De Telegraaf
De Telegraaf é o maior jornal de circulação diária (matinal) dos Países Baixos, com uma média de aproximadamente 800.000 exemplares por dia. A sede do jornal localiza-se na capital do país, Amsterdã.
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Este jornal de circulação nacional contém diversos artigos que podem ser considerados "sensacionalistas", além de notícias relacionadas a esportes, além de uma ou mais páginas que são fornecidas pela revista de fofocas Privé. A cobertura econômica, no entanto, tende a ter um tom mais sério. Politicamente o jornal é conservador, e diversos editoriais apoiaram as opiniões do falecido Pim Fortuyn, assassinado por suas posições políticas.
De Telegraaf foi fundado pelo jonkheer Henry Tindal, que também lançou simultaneamente outro jornal, De Courant ("A Gazeta"). O primeiro número foi impresso a 1 de janeiro de 1893. O primeiro redator-chefe foi A. L. H. Obreen, que abandonou o cargo em 1899, alegando que muito dinheiro teria sido desviado do jornal para as aventuras improváveis de Tindal no mundo dos negócios (em especial com a purificação da água pelo ozônio, pelo qual ele recebeu crédito após a morte). O sucesso de Obreen foi W. F. Andriessen, clérigo menonita que, juntamente com a diretora Amy Groth-Twiss (co-financeira do jornal e confidente de Tindal), foi responsável por montar uma campanha na imprensa a favor de Paul Kruger e de sua Guerra dos Bôeres, na África do Sul, contra os ingleses. Com a morte de Tindal, em 1902, e a partida de Andriessen e Groth-Twiss, o impressor Hak Holdert, com o apoio financeiro de diversos investidores, assumiu o controle dos dois jornais. Sobretudo para o Courant a mudança administrativa foi positiva; a tal ponto que em 1923 o próprio Holdert pôde comprar as duas publicações. As mudanças no jornal ilustraram as mudanças ocorridas no espírito da época; Tindal, Andriessen e Groth-Twiss eram representantes de um espírito criativo e otimista, numa era de visionários, do surgimento de movimentos como o feminismo e a descoberta de culturas e religiões não-ocidentais. Com o início do século XX este otimismo foi sufocado e esmagado pelos horrores das guerras mundiais e dos sistemas totalitários do fascismo e do comunismo. Holdert foi representante deste novo espírito, ao associar seus interesses financeiros ao populismo e ao oportunismo político. Em 1914, pouco antes da Primeira Guerra Mundial, por exemplo, o jornal, que sempre havia sido pró-alemão, passou a ser praticamente um porta-voz para os franceses e a Entente ao descobrir que os Países Baixos não poderiam permanecer neutros no conflito. Holdert adicionou a frase Amsterdamsche Courant ("correio amsterdamês") como subtítulo do Telegraaf, e Het Nieuws van den Dag ("As notícias do dia") do Courant. J. C. Schroeder era o editor, porém na prática o novo diretor trabalhava como editor-chefe e tinha em suas mãos todas as rédeas. Já antes da Primeira Guerra o grupo de Holdert era maior companhia do país em circulação de exemplares; antes da Segunda Guerra Mundial possuía mais de 20% do mercado neerlandês.
Primeira Guerra Mundial
Durante a Primeira Guerra Mundial, quando os Países Baixos ainda mantinham uma posição neutra no conflito, o De Telegraaf escolheu, de maneira veemente, o lado da Inglaterra, da França e da Rússia, contra a Áustria e a Alemanha. O governo neerlandês tentou silenciar o jornal através de diversos processos criminais, nos quais eventualmente foi absolvido. O editor do jornal, por exemplo, foi preso em 4 de dezembro de 1915, após ter feito comentários sobre o comércio de contrabando na fronteira com a Alemanha, sendo inocentado e solto em 21 de dezembro do mesmo ano.
Segunda Guerra Mundial
Em junho de 1940 Holdert, através de seu filho, Hakkie Holder Jr., entrou em contacto com o ativista político nacional-socialista neerlandês Carolus Huygen, que foi designado em setembro do mesmo ano secretário-geral do partido nacional-socialista neerlandês por Anton Mussert (líder do partido, o Movimento Nacional Socialista nos Países Baixos, o NSB). Através de Huygen, Holdert conseguiu o apoio de Mussert aos seus esforços de não cair nas mãos dos alemães; para isto, foi obrigado a pagar 25.000 florins (quantia que, convertida para os valores de 2005, equivaleria a 170.000 euros), para a fabricação de uniformes da NSB, além de uma "mesada" para Huygen de 1.000 florins (2005: € 6,900), que posteriormente passou para f 1,500 (2005: € 9,000). Isto garantiu a Holdert o apoio da NBS.


