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Damião de Góis

Damião de Góis, historiador e humanista, epistológrafo, viajante, diplomata e alto funcionário régio, foi figura ímpar e uma das personalidades mais relevantes do Renascimento em Portugal. De cultura enciclopédica e dotado de um dos espíritos mais abertos e críticos da sua época, pode ser considerado como um verdadeiro traço de união entre Portugal e a Europa culta do século XVI. Foi hóspede de Erasmo de Roterdão e privou com humanistas como Glareanus, Veit Amerbach, Albrecht Dürer, Sebastian Münster, os cardeais Pietro Bembo e Jacopo Sadoleto e o historiador e geógrafo Giovàn Battista Ramùsio. Conheceu Inácio de Loyola. Frequentou a Universidade de Pádua, entre 1534 e 1539, e completou a sua formação no Colégio Trilingue da Universidade de Lovaina. Casou com Johanna van Hargen, de família abastada, filha de um conselheiro flamengo da corte de Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 28/07/2026
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Biografia

Nasceu na vila de Alenquer, presumivelmente na Quinta do Barreiro, no seio de uma família com ligações à melhor aristocracia portuguesa, filho do almoxarife Rui Dias de Góis, valido do Duque de Aveiro, e da sua quarta mulher Isabel Gomes de Limi, neta paterna de Nicolau de Limi, fidalgo flamengo que se estabelecera em Portugal. Entrou em 1511, com apenas 9 anos de idade, como pajem de lança ao serviço no Paço, onde o seu meio-irmão Frutuoso de Goes já servia como camareiro. Cedo ganhou a amizade do jovem príncipe herdeiro, D. João, também nascido em 1502. Órfão de pai em 1513, em 1518 recebeu moradia como moço de câmara de D. Manuel I. Em consequência, a sua formação foi feita na corte de D. Manuel I, na qual, ao longo dos 10 anos de serviço, contactou com Cataldo Sículo, que terá influenciado a sua propensão para o estudo do latim e dos clássicos greco-latinos, e conheceu as principais personalidades da política e cultura portuguesas do tempo. Nesses anos formativos, conviveu com matemáticos, músicos, poetas e navegadores e conheceu de perto os principais personagens do seu tempo.

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Obras

As suas maiores obras em latim e em português são históricas. Incluem a Crónica do Felicíssimo Rei Dom Emanuel (quatro partes, 1566–67) e a Crónica do Príncipe Dom João (1567). Ao contrário do seu contemporâneo João de Barros, manteve uma posição neutra nas suas crónicas sobre o rei D. Manuel I e o príncipe Dom João, depois D. João II de Portugal. As suas principais obras são:

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Fontes consultadas

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