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Crítica

Crítica é uma opinião ou juízo de valor. Quando acrescido do sufixo "ismo", tem um significado mais amplo. Na filosofia, é um ramo do racionalismo, e faz referência a um conceito formulado por Immanuel Kant. Atualmente, o termo se aplica principalmente a ramos como artes plásticas, cinema, jornalismo, etc..

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Metodologia

Imagem: Jdavidcano2 · BY-SA · Openverse

A crítica de arte inclui um aspecto descritivo, onde a obra de arte é traduzida em palavras. A avaliação da obra de arte que se segue à descrição (ou é intercalada com ela) depende tanto do trabalho do artista quanto da experiência do crítico. Uma atividade com tal alta dose de subjetividade possibilita que existam diversas maneiras de exercê-la. Como extremos em um possível espectro, enquanto alguns simplesmente registram suas impressões imediatas sobre a obra, outros preferem uma abordagem mais sistemática, baseada em conhecimento técnico, teoria estética e conhecimento do contexto sociocultural no qual o artista está inserido, para descobrir suas intenções.

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História

Imagem: Nicolás Eduardo Feredjian · BY-ND · Openverse

Os críticos de arte, provavelmente, surgiram junto com a arte, como evidenciado nas obras de Platão, Vitrúvio ou Agostinho de Hipona, que contêm formas iniciais de crítica de arte. Ricos mecenas empregaram, pelo menos desde o início da renascença, avaliadores intermediários de arte para ajudá-los na aquisição de obras.

Origens

A crítica de arte, como um gênero literário, adquiriu sua forma moderna no século XVIII. O primeiro uso da expressão "crítica de arte" foi obra do pintor inglês Jonathan Richardson, na sua publicação de 1719 "Um ensaio sobre toda a arte da crítica". Na sua obra, ele tentou criar um sistema objetivo para ranquear as obras de arte. Sete categorias, incluindo desenho, composição, invenção e coloração, receberam notas de zero a dezoito, que se combinavam para formar uma nota final. A expressão que ele introduziu rapidamente se popularizou, especialmente conforme a classe média inglesa começava a ser mais consciente em suas aquisições de obras de arte, como símbolos de ostentação do seu status social.

Século XIX

Do século XIX em diante, a crítica de arte se tornou uma profissão mais comum, desenvolvendo, às vezes, métodos formais baseados em teorias estéticas particulares. Na França, na década de 1820, surgiu uma divisão entre os proponentes das tradicionais formas neoclássicas de arte e a nova moda romântica. Os neoclássicos, liderados por Étienne-Jean Delécluze, defendiam o ideal clássico e preferiam formas finamente acabadas na pintura. Os românticos, como Stendhal, criticavam os velhos estilos por estes seguirem excessivamente fórmulas e serem isentos de qualquer emoção. Ao contrário, defendiam as novas nuanças emocionais, idealísticas e expressivas da arte romântica. Um debate similar, porém menos ruidoso, também ocorreu na Inglaterra.

Virada para o século XX

Por volta do final do século XIX, um movimento em direção à abstração, em oposição a algum conteúdo específico, começou a ganhar terreno na Inglaterra, sob a liderança do dramaturgo Oscar Wilde. No início do século XX, essas atitudes começaram a se unir numa filosofia coerente, através dos trabalhos dos membros do Grupo de Bloomsbury Roger Fry e Clive Bell. Sendo um historiador de arte na década de 1890, Fry ficou intrigado com a nova arte modernista e sua fuga da representação tradicional. A exibição de 1910 do que ele chamou de "arte pós-impressionista" atraiu muitas críticas por sua iconoclastia. Ele defendeu a si próprio vigorosamente em uma palestra, argumentando que a arte estava tentando descobrir a linguagem da pura emoção, mais do que a severa e, na sua opinião, desonesta captura científica do cenário. O argumento de Fry provou ser muito influente na época, especialmente entre a elite progressista. Virginia Woolf observouː "por volta de dezembro de 1910 [quando Fry deu sua palestra], o caráter humano mudou".

A partir de 1945

Como no caso de Baudelaire no século XIX, o fenômeno do poeta-crítico ressurgiu no século XX, quando o poeta francês Guillaume Apollinaire se tornou o campeão do cubismo. Posteriormente, o escritor francês e herói da resistência André Malraux escreveu extensamente sobre arte, indo bem além dos limites de sua nativa Europa. Sua convicção de que a vanguarda da América Latina estava no muralismo mexicano (José Orozco, Diego Rivera e David Alfaro Siqueiros) mudou depois de sua viagem a Buenos Aires em 1958. Depois de visitar os estúdios de vários artistas argentinos na companhia do jovem diretor do Museu de Arte Moderna de Buenos Aires Rafael Squirru, Malraux declarou que a nova vanguarda estava nos novos movimentos artísticos da Argentina. Squirru, um poeta-crítico que se tornou diretor cultural da Organização dos Estados Americanos em Washington, D.C. durante a década de 1960, foi o último a entrevistar Edward Hopper antes de sua morte, contribuindo para um reavivamento do interesse pela obra do artista estadunidense.

Crítica feminista de arte

A crítica feminista de arte surgiu na década de 1970 a partir do feminismo como uma análise crítica tanto da representação da mulher na arte quanto da arte produzida por mulheres. Continua a ser um importante campo da crítica de arte.

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Atualmente

Imagem: Rafael Robles L. · BY · Openverse

Atualmente, os críticos de arte atuam na mídia impressa, tevê, rádio, internet e museus. Os críticos de arte têm sua própria organização, a Associação Internacional de Críticos de Arte, que é afiliada à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. A associação possui 76 seções nacionais e uma seção não alinhada politicamente para refugiados e exilados.

Blogues de arte

Desde o início do século XXI, surgiram sites e blogues de crítica de arte. Muitos desses escritores usam as mídias sociais, como Facebook, Twitter, Tumblr e Google+.

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Crítica literária

Imagem: Nicolás Eduardo Feredjian · BY-ND · Openverse

A crítica literária é o estudo, avaliação e interpretação da literatura. A moderna crítica literária é, frequentemente, influenciada pela teoria da literatura, que é a discussão filosófica dos objetivos e métodos da literatura. Embora as duas atividades estejam estreitamente relacionadas, os críticos literários não são necessariamente teóricos da literatura. Existe uma controvérsia sobre a crítica e a teoria da literatura serem ou não campos separados. Por exemplo, o Guia Johns Hopkins de Teoria e Crítica Literária não apresenta distinção entre teoria e crítica da literatura, e quase sempre usa os dois termos juntos, se referindo ao mesmo conceito. Alguns críticos consideram que a crítica literária é uma aplicação prática da teoria da literatura, porque ela trata de obras literárias particulares, enquanto a teoria pode ser mais geral ou abstrata. A crítica literária é, frequentemente, publicada em forma de livro ou ensaio. Críticos literários acadêmicos ensinam em departamentos de literatura e publicam em jornais acadêmicos, e críticos mais populares publicam suas críticas em jornais de ampla circulação.

História

Acredita-se que a crítica literária surgiu junto com a literatura. No século IV a.C., Aristóteles escreveu Poética, uma tipologia e descrição de formas literárias com muitas críticas de obras de arte contemporâneas. Poética desenvolveu, pela primeira vez, os conceitos de mimesis e catarse, que ainda são cruciais em estudos literários. Os ataques platônicos à poesia como imitativa, secundária e falsa também continuam a ser importantes. O Natya Shastra inclui a crítica literária na literatura da Índia antiga. A crítica da Antiguidade tardia e da Idade Média focava frequentemente em textos religiosos, e a longa tradição religiosa da hermenêutica e exegese textual teve profunda influência no estudo de textos seculares. Este foi particularmente o caso das tradições literárias de três religiões abraâmicas: literatura judaica, literatura cristã e literatura islâmica.

Valor da crítica acadêmica

O valor da análise literária já foi questionado por muitos artistas de renome. Vladimir Nabokov, uma vez, escreveu que bons leitores não leem livros, principalmente as obras-primas, "com o propósito acadêmico de ceder a generalizações". Terry Eagleton acredita que os críticos literários não são atualmente muito conhecidos, para seu desapontamento. Numa conferência em 1986 em Copenhaga de especialistas em James Joyce, Stephen James Joyce (o neto do escritor) disse: Se meu avô estivesse aqui, ele morreria de tanto rir. Dublinenses e Retrato do Artista quando Jovem podem ser escolhidos, lidos e apreciados por virtualmente qualquer pessoa sem guias literários, teorias e explicações complexas, assim como pode Ulisses, se você esquecer toda a gritaria.

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Crítica de teatro

Imagem: Nicolás Eduardo Feredjian · BY-ND · Openverse

A crítica de teatro é um gênero de crítica de arte: é a ação de escrever ou falar sobre artes cénicas, como uma peça teatral ou uma ópera. A crítica de teatro é uma distinta da crítica de drama: a primeira é uma crítica da performance teatral, e a segunda é uma divisão da crítica literária. Dramas e peças, enquanto permanecem na forma escrita, são parte da literatura. Eles se tornam parte das artes cênicas assim que as palavras escritas do drama são transformadas em performance de palco.

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