David Bowie
David Bowie, nome artístico de David Robert Jones, foi um cantor, compositor, ator e produtor musical britânico. Por vezes referido como "camaleão do Rock" pela capacidade de sempre renovar sua imagem, tem sido uma importante figura na música popular há cinco décadas e é considerado um dos músicos populares mais inovadores e ainda influentes de todos os tempos, sobretudo por seu trabalho nas décadas de 1970 e 1980, além de ser distinguido por um vocal característico e pela profundidade intelectual de sua obra.
David Bowie esqueceu-se de sua carreira solo em 1989, recuando pela primeira vez ao relativo anonimato de membros de banda desde o início dos anos 70. Tin Machine especializou-se como quarteto de hard rock e surgiu depois de Bowie trabalhar experimentalmente com o guitarrista Reeves Gabrels. Completavam a formação Tony Sales e Hunt Sales, irmãos que Bowie conhecia desde a década de 70 por trabalharem na bateria e no baixo, respectivamente, em Lust for Life (1977) de Iggy Pop, disco produzido por Bowie. Embora pretendesse que o Tin Machine funcionasse democraticamente, Bowie dominou a banda, tanto nas composições como na tomada de decisões importantes. O disco de estreia, Tin Machine (1989), teve inicial popularidade, apesar de suas letras politizadas não terem logrado aprovação universal: Bowie descreveu uma de suas canções como "simplista, ingênua e radical, desistindo de falar sobre o aparecimento de neonazistas"; na visão do biógrafo Christopher Sandford, o disco "teve coragem de denunciar drogas, fascismo e televisão [...] em termos de ter atingido o nível literário de uma história em quadrinhos". A EMI reclamou das "letras pregativas", da falta de produção e da abundância de minimalidade. De qualquer forma, o disco alcançou a terceira posição no Reino Unido. A primeira turnê mundial do Tin Machine foi um sucesso comercial, embora fãs e críticos relutassem bastante em aceitar as apresentações de Bowie como mero membro da banda. Uma série de canções e singles fracassaram e, após um desentendimento com a EMI, Bowie decidiu finalmente largar a gravadora. Assim como o público e a imprensa, cada vez mais ele tornou-se descontente com seu papel de simples membro de uma banda. O Tin Machine começou a trabalhar num segundo álbum, porém concordaram em esperar mais um tempo e, nessa espera, Bowie deu um rápido retorno à carreira solo. Na Sound+Vision Tour, tocando seus primeiros e maiores sucessos, anteriores ao disco Tonight, durante sete meses, logrou novo sucesso comercial e novamente a aclamação crítica. Essa turnê contou com suas primeiras apresentações na América do Sul — Rio de Janeiro (Sambódromo), São Paulo (Estádio Palestra Itália, Teatro Olympia), Santiago (Estádio Nacional de Chile) e Buenos Aires (Estádio Monumental de Núñez) — de 20 a 29 de setembro, com milhões de audiências e transmissões da Rede Globo.
1947–1962: Primeiros anos
David Bowie nasceu como David Robert Jones em Brixton, Londres, em 8 de janeiro de 1947. Sua mãe, Margaret Mary "Peggy", era descendente de irlandeses e trabalhava como arrumadeira de cinema, enquanto seu pai, Haywood Stenton "John" Jones, era oficial de promoções da Barnardo's. A família vivia no número 40 da Stansfield Road, próximo da fronteira das zonas londrinas do sul de Brixton e Stockwell. Um vizinho lembrou que "Londres na década de quarenta era o pior lugar possível, e o pior lugar possível para uma criança nascer". Bowie freqüentou a Stockwell Infants School até seus seis anos de idade, adquirindo reputação de garoto com talento para cantar e, principalmente, gritar.
1962–1968: Os Kon-rads e os Riot Squad
De seu saxofone de plástico a um instrumento real em 1962, Bowie formou sua primeira banda aos 15 anos de idade. Os Kon-rads tocavam guitarra baseada no rock and roll em reuniões de jovens e em casamentos, e tinham uma formação que variava entre quatro e oito membros, entre eles Underwood. Ao deixar a escola técnica no ano seguinte, Bowie informou a seus pais o seu sonho de tornar-se uma estrela do rock. Não demorou, então, para sua mãe o arranjar um emprego como companheiro de eletricista. Frustrado pelas limitadas aspirações que seus colegas de banda tinham, Bowie deixou a Kon-rads e formou outra banda, os King Bees. Escreveu uma carta a um empresário inglês bem-sucedido, chamado John Bloom, que trabalhava com máquinas de lavar, convidando-o a "fazer por nós o que Brian Epstein fez pelos Beatles — e fazer mais um milhão". Bloom não respondeu à oferta, mas encaminhou o convite à Leslie Conn, parceiro de Dick James, que contratou Bowie, fazendo dessa a primeira gestão pessoal do artista.
1969–1973: Do folk psicodélico ao glam rock
Por conta da falta de sucesso comercial, Bowie se viu obrigado a tentar a ganhar a vida de formas diferentes. Uma dessas foi gravar um comercial para a empresa de sorvetes Lyons Maid, que, no entanto, foi rejeitado por outro do Kit Kat. Em 1969, foi realizado o filme de 30 minutos Love You till Tuesday, concebido como veículo para promover o cantor com apresentações de seu repertório. Apesar de não ter sido lançado até 1984, as sessões de filmagem em janeiro daquele ano levaram a um sucesso inesperado quando Bowie disse aos produtores: "Esse filme de vocês — Eu tenho uma nova canção para ele". Bowie gravou um demo da canção que daria o seu avanço comercial. "Space Oddity" foi lançada meses depois para coincidir com o primeiro pouso na lua. Rompendo seu namoro com Farthingale logo após o término do filme, Bowie mudou-se com Mary Finnigan como seu inquilino. Nesta época continuava sua divergência do rock and roll e do blues iniciada por seu trabalho com Farthingale e, por isso, juntou forças com ela, com Christina Ostrom e Barrie Jackson para conduzir um clube de folk nas noites de domingo no pub Three Tuns na High Street, em Beckenham. Este logo transformou-se em Beckenham Arts Lab, e ficou extremamente popular. O Beckenham Arts Lab organizou um festival livre num parque local, mais tarde imortalizado por Bowie na canção "Memory of a Free Festival". Realizado em 11 de julho, cinco dias antes do lançamento da Apollo 11, "Space Oddity" ficou em 5º lugar no top do Reino Unido. Seu segundo disco, Space Oddity, realizado em novembro, foi lançado no Reino Unido com o nome de David Bowie, o que causou certa confusão com seu antecessor homônimo, e o lançamento nos EUA foi antecipadamente intitulado Man of Words/Man of Music. À época de seu lançamento, não usufruiu sucesso comercial, mesmo com suas letras filosóficas de um mundo pós-hippie sobre paz, amor e moralidade, e um som de folk rock acústico fortificado pelo rock pesado.
1974–1976: Soul, funk e o Thin White Duke
Bowie mudou-se para os Estados Unidos em 1974, hospedando-se em Nova Iorque antes de se estabelecer em Los Angeles. Diamond Dogs (1974), álbum que o encontrou dividido entre o soul e o funk, derivou-se de duas ideias distintas: um musical baseado num futuro selvagem e sediado numa cidade pós-apocalíptica e a tarefa de musicar o livro 1984 de George Orwell. O disco alcançou a primeira posição no Reino Unido e a quinta nos EUA, gerando os sucessos "Rebel Rebel" e "Diamond Dogs". Para promovê-lo, Bowie lançou a Diamond Dogs Tour, visitando cidades da América do Norte entre junho e dezembro de 1974. Com coreografias de Toni Basil, e ricamente produzido com elementos teatrais e efeitos especiais, a produção de alto orçamento foi filmada por Alan Yentob. O resultado dessas imagens foi o documentário Cracked Actor, apresentando um Bowie pálido e magérrimo: de fato, a turnê coincidiu com a queda do cantor em usar constantes doses de cocaína, que o afetou com debilidades físicas graves, paranoias e problemas emocionais. Mais tarde, Bowie comentaria que seu primeiro álbum ao vivo, David Live (David ao vivo, 1974), deveria se chamar "David Bowie Está Vivo e Bem e Vivendo Apenas na Teoria". David Live, no entanto, solidificou seu status de superstar, e alcançou a segunda posição no Reino Unido e a oitava nos EUA. Depois de uma curta pausa em Filadélfia, onde Bowie também gravou novo material, a turnê recomeçou com uma nova ênfase na música soul.
1976–1979: Estadia em Berlim
Mudando-se para a Suíça em 1976, comprou um chalé numa montanha no norte do Lago de Genebra. Na nova residência, sua dependência pela cocaína cresceu; além disso, quis aventurar-se em atividades extramusicais. Começou a pintar e produziu uma série de quadros pós-modernistas. Na turnê, costumava desenhar num caderno e fotografar cenas que serviriam de referência futura. Ao visitar o Brücke Museum em Berlim e outras galerias em Genebra, Bowie se transformou, nas palavras do biógrafo Christopher Sandford, "num prolífico pintor e colecionador de arte contemporânea. [...] Mas não somente um famoso patrono de arte expressionista: trancafiado em Clos des Mésanges, iniciou um curso intensivo de autoaperfeiçoamento em música clássica e literatura, e começou a trabalhar numa autobiografia". Tais aperfeiçoamentos só viriam a enriquecer seu trabalho de estúdio e palco.
1980–1989: De superstar a megastar
Em 1980, foi lançado o álbum Scary Monsters (and Super Creeps), trazendo a canção "Ashes to Ashes", que alcançou o primeiro lugar nas paradas. A canção revisitava o personagem Major Tom de "Space Oddity". O videoclipe da canção foi um dos mais caros — e também um dos mais inovadores — de todos os tempos. Embora esse disco utilizasse princípios estabelecidos pela trilogia de Berlim, foi considerado pelos críticos como muito mais direto musical e liricamente. Ele teve contribuições de guitarristas como Fripp, Pete Townshend, Chuck Hammer e Tom Verlaine. Com "Ashes to Ashes" atingindo o topo das paradas britânicas, Bowie abriu uma apresentação de três meses no Teatro Broadway em 24 de setembro, estrelando na peça O Homem Elefante.
Na noite do dia 10 de janeiro de 2016, dois dias após o seu sexagésimo nono aniversário e o lançamento do álbum Blackstar, Bowie morreu em seu apartamento em Nova York, vítima de câncer de fígado. O músico foi diagnosticado com a doença dezoito meses antes, mas optou não anunciar seu estado de saúde para o público. O diretor de teatro belga Ivo van Hove, com quem trabalhou no musical Off-Broadway Lazarus, disse que Bowie evitou assistir aos ensaios pelo avanço da doença. Hove observou que David estava trabalhando constantemente durante o diagnóstico. Tony Visconti, produtor musical de Bowie, disse: Ele sempre fez o que quis. E ele queria fazer as coisas do jeito dele, e da melhor maneira possível. Sua morte não foi diferente de sua vida - uma obra de Arte. Ele fez Blackstar para nós, é o seu presente final. Eu sabia por um ano que isso aconteceria desse jeito. Não estava, entretanto, preparado. Ele era um homem extraordinário, cheio de amor e vida. Ele sempre estará conosco. Por ora, é apropriado chorar.
O biógrafo David Buckley escreve: "A essência da contribuição de Bowie à música popular se deve por sua notável capacidade de analisar e selecionar as ideias que estão de fora do mainstream — da arte, literatura, teatro e cinema — e trazê-los para dentro, de modo que o pop é constantemente alterado". Buckley ainda escreve: "Só uma pessoa levou o glam rock a novas alturas rarefeitas e inventou personagens no pop, casando teatro e música popular num todo poderoso". A carreira de Bowie tem sido marcada por vários papéis em produções de cinema e teatro, o que valeu prestígio e independência como ator e alguns elogios por suas atuações. Sua carreira como ator começa antes de seu avanço comercial como músico. Estudante teatro de avant-garde e mímica com Lindsay Kemp, interpretou o papel de Cloud na produção teatral de 1967 de Kemp chamada Pierrot in Turquoise (posteriormente transformada no filme televisivo de 1970 The Looking Glass Murders). No filme The Image em branco e preto (1969), interpretou um menino fantasma que surge da pintura de um artista envolvido em problemas, para assombrar seu criador. No mesmo, fez uma breve aparição na adaptação do romance The Virgin Soldiers (1966) de Leslie Thomas. Em 1976, ganhou elogios por seu primeiro papel principal num grande filme, retratando Thomas Jerome Newton, um alienígena de um planeta moribundo, em The Man Who Fell to Earth, dirigido por Nic Roeg. Também interpretou o papel principal em Just a Gigolo de 1979, co-produção anglo-alemã dirigida por David Hemmings, em que é Paul von Pryzgodski, um oficial prussiano a retornar da Primeira Guerra Mundial, que é descoberto por uma Baronesa (Marlene Dietrich) que o convida a seu bordel de gigolô.
O biógrafo David Buckley escreve: "Se Ziggy confundia tanto seu criador quanto sua audiência, grande parte dessa confusão se centrou sobre sexualidade". Bowie se declarou gay numa entrevista para a Melody Maker em janeiro de 1972, momento em que coincide com suas primeiras tentativas de divulgar a primeira turnê de sua persona. Em 1976, numa entrevista para a Playboy, Bowie declarou: "É verdade, sou bissexual. Mas não posso negar que usei muito bem este facto. Acho que é a melhor coisa que me aconteceu. Divertido também.". De acordo com Ava Cherry e com a sua primeira esposa, Angela, Bowie teve uma relação com Mick Jagger. No entanto, numa entrevista em 1983 para a Rolling Stone, Bowie voltou atrás e disse que sua declaração pública de bissexualidade tinha sido "o maior erro que já cometi", e, mais tarde, em outras ocasiões, afirmou que seu interesse pela cultura gay e bissexual derivava apenas de seus sentimentos e interesses na época; como escreve Buckley, Bowie nutria mais uma "compulsão pelo desrespeito aos códigos morais do que um verdadeiro estado biológico e psicológico de ser".
Ao longo dos anos, Bowie fez inúmeras referências às religiões e à sua espiritualidade em evolução. Começando em 1967 com a influência de seu irmão, ele se interessou pelo budismo e considerou se tornar um monge budista. Depois de alguns meses de estudo na Tibet House em Londres, um lama disse a ele: "Você não quer ser budista. ... Você deve seguir a música". Em 1975, Bowie admitiu: "Eu me sentia totalmente, absolutamente sozinho. E provavelmente eu estava sozinho porque tinha praticamente abandonado Deus". Em seu testamento, Bowie estipulou que ele fosse cremado e suas cinzas espalhadas em Bali "de acordo com os rituais budistas". Depois que Bowie se casou com Iman em uma cerimônia privada em 1992, ele disse que sabiam que seu "casamento real, santificado por Deus, tinha que acontecer em uma igreja em Florença". No início daquele ano, ele se ajoelhou no palco no The Freddie Mercury Tribute Concert e recitou o Pai Nosso diante de uma audiência na televisão.[nota 1] Em 1993, Bowie disse que tinha uma crença "imorredoura" na existência "inquestionável" de Deus. Em uma entrevista separada de 1993, ao descrever a gênese da música de seu álbum Black Tie White Noise, ele disse "... foi importante para mim encontrar algo [musicalmente] que também não tinha nenhum tipo de representação de religião institucionalizada e organizada, da qual eu não sou um crente, devo deixar isso claro". Entrevistado em 2005, Bowie disse que se Deus existe "não é uma pergunta que pode ser respondida. ... Não sou bem ateu e isso me preocupa. Há uma pequena parte que permanece: 'Bem, eu sou quase um ateu. Dê-me alguns meses ... Quase acertei.'" Ele tinha uma tatuagem da Oração da Serenidade em japonês na panturrilha esquerda.
Vocal e instrumental
Homem de muitas vozes, Bowie explorou uma variedade muito grande de estilos musicais, desde suas primeiras gravações na década de 60. O musicólogo James Perone observa seu uso ininterrupto de oitavas em diferentes repetições da mesma melodia para efeitos dramáticos, usados, por exemplo, em sua primeira canção de sucesso, "Space Oddity", e logo depois em "Heroes"; Perone nota que "na parte mais baixa de seu registro vocal [...] sua voz apresenta uma riqueza parecida com a de um crooner". Seu fascínio inicial pela Music hall expandiu-se e, durante sua carreira, ele aventurou-se em gêneros como o hard rock, heavy metal, soul, folk e pop psicodélico.
Composições
David Bowie era capaz de transformar suas aspirações e seus problemas pessoais em cultura popular e em canções como "Word on a Wing" de Station to Station, ele mesmo declarou: "Havia dias de terror psicológico enquanto eu fazia o filme de Roeg que eu quase comecei a me aproximar do meu renascimento, nascer novamente. Foi a primeira vez que eu seriamente pensei acerca de Cristo e Deus, profundamente". Suas composições são permeadas por letras filosóficas e literárias. Canções como "The Width of a Circle", "Quicksand" e "The Superman" recebem influência do Budismo, ocultismo, misticismo e principalmente do conceito de Übermensch de Friedrich Nietzsche. A primeira possui um título irônico ("A Largura de um Circulo", aludindo ao ânus), cujo segundo parágrafo alude a um encontro sexual no Inferno com Deus, o Diabo ou outro ser sobrenatural, de acordo com as diferentes interpretações. De fato, suas primeiras composições foram influenciadas por poesias e escritos de Aleister Crowley, William Hughes Mearns e H. P. Lovecraft, além de "The Jean Genie" ser uma referência a Jean Genet.
A influência de David Bowie é imensa, musical e socialmente. Suas canções e as apresentações inovadoras trouxeram uma nova dimensão para a música popular do começo da década de 70, influenciando fortemente tanto suas formas imediatas como seu desenvolvimento posterior. Pioneiro do glam rock, de acordo com vários críticos Bowie criou o gênero ao lado de Marc Bolan. O biógrafo David Buckley considera que, nessa época, ele surgiu como a última estrela pop de todos os tempos e que nenhuma outra veio a existir após dele; sua produção musical durante a década criou um dos maiores cultos da cultura pop. De acordo com diversos autores, por exemplo, ao incorporar personas andróginas como Ziggy Stardust e Aladdin Sane na era do glam rock nos anos 70, Bowie recriou uma classe adolescente independente na época e também auxiliou movimentos como a libertação gay. Nessa era, sua postura ajudou a criar novas modas e jeitos de se vestir nas cenas de rock e música, apresentando roupas que ainda interessam as pessoas de hoje em dia.
O sucesso de 1969 "Space Oddity" levou-o a receber um Ivor Novello especial por sua originalidade. Por sua atuação no filme de ficção científica The Man Who Fell to Earth de 1976 ele ganhou um Prêmio Saturn de Melhor Ator. Nas décadas seguintes, foi agraciado com diversos prêmios especializados em música por suas canções e seus vídeo clipes recebendo, entre outros, dois Grammy Award e dois Brit Awards. Em 1999, Bowie foi convidado a ser Comandante da Ordre des Arts et des Lettres do governo da França. No mesmo ano, recebeu um doutorado honorário da Berklee College of Music. Em 2000, recusou a condecoração de Ordem do Império Britânico e, em 2003, recusou tornar-se Cavaleiro da Ordem do Império Britânico, declarando: "Nunca tive a intenção de aceitar algo como isso. Realmente não sei para que serve. Não foi para isso que passei minha vida trabalhando". Ao longo de sua carreira, Bowie já vendeu um estimado de 136 milhões de álbuns. No Reino Unido, já foi classificado com 9 discos de platina, 11 de ouro e 8 de prata e, nos Estados Unidos, 5 discos de platina e 7 de ouro. Em 2002, numa pesquisa popular da BBC chamada 100 Greatest Britons ("Os 100 Maiores Britânicos"), ficou em 29º lugar. Em 2004, a revista Rolling Stones, consultando críticos e especialistas na área musical, classificou-o na 39ª posição em sua lista de 100 Maiores Artistas do Rock de Todos os Tempos, e na 23ª posição na lista de melhores cantores de todos os tempos.


