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Norma-padrão

Norma-padrão é a construção abstrata e idealizada de uma determinada língua, encontrada nas gramáticas normativas, com o objetivo de servir de referência a “projetos políticos de uniformização linguística”, como pontua o linguista e professor Carlos Alberto Faraco. Tem como objeto de representação, principalmente, a modalidade escrita presente em textos de escritores consagrados.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Conceito de norma padrão

Imagem: Senado Federal · BY · Openverse

Quando se fala em norma-padrão, é preciso compreender os diferentes significados que norma pode carregar dentro das discussões linguísticas e por vezes fora delas. No sentido sociolinguístico, norma define o conjunto de padrões sociais de fala que são aprendidos nos meios em que os falantes circulam. Trata-se de um conjunto de regras sociais e psicológicas aprendidas pelo falante que são compartilhadas de formas diferentes nos seus diferentes grupos sociais. E é da diversidade destas normas e de suas competições que surgem a variação, e quando esta tem sucesso, a mudança linguística. O termo norma também pode se referir à forma falada majoritariamente dentro de uma comunidade de fala. Neste caso, ela é a forma predominante entre um conjunto diverso de variantes. Variantes ou variedades linguísticas são as diferentes formas de se falar dentro de uma mesma comunidade de fala, que dependem das condições sociais, culturais, regionais e históricas de seus falantes.

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Propósito da língua

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A língua utilizada pelo ser humano não transmite apenas suas ideias, como também um conjunto de informações sobre si mesmos. Certas palavras e construções denunciam a situação social, ou seja, a região de nascimento de um determinado país, o nível social e escolar, a formação e, às vezes, os valores, círculo de amizades e passatempos, como skate, rock, surfe etc. O uso da língua também pode informar nossa timidez, sobre nossa capacidade de nos adaptarmos a situações novas, nossa insegurança, etc.

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Correção gramatical

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O emprego da norma-padrão requer, necessariamente, uma constante atividade de correção idiomática, isto é, de rejeitar determinadas construções gramaticais em virtude de outras consideradas corretas, atividade que por muito tempo foi a base e o foco central dos estudos linguísticos. Contudo, à medida que a linguística desmitificou muitos postulados que esteavam a gramática tradicional, essa atividade começou a ser mal vista e constantemente atacada por linguistas. Alguns estudiosos, porém, confrontando essa atitude anticorretista, procuraram fundamentar a correção gramatical a partir de novos critérios modernos e objetivos. Segundo Celso Cunha, o precursor desse movimento foi o linguista sueco Adolf Noreen, que, rejeitando os critérios histórico-literário (empregado pela gramática tradicional que, segundo ele, "estriba-se essencialmente em conformar-se com o uso encontrado nos escritores de uma época pretérita") e histórico-natural (empregado pelos linguistas hostis à correção gramatical), propôs pensar a correção gramatical a partir de um critério, segundo ele, racional, onde "o melhor é o que pode ser apreendido mais exata e rapidamente pela audiência presente e pode ser produzido mais facilmente por aquele que fala".

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Norma-padrão na escola

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O ensino da norma-padrão na escola não tem a finalidade de condenar ou eliminar a língua que falamos em nossa família ou em nossa comunidade. Ao contrário, o domínio da norma-padrão, somado ao domínio de outras variedades linguísticas, torna-nos mais preparados para nos comunicarmos. Saber usar bem uma língua equivale a saber empregá-la de modo adequado às mais diferentes situações sociais de que participamos.

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Graus de formalismo

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As variações entre os níveis formal e informal da língua são chamadas de registros, que dependem do grau de formalismo existente na situação de comunicação; do modo de expressão, isto é, se trata de um registro formal ou escrito; da sintonia entre interlocutores, que envolve aspectos como graus de cortesia, deferência, tecnicidade (domínio de um vocabulário específico de algum campo científico, por exemplo). O registro coloquial caracteriza-se por não ter planejamento prévio, construções gramaticais mais livres, repetições frequentes, frases curtas e conectores simples. O registro informal, pelo uso de ortografia simplificada, de construções simples. Este último é geralmente usado entre membros de uma mesma família ou entre amigos.

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