Pesquisa · Mapa mental

Luís I de Portugal

Luís I, apelidado o Popular, foi o Rei de Portugal e Algarves de 1861 até à sua morte. Segundo filho da rainha D. Maria II e de seu consorte, D. Fernando II, Luís sucedeu ao trono após a morte prematura de seu irmão mais velho, D. Pedro V. Casou-se com Maria Pia de Saboia, filha do rei Vítor Emanuel II da Itália, em 1862. Em contraste com a primeira metade do século, o seu reinado caracterizou-se pelo funcionamento eficaz da monarquia constitucional, pela conclusão da rede ferroviária, por reformas económicas e políticas e pela modernização da sociedade portuguesa.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
01

Primeiros anos

O príncipe D. Luís nasceu a 31 de outubro de 1838, às 23h30. Embora, enquanto segundo filho, não estivesse destinado à sucessão ao trono português, recebeu uma educação cuidada e exigente, em grande medida partilhada com o seu irmão mais velho, o príncipe D. Pedro. Foi inicialmente orientado pelo conselheiro Carl Andreas Dietz, que exercera funções de preceptor de seu pai, D. Fernando, até abril de 1847. Nesse ano, Dietz foi obrigado a abandonar Portugal, acusado de ingerência na política nacional, associada à sua filiação religiosa protestante, sendo então substituído pelo visconde de Carreira, com o apoio de Manuel Moreira Coelho. D. Pedro e D. Luís dividiam o tempo entre os palácios de Mafra, Sintra, e de Vila Viçosa, para além de estadias esporádicas no Palácio de Belém. O príncipe D. Luís iniciou a sua carreira naval ao ser nomeado membro da Companhia dos Guardas-Marinhas, tendo sido reconhecido numa cerimónia realizada no Arsenal Real da Marinha, a 28 de outubro de 1846, quando contava apenas oito anos de idade. Ao longo da sua trajetória na Marinha, foi sucessivamente promovido a subtenente, em 1851, a capitão-tenente, em 1854, a capitão de fragata, em 1858, e a capitão de navio de linha, em 1859. A 21 de junho de 1858, foi nomeado pelo seu irmão, o rei D. Pedro V, comandante da corveta Bartolomeu Dias. No exercício desse comando, realizou nove missões de serviço, com destinos como a Madeira, os Açores, Tânger, Angola, Southampton e Antuérpia.

02

Reinado

D. Luís sucedeu ao seu irmão, o rei D. Pedro V, falecido após um reinado de pouco menos de oito anos, ascendendo ao trono a 11 de novembro de 1861 como D. Luís I. Ele foi aclamado rei em 22 de dezembro do mesmo ano. Em busca de uma esposa, o novo monarca considerou várias pretendentes, destacando-se a princesa Maria de Hohenzollern-Sigmaringen, irmã da sua falecida cunhada, a rainha D. Estefânia, e a arquiduquesa Maria Teresa da Áustria. Finalmente, D. Luís casou-se por procuração em Turim, a 27 de setembro de 1862, com a princesa Maria Pia de Saboia, filha do rei Vítor Emanuel II da Itália. Inicialmente, o casal viveu uma relação marcada por profundo afeto, mas as numerosas relações extraconjugais do rei levaram a rainha a entrar em depressão. Deste matrimónio nasceram dois filhos: D. Carlos e D. Afonso. Durante o reinado de D. Luís I, registou-se um período particularmente fértil em acontecimentos políticos, com a fundação de diversos partidos em Portugal. Destacam-se o Partido Reformista, criado em 1865 e que chegou ao poder em 1868; o Partido Socialista Português, fundado em 1875 sob a designação de Partido Operário Socialista; e o Partido Progressista, estabelecido em 1876, que assumiu o poder em 1879. Em 1883 realizou-se o Congresso do Comité Organizador do Partido Republicano Português. No final do reinado de D. Luís, o Partido Republicano já se encontrava consolidado como uma força política plenamente estruturada.

03

Interesses pessoais

Dotado de grande sensibilidade artística, dedicou-se à pintura, à composição musical e à execução de instrumentos como o violoncelo e o piano. Poliglota, dominava corretamente várias línguas europeias e apreciava a escrita de poesia em língua portuguesa. Realizou traduções de obras de William Shakespeare, nomeadamente O Mercador de Veneza, Ricardo III e Otelo, o Mouro de Veneza, sendo a sua tradução de Hamlet a mais reconhecida em Portugal. D. Luís destacou-se igualmente como homem de ciência, revelando particular interesse pela oceanografia. Investiu uma parte significativa da sua fortuna no financiamento de projetos científicos e de navios dedicados à investigação oceanográfica, que percorreram os oceanos com o objetivo de recolher espécimes. Praticou ainda a fotografia com reconhecido êxito.

04

Doença e morte

Ao longo da sua vida, D. Luís foi descrito como um mulherengo. Enquanto solteiro e oficial da Marinha, terá frequentado prostitutas e, após a sua ascensão ao trono, manteve várias relações extraconjugais, sendo a mais conhecida a que estabeleceu com a atriz Rosa Damasceno. Em consequência desses comportamentos, contraiu sífilis, doença que, à época, era incurável e para a qual não existia qualquer tratamento eficaz. Em 1887, a enfermidade manifestou-se de forma evidente e evoluiu posteriormente para neurossífilis, vindo a causar-lhe a morte após prolongados e intensos sofrimentos, a 19 de outubro de 1889, antes de completar 51 anos de idade, na cidadela de Cascais. Foi sepultado no Panteão Real da Dinastia Bragança, no interior da Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

05

Títulos, estilos e honrarias

Títulos e estilos

O estilo oficial de Luís enquanto rei era: "D. Luís, pela Graça de Deus, Rei de Portugal e dos Algarves, d'Aquém e d'Além-Mar em África, Senhor da Guiné e da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia, etc."

Honrarias

Enquanto monarca de Portugal, D. Luís foi Grão-Mestre das seguintes Ordens:[carece de fontes?]

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Continue pesquisando