Ricardo Couto
Ricardo Couto de Castro é um magistrado e professor universitário brasileiro. É presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), encontrando-se licenciado, e desde 23 de março de 2026 atua como governador interino do estado do Rio de Janeiro, pela ordem sucessória, após a renúncia de Cláudio Castro.
Imagem: Ricardo Stuckert/PR · BY-SA · Openverse
Nascido no Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro graduou-se em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 1987 e possui pós-graduação pela Universidade de Coimbra (UC). É professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e, há décadas, atua na Escola de Magistratura do Estado do Rio de Janeiro (EMERJ), onde é professor palestrante desde 1992 e coordenador acadêmico de Direito Administrativo desde 2019, tendo também sido conselheiro em cinco gestões. Ao longo dos anos, integrou bancas examinadoras de concursos para ingresso na magistratura, especialmente nas áreas de Direito Administrativo, Direito Constitucional e Direito Ambiental. Entre 1989 e 1992, foi defensor público, tendo sido aprovado em primeiro lugar no concurso para a Defensoria Pública. Em 1.º de setembro de 1992, ingressou na magistratura do Estado do Rio de Janeiro. Em fevereiro de 1993, foi promovido por merecimento para atuar na Vara de Infância e Juventude de São Gonçalo.
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Em 25 de novembro de 2024, Ricardo Couto de Castro foi eleito presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ) para o biênio 2025–2026. Na eleição realizada pelo Tribunal Pleno, obteve 116 votos, derrotando o desembargador Luiz Zveiter, que recebeu 65 votos, com três votos nulos ou brancos. Castro foi empossado no cargo em 7 de fevereiro de 2025, sucedendo o desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo. Após a posse, declarou que a população pode "esperar um judiciário eficiente, rápido e democrático" e afirmou que a inteligência artificial não é capaz de substituir o julgador, mas deve auxiliá-lo, ressaltando também o investimento em programas de tecnologia adequados. À frente do TJRJ, sua gestão tem sido marcada pela inovação tecnológica com destaque para a expansão do sistema de inteligência artificial ASSIS, além do fortalecimento da mediação como forma de pacificação social e do combate à litigância predatória.
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Em 23 de março de 2026, com a renúncia de Cláudio Castro, a vacância do cargo de vice-governador e o afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, Ricardo Couto de Castro assumiu de forma interina o governo do estado na condição de presidente do TJRJ. Em 13 de abril de 2026, o governador em exercício determinou que todas as secretarias e autarquias informem, no prazo de 15 dias, quais contratos estão em vigor, seus prazos de validade, os serviços prestados e os respectivos valores. O exercício do cargo ocorre até a realização de uma eleição indireta pela Alerj para escolha de um novo governador e vice-governador do Rio de Janeiro, prevista para ocorrer em 22 de abril de 2026, trinta dias após a vacância do cargo, conforme a Constituição do Estado do Rio de Janeiro. Ricardo Couto de Castro permanecerá no Palácio Guanabara até a escolha do novo chefe do Poder Executivo estadual.
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Referências
AC: Mailza Assis (PP) AP: Clécio Luís (UNIÃO) AM: Roberto Cidade (UNIÃO) AL: Paulo Dantas (MDB) BA: Jerônimo Rodrigues (PT) CE: Elmano de Freitas (PT) DF: Celina Leão (PP) ES: Ricardo Ferraço (MDB) GO: Daniel Vilela (MDB) MA: Carlos Brandão (MDB) MT: Otaviano Pivetta (REPUBLICANOS) MS: Eduardo Riedel (PP) MG: Mateus Simões (PSD) PA: Hana Ghassan (MDB) PB: Lucas Ribeiro (PP) PR: Ratinho Júnior (PSD) PE: Raquel Lyra PSD) PI: Rafael Fonteles (PT) RJ: Ricardo Couto (sem partido) RN: Fátima Bezerra (PT) RS: Eduardo Leite (PSD) RO: Marcos Rocha (PSD) RR: Soldado Sampaio (REPUBLICANOS) SC: Jorginho Mello (PL) SP: Tarcísio de Freitas (REPUBLICANOS) SE: Fábio Mitidieri (PSD) TO: Wanderlei Barbosa (REPUBLICANOS)


