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Cultura da Bahia

A cultura da Bahia é uma das mais ricas e diversificadas do Brasil, sendo o estado considerado um dos mais ricos centros culturais do país, conservando não apenas um rico acervo de obras religiosas, arquitetônicas, mas é berço de típicas manifestações culturais populares, quer na culinária, na música, e em diversas outras artes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/10/2026
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Cultura erudita

Na Bahia nasceu o primeiro historiador do Brasil, Frei Vicente do Salvador. Ainda como Colônia, os versos de Gregório de Matos repercutiam qual dardos, dono de rimas tão ferinas que lhe renderam a imortalidade com o epíteto de "Boca do Inferno". Lugar da primeira Faculdade de Medicina do país (Faculdade de Medicina da Bahia da Universidade Federal da Bahia), foi berço de nomes que se destacaram no cenário nacional, tais como Afrânio Peixoto, Oscar Freire, Edgard Santos, Antônio Rodrigues Lima, Juliano Moreira, etc. Do Direito e Educação surgiram nomes como Ruy Barbosa, Teixeira de Freitas, Anísio Teixeira, Antônio Luiz Machado Neto, Aliomar Baleeiro, Orlando Gomes, Nestor Duarte e, caindo para a literatura, Castro Alves, o "Poeta dos Escravos", autor de um dos mais conhecidos trabalhos da literatura brasileira: O Navio Negreiro. Na Engenharia, Teodoro Sampaio teve um importante papel na geografia e da geologia no Brasil.

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Música

Já era a Bahia, em particular Salvador, sua capital, a maior cidade das Américas durante vários séculos, um dos principais centros comerciais do Novo Mundo. Das raízes negras brotou o samba de roda, seu filho samba e outros tantos ritmos, movidos por atabaques, berimbaus, marimbas e outros instrumentos africanos. Xisto Bahia, levando os ritmos e mesmo poetas (como Plínio de Lima), descobre o novo meio e grava o primeiro disco brasileiro. E experimenta o sucesso internacional com Dorival Caymmi. Nomes da mśucia baiana incluem, Raul Seixas, Caetano Veloso, João Gilberto, Gilberto Gil, Dorival Caymmi, Gal Costa, Maria Bethânia, Tom Zé, entre muitos outros.

Carnaval

Foi no Carnaval que o baiano encontrou-se com o mundo: Em 1950 Dodô e Osmar inventam o Trio Elétrico, e atrás dele "só não vai quem já morreu", como fala um trecho da música de Caetano Veloso, que acabou popularizando o trio por todo Brasil. Um novo cenário foi descortinado, revelando artistas e grupos musicais: Moraes Moreira, Luiz Caldas (que acabou tendo um importante papel, revelando para o Brasil um novo ritmo que difundiu por todo país, o axé music), Chiclete com Banana, É o Tchan!, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Ivete Sangalo, etc. O negro reconquista sua identidade, e ganha força nos Filhos de Gandhi, o Olodum une música ao trabalho social.

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Culinária

A culinária da Bahia é uma das mais diversas do Brasil, tendo diversas variações pelo estado, a variação mais famosa da culinária baiana é a de Salvador e Recôncavo, culinária muito influenciada por ingredientes e temperos oriundos da África; do Candomblé ou do tabuleiro da baiana brotam o acarajé, o abará, o vatapá e tantos pratos temperados pelo quiabo, azeite de dendê e as pimentas, festejando aos santos (muitas comidas são oferendas aos orixás), como o caruru ou festejando a vida, como a moqueca, a Bahia tem sempre um quindim a despertar o paladar. Destaca-se também a culinária sertaneja, a culinária do interior do estado da Bahia, que consegue ser muito diversa e está presente por todo estado, onde tem diversos pratos típicos que compõem a essa gastronomia, sendo muito consumida no dia a dia dos baianos. A diferença entre a culinária sertaneja e a culinária de Salvador e recôncavo, é que a culinária sertaneja não costuma levar o dendê e muitos frutos do mar como ingrediente, e consegue ser uma culinária mais "própria" devido a sua mistura, com ingredientes de origem europeia, africana, indígena e árabe, o mininico de carneiro por exemplo, um dos pratos mais consumidos na culinária sertaneja baiana, é de influência árabe.

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Cinema

Dentre eventos culturais voltados para a produção e disseminação cinematográfica e audiovisual no estado da Bahia que ainda se encontram ativos, juntando-se a outros festivais que persistem na Bahia como: A Jornada Internacional de Cinema da Bahia não foi o primeiro festival cinematográfico no estado, considerando a ocorrência do "1.º Festival de Cinema da Bahia" em 1951 (pioneiro festival de cinema ocorrido em terras baianas), e do também chamado "1.º Festival de Cinema da Bahia" em 1962 (tratado como primeiro em razão da natureza descontínua do primeiro vento), porém sua iniciativa e constância contribuiu para que outros produtores culturais do estado da Bahia, especialmente a partir da década de 1990, passassem a criar outros eventos culturais voltados para a produção e disseminação cinematográfica e audiovisual no estado. Os principais eventos culturais criados na Bahia com esta temática foram:

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Teatro

No Teatro baiano, há várias peças conhecidas: A Bofetada, Vixe Maria! Deus e o Diabo na Bahia!, Siricotico - Uma comédia do balacobaco, Los Catedrásticos, Os Cafajestes, O Indignado. Além delas, há as companhias de teatro: Cia Baiana de Patifaria, Bando de Teatro Olodum, Cia Cuca de Teatro, Cabriola Cia de Teatro, Arte Sintonia Companhia de Teatro, dentre outras mais. Com isso o teatro ficou rico, revelando atores como Lázaro Ramos, Wagner Moura, Luís Miranda, Érico Brás, João Miguel, Tânia Toko, Zéu Brito, Fabrício Boliveira, Emanuelle Araújo etc.

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Personalidades

A Bahia é o berço de personalidades nacionais e internacionais os quais contribuíram para a história baiana e brasileira, abaixo um breve resumo detalhado: Na pintura, destaca-se o famoso Mário Cravo com obras espalhadas pelo Brasil, além de Carybé (radicado na Bahia), Sante Scaldaferri, Lucília Fraga, Prisciliano Silva, Genaro de Carvalho e Mendonça Filho. Na música, os exemplos mais conhecidos são João Gilberto (criador da Bossa Nova), Gilberto Gil, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Tom Zé, Assis Valente, Simone, na MPB; Margareth Menezes, Daniela Mercury, Ivete Sangalo no axé; Raul Seixas, Pitty, Pepeu Gomes, Marcelo Nova e Dinho, do Mamonas Assassinas, no rock; no brega, Anísio Silva e Waldick Soriano; era baiano Xisto Bahia, o primeiro cantor a ter sua obra gravada em disco no país, como também é da Bahia um dos maiores estudiosos de nossa música popular, Ricardo Cravo Albin. Em função disso, surgiu a ideia do Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira que leva o seu nome, o único exclusivamente dedicado à música popular do Brasil, iniciado em 1995 pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), através do Departamento de Letras, e a Livraria Francisco Alves Editora, e tendo o apoio técnico da IES - Informática e Engenharia de Sistemas.

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