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Demétrio de Faleros

Demétrio de Faleros ou Faleron foi um orador da Grécia Antiga, discípulo de Teofrasto e um dos primeiros peripatéticos, responsável por organizar a primeira coleção de fábulas mencionada pelos antigos, chamada de "Coletânea de Discursos Esópicos". Escreveu ainda extensivamente sobre temas de história, retórica e crítica literária.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/10/2026
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Vida

Segundo Diógenes Laércio e Cláudio Eliano, Demétrio era filho de Fanóstrato, um homem sem posição ou propriedade, e irmão do orador anti-macedônio Himereu. Demétrio não era nobre de nascimento e foi um dos serviçais da casa de Cônon, todavia conviveu com uma cidadã de família nobre chamada Lamia. Ele foi educado, junto com o poeta Menandro, na escola de Teofrasto. Iniciou sua carreira pública por volta de 325 a.C., na época das disputas a respeito de Hárpalo, e logo adquiriu grande reputação pelo talento que exibia em falar em público. Ele pertencia ao partido pró-oligárquico de Focião; e agiu com o espírito desse estadista. Quando Xenócrates não conseguiu pagar o novo imposto sobre metecos (residentes estrangeiros) c. 322 a.C., e os atenienses o ameaçaram com a escravidão, ele só foi salvo (de acordo com uma história) quando Demétrio comprou sua dívida e pagou seu imposto. Após a morte de Focião em 317 a.C., Cassandro colocou Demétrio à frente da administração de Atenas. Ele ocupou esse cargo por dez anos, instituindo extensas reformas legais. Os atenienses conferiram-lhe as mais extraordinárias distinções (quase todas revogadas após sua posterior expulsão de Atenas), e relatos apontam que ele erigiu de 300 a 1500 estátuas a si mesmo. No entanto, Demétrio era impopular com as classes mais baixas de atenienses e com facções políticas pró-democráticas, que se ressentiam das limitações que ele colocava na franquia democrática e o viam como pouco mais do que um governante fantoche pró-macedônio.

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Legado

Obras literárias

Demétrio foi o último entre os oradores áticos dignos do nome, após o que a atividade entrou em declínio. Suas orações foram caracterizadas como suaves, graciosas e elegantes, ao invés de sublimes como as de Demóstenes. Seus numerosos escritos, a maior parte dos quais ele provavelmente compôs durante sua residência no Egito, abrangeram uma ampla gama de assuntos, e a lista deles fornecida por Diógenes Laércio mostra que ele foi um indivíduo das mais extensos aquisições. Essas obras, que eram em parte históricas, em parte políticas, em parte filosóficas (por exemplo, Aisopeia, uma coleção de Fábulas Esópicas), e em parte poética, todos pereceram. O trabalho Sobre o Estilo (Περὶ ἑρμηνείας), que chegou sob seu nome, é a obra de um escritor posterior, c. século II d.C.

Educação e artes

A performance da tragédia caíra em desuso em Atenas, devido ao grande custo envolvido, tal como visto no dever cívico da liturgia. A fim de proporcionar às pessoas diversão menos dispendiosa e, ao mesmo tempo, intelectual, ele fez com que os poemas homéricos e outros fossem recitados no palco por rapsodistas. De acordo com Estrabão, Demétrio inspirou a criação do Museu (Mouseion), a localização da Biblioteca de Alexandria, que foi modelado segundo o arranjo da escola de Aristóteles. O Museu continha um peripatos (passagem coberta), uma syssition (sala para refeições comunitárias) e uma organização categorizada de pergaminhos. A fonte de informação mais antiga é um documento judaico chamado "carta de Arísteas" (passagem nr. 9), escrito entre 180 e 145 a.C., que atribui a Demétrio a fundação da Biblioteca de Alexandria sob Ptolomeu I Sóter. Outras fontes afirmam que foi criada sob o reinado de seu filho Ptolomeu II (283–246 aC). Na corte de Ptolomeu I Sóter permaneceu durante um longo período, e entre outras coisas aconselhou Ptolomeu a conferir o poder real aos filhos tidos de Euridice. Todavia, Ptolomeu não aceitou a sugestão e transmitiu o diadema ao filho tido de Berenice, que, após a morte de Ptolomeu, achou conveniente reter Demétrio como prisioneiro. Lá permaneceu Demétrio e, segundo nos informa Diógenes Laércio, viveu dominado por um profundo desalento e não se sabe como recebeu a picada de uma serpente na mão enquanto dormia e perdeu a vida.

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Obras

Segundo Diógenes Laércio algumas de suas obras foram:

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Fontes consultadas

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