Daniel Barenboim
Daniel Barenboim é um pianista e maestro argentino.
Imagem: Raimond Spekking · BY-SA · Openverse
Daniel Barenboim nasceu em Buenos Aires, Argentina. Seus avós foram Asquenazes russos. Começou a ter aulas de piano com sua mãe aos cinco anos de idade, e continuou a estudar com o seu pai, Enrique, que foi seu único professor. Em Agosto de 1950, quando tinha apenas sete anos de idade, apresentou seu primeiro concerto formal, em Buenos Aires. Em 1952 a família de Barenboim se mudou para Israel. Dois anos depois, no verão de 1954, seus pais foram para Salzburgo, para que o jovem Daniel tivesse aulas de direção com Igor Markevitch. Neste verão Barenboim conheceu e tocou para o maestro Wilhelm Furtwängler, que foi para ele uma influência musical e exemplo. Furtwängler chamou o jovem Barenboim de "fenômeno", e o convocou para tocar o Primeiro Concerto para Piano de Ludwig van Beethoven com a Filarmônica de Berlim, porém o pai de Barenboim não permitiu, alegando que não era aconselhável uma criança judia tocar em Berlim, devido ao Holocausto.
No começo de sua carreira, Barenboim foi muito aceito como pianista. Ele concentrou-se no repertório da era Clássica, como também em obras de compositores da era romântica. Algumas gravações notáveis desse período incluem: Seguindo com sua estreia como maestro, com a Orquestra de Câmara Inglesa, em Abbey Road Studios, em 1966 em Londres, Barenboim foi convidado para conduzir outras orquestras sinfônicas europeias e americanas. Entre 1975 e 1989 ele foi o Diretor Musical da Orquestra de Paris, onde ele conduziu muita música contemporânea. Barenboim fez sua estreia como maestro operístico na produção em Don Giovanni de Wolfgang Amadeus Mozart no Festival de Edimburgo. Ele fez sua estreia no Festival de Bayreuth em 1981, conduzindo regularmente até 1999. Ele serviu como diretor musical da Orquestra Sinfônica de Chicago entre 1991 a 2006. Ele demonstrou frustração em trabalhar nos Estados Unidos, precisando arrecadar fundos para seus programas.
Imagem: Barenboim-Said Akademie gGmbH · CC0 · Openverse
Daniel Barenboim é considerado um dos mais proeminentes músicos do fim do século XX e início do XXI. No início de sua carreira ele ganhou uma ampla aceitação como pianista. Ele concentrou-se na música clássica, bem como alguns compositores românticos. Tocava (e gravou) Mozart, Beethoven, Brahms, Felix Mendelssohn e Frédéric Chopin. Também executou muitas obras de câmara, com a ajuda de sua primeira esposa Jacqueline du Pré. Notáveis interpretações como maestro incluem obras de Beethoven, Anton Bruckner, Robert Schumann, Gustav Mahler, Strauss, entre outros. nos últimos anos ampliou seu repertório para o estilo Barroco, assim como compositores do século XX. Como: Johann Sebastian Bach, Goldberg, Claude Debussy. Além disso também gravou obras do Jazz e Tangos.
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Em 7 de julho de 2001, Barenboim conduziu a Ópera Estatal de Berlim na parte de Tristan und Isolde (Richard Wagner) no Festival de Israel, em Jerusalém. O concerto marcou-se como controvérsia. A música de Wagner marcou o concerto como a quebra de um taboo nas casas de ópera de Israel, pelo fato de Wagner pregar o anti-semitismo - tendo a mesma filosofia de Adolf Hitler. Originalmente, Barenboim iria conduzir o primeiro ato de Die Walküre com três cantores, incluindo o renomado tenor Plácido Domingo. Entretanto, pelos fortes protestos dos sobreviventes do Holocausto e pelo governo de Israel, foi feito um programa alternativo. Barenboim aceitou substituír a obra pela música de Robert Schumann e Igor Stravinsky, mas expressou desagrado por ter que tomar essa decisão.


