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Crítica à religião

A crítica à religião é a crítica do conceito, validade, práticas e consequências políticas e sociais da religião.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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História

O poeta romano do século I antes da era comum, Tito Lucrécio Caro, em seu trabalho hercúleo De Rerum Natura, criticou a religião. Um filósofo da escola epicurista, Lucrécio acreditava que o mundo era composto exclusivamente de matéria e vácuo, e que todos os fenômenos poderiam ser entendidos como resultantes de causas puramente naturais. Lucrécio, como Epicuro, sentia que a religião teria nascido do medo e da ignorância, e que a compreensão do mundo natural poria as pessoas livres de seus grilhões. Escrevendo em 1776 sobre os antigos romanos, Edward Gibbon declarou: "Os vários modos de adoração que prevaleceram no mundo romano foram todos considerados pelo povo como igualmente verdadeiros; pelo filósofo como igualmente falsos, e pelo magistrado como igualmente úteis." Niccolò Machiavelli, no início do século XVI, disse: "Nós, italianos, somos irreligiosos e corruptos mais do que os outros… porque a Igreja e seus representantes deram a nós o pior exemplo." Para Maquiavel, a religião era apenas uma ferramenta útil para um governante que pretendesse manipular a opinião pública.

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Crítica do conceito de religião

Com algumas exceções, como o Raelianismo, a fé Baha'i, e a Cientologia, a maioria das religiões foram formuladas em um momento em que a origem da vida, o funcionamento do organismo, bem como a natureza das estrelas e planetas, foram mal compreendidas. Os sistemas religiosos tentaram abordar questões emocionais pessoais significativas, e tentaram explicar uma existência assustadora, geralmente através de uma narrativa dramática descrevendo o modo como o mundo e sua comunidade surgiram. Estas narrativas foram tencionadas para dar conforto e uma sensação de relacionamento com forças maiores. Desse modo, elas podem ter servido para várias funções importantes em sociedades antigas. Exemplos incluem as ideias que muitas religiões tradicionalmente tinham a respeito de eclipses solares e lunares, e do aparecimento de cometas (por exemplo, a astrologia). Dado o atual nível de compreensão em áreas como a biologia, psicologia, química e física, onde o conhecimento humano tem aumentado dramaticamente, muitos críticos - incluindo Sam Harris, Richard Dawkins, Christopher Hitchens e Michel Onfray - argumentam que continuar a sustentar esses sistemas de ideias é absurdo e irracional.

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Poder político autoritário

O termo "autoritário" é utilizado para descrever uma organização, uma instituição ou um estado que impõe fortes e algumas vezes opressivas medidas contra aqueles que estão em sua esfera de influência, normalmente sem qualquer tentativa de obter o seu consentimento, e que frequentemente não permite críticas de suas políticas (um bom exemplo é o que aconteceu com José Saramago quando do lançamento do livro Caim). Nesse sentido, algumas religiões podem ser vistas como autoritárias, na medida em que o seu objetivo é definirem-se como a suprema autoridade em conformidade com a qual o direito de um dado local é estabelecido e interpretado (um bom exemplo disso é o direito natural tomista, também muito chamado de "aristotélico-tomista", embora tenha pouco do pensamento original de Aristóteles). De maneira que essa fonte de autoridade divina não deve ser criticada com argumentos não-religiosos, ela é a antítese do secularismo. Um país em que a situação acima descrita está estabelecida é chamado de teocracia.

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