quando se encontrava em Nova York para participar da Assembleia Geral das Nações Unidas, Mahmoud Ahmadinejad foi homenageado pelos líderes do Neturei Karta International, um pequeno grupo de judeus ultra-ortodoxos antissionistas. Na ocasião, os rabinos enfatizaram a paz e a amizade seculares entre judeus e muçulmanos, reafirmando seu desejo de paz entre os dois povos, e sua rejeição ao sionismo, que consideram contra os princípios da Torá.

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Frase polêmica

Imagem: Presidential Press and Information Office · BY · Openverse

Em 26 de outubro de 2005, a IRIB News, uma agência de notícias estatal do governo iraniano que transmite em inglês, controlada pela Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB), arquivou uma discurso de Ahmadinejad para a conferência "World Without Zionism" na Ásia, intitulado: Ahmadinejad: Israel must be wiped off the map. A história foi divulgada pelos meio ocidentais e rapidamente se tornou um assunto muito comentando em todo mundo. Muitos meios de comunicação repetiram a afirmação da IRIB de Ahmadinejad como "Israel deve ser varrida do mapa", em português isso significa "causar o fim de um lugar", ou "apagar completamente", ou ainda, "destruir completamente". A frase de Ahmadinejad foi "بايد از صفحه روزگار محو شود" de acordo com o texto publicado na página do escritório presidencial. A tradução apresentada como oficial pela IRNA foi contestada por Arash Norouzi, o qual disse que a afirmação "varrida do mapa" nunca foi feita e que Ahmadinejad não se referiu a nenhuma nação ou região de Israel, mas ao "regime ocupando Jerusalém". Norouzi traduziu o original persa para inglês, com o resultado, "o Imam disse que o regime que ocupa Jerusalém deve ser desaparecer (ou dissipar-se) da página do tempo." Juan Cole, um professor de história do Oriente Médio moderno e sul da Ásia da Universidade de Michigan, concordou com a tradução para a frase como, "o Imam disse que o regime ocupando Jerusalém (een rezhim-e eshghalgar-e qods) deve [desaparecer da] página do tempo (bayad az safheh-ye ruzgar mahv shavad). De acordo com Cole, "Ahmadinejad não disse que ele iria 'varrer Israel do mapa' porque não existe esse tipo de expresão em persa." Alternativamente, "ele disse que esperava que seu regime, i.e., um estado judeu-sionista ocupando Jerusalém, poderia entrar em colapso." O Middle East Media Research Institute (MEMRI) traduziu a frase similarmente, como "esse regime" deve ser "eliminado das páginas da história."

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Discurso na Organização das Nações Unidas

Imagem: kamshots · BY · Openverse

Em seu discurso, durante a 65ª Assembleia Geral das Nações Unidas, a 22 de setembro de 2011, Ahmadinejad denunciou os Estados Unidos e as outras potências ocidentais por vários crimes contra a humanidade. O líder iraniano é de opinião que os "misteriosos" ataques do 11 de setembro foram um trabalho interno dos Estados Unidos ("inside job") e se tornaram pretexto para que os norte-americanos iniciassem guerras no Afeganistão e no Iraque. Além disso, mais uma vez, abordou o Holocausto:.mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}

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Suposta morte em 2026

Imagem: Majid Haghdoust · BY · Openverse

Em 28 de fevereiro de 2026, foi avançado que a casa de Mahmoud Ahmadinejad em Teerã terá sido atingida e destruída por mísseis em uma operação militar conjunta Estados Unidos-Israel durante os ataques israelenses-americanos de 2026 ao Irã, levando à sua morte, segundo informação dada pela mídia estatal iraniana. Dias depois, surge a informação de que teria sobrevivido e que se encontrava em local seguro.

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