Sangue
O sangue é um fluido corporal que percorre o sistema circulatório em animais vertebrados; formado por uma porção celular de natureza diversificada - pelos "elementos figurados" do sangue - que circula em suspensão em meio fluido, o plasma.
O sangue tem como função a manutenção da vida do organismo, exercendo a função de transportar nutrientes, excretas (metabólitos), oxigênio, gás carbônico, hormônios, anticorpos, e demais substâncias ou corpúsculos cujos transportes se façam essenciais entre os mais diversos tecidos e órgãos do organismo. O sangue é formado por diversos tipos de células, que constituem a parte "sólida" do sangue, cada tipo com anatomia e funções próprias; essas, imersas em uma parte líquida chamada plasma. As células sanguíneas são classificadas em três grupos básicos: os leucócitos ou glóbulos brancos, que são células de defesa integrantes do sistema imunitário; as hemácias , glóbulos vermelhos ou eritrócitos, responsáveis pelo transporte de oxigênio; e plaquetas, responsáveis pela coagulação sanguínea. Podemos encontrar os mesmos componentes básicos do sangue nos anfíbios, nos répteis, nas aves e nos mamíferos (incluindo o ser humano).
O sangue humano é composto basicamente por: Na tabela abaixo é possível ver a composição esperada para o sangue em seres humanos saudáveis: (*) O número de leucócitos (linhas destacadas) é de 4 a 10 mil por mm3 e os valores indicados correspondem à percentagem média de cada tipo. Dos leucócitos, 30% correspondem aos linfócitos e 70% aos diversos mieloides. No caso do corpo humano, as hemácias, células responsáveis por darem a cor vermelha característica do sangue, tem um ciclo de vida de 120 dias. Após esse período, elas são substituídas por novas células, em um ciclo contínuo. A quantidade total de sangue em nosso corpo varia de acordo com o peso e a altura, mas em média representa cerca de 7% da massa corporal total.
Hemácias ou Glóbulos Vermelhos
São estocadas no baço, que por sua vez tem duas funções: liberar hemácias sadias (por ex., ao se fazer esforço físico) e destruir hemácias velhas, reciclando a hemoglobina. Função das hemácias: realizar a respiração celular, ao transportar oxigênio e parte de gás carbônico pela hemoglobina. Além de terem um importante papel na regulação do pH sanguíneo, agindo como tampão. Em casos de redução do pH ela libera o íon de O e absorve um íon de H, alcalinizando a solução. Caso o pH esteja elevado, a hemácia captura um íon de O e libera um íon de H, acidificando o meio. Este mecanismo ocorre de forma fisiológica no organismo, onde, no músculo, normalmente há um pH levemente ácido, o oxigênio é mobilizado e um íon de H é capturado. O inverso ocorre no pulmão, onde o meio encontra-se levemente básico, então a hemoglobina libera o íon de H e captura um íon de O.
Leucócitos ou glóbulos brancos
Os leucócitos tem a função de defender o corpo contra os micro-organismos causadores de doenças e qualquer partícula estranha que penetre no organismo, como vírus, bactérias, parasitas ou proteínas diferentes das do corpo. Os glóbulos brancos do sangue se dividem em dois grupos, os neutrófilos, eosinófilos e basófilos possuem grânulos no citoplasma, sendo assim são classificados como granulócitos, enquanto os linfócitos e monócitos não apresentam esses grânulos e são denominados agranulócitos.
Trombócitos ou Plaquetas
Originadas a partir dos megacariócitos, localizados na medula óssea. Função: realizar a coagulação sanguínea.
Plasma
Função: transporte de hemácias, leucócitos, plaquetas e outras substâncias dissolvidas, como proteínas (albumina, responsável pela manutenção da pressão osmótico sanguínea; anticorpos; fibrinogênio); nutrientes (glicose, aminoácidos, ácidos graxos); excretas (ureia, ácidos úricos, amônia); hormônios (testosterona, adrenalina); hemoglobinas (ou anticorpos); sais/iões (sódio, potássio); gases (na forma de ácido carbônico ou H2CO3). O plasma transporta essas substâncias por todo organismo, permitindo às células a receber nutrientes e excretar e/ou segregar substâncias geradas no metabolismo. Composição: cerca de 90% de água; 10% outras substâncias
pH
O pH do sangue normal fica no intervalo de 7,35 a 7,45. Dessa forma, é uma substância levemente básica.
A doação de sangue é o processo pelo qual um doador voluntário tem seu sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue ou hemocentro para um uso subsequente em uma transfusão de sangue. Trata-se de um processo de fundamental importância para o funcionamento de um hospital ou centro de saúde. A transfusão sanguínea é realizada para repor a perda do fluido corpóreo devido a alguma doença ou trauma grave que venha a trazer perda substancial que não possa ser reposta pela própria pessoa. Estimativas apontam que somente no Brasil, sejam consumidas diariamente mais de 5 mil bolsas de sangue que são, em sua maioria, aplicadas em centros hospitalares a pacientes enfermidade e/ou acidentados. Todos os procedimentos médicos que demandam transfusão de sangue precisam dispor de um fornecimento regular e seguro deste elemento. Daí a importância de se manter sempre abastecidos os bancos de sangue por meio das doações, que não engrossam nem afinam o sangue do doador. É fácil e seguro, e não se pode mentir nem omitir informações, pois quem recebe o sangue pode ser contaminado.
Diagnóstico
O exame de sangue e de pressão sanguínea estão entre os mais comumente métodos de diagnóstico investigativo que envolve o sangue.
Patologia
Problemas com a circulação sanguínea desempenham um papel importante em diversas doenças, por exemplo: Leucemia: o aumento do número de glóbulos brancos no sangue de uma pessoa costuma indicar que ela tem uma infecção. Mas pode indicar também Leucemia, uma forma de câncer que ataca os leucócitos. Na leucemia não há apenas aumento no número de glóbulos brancos, a medula óssea ou os tecidos linfáticos passam a produzir, em Grande número leucócitos anormais, incapazes de defender o corpo. Há vários tipos de Leucemia que podem ser causados por fatores genéticos, certos tipos de vírus, radiações ou substâncias químicas. O tratamento dessa doença pode incluir medicamentos (quimioterapia) ou radiações (radioterapia), que destroem as células cancerosas. Às vezes é necessário transplante de medula óssea de um doador, assim sendo substituído uma medula ruim com vírus, e uma Boa sem nenhum tipo de vírus. Assim várias formas de leucemia podem ser totalmente curadas.
Tratamento
A transfusão de sangue é o modo mais direto de uso terapêutico de sangue. Ele é obtido através da doação de sangue. Como existem diferentes tipos de sangue, e a transfusão de um tipo errado pode causar muitas complicações no receptor, são feitos exames de compatibilidade. Outros produtos do sangue administrados intravenosamente são as plaquetas, plasma sanguíneo e concentrados de fator de coagulação específicos. Muitas formas de medicação (dos antibióticos à quimioterapia) são administradas intravenosamente, já que elas não podem ser prontamente ou adequadamente absorvidas pelo trato digestivo. Como dito acima, algumas doenças ainda são tratadas com a remoção de sangue da circulação.
Ao chegar ao baço e também ao fígado, as hemácias "velhas" são eliminadas e o organismo cria novas hemácias, assim ficando livre do que já não serve mais. O baço seria como a lixeira do sangue, onde as hemácias já envelhecidas e sem uso são descartadas do organismo. As hemácias se desprendem facilmente das moléculas de oxigênio quando este chega aos pulmões. Só que, quando há a introdução de Monóxido de carbono no organismo, as hemácias se unem às moléculas desse gás tóxico que é inalado todos os dias por nós. Aquando ligadas às moléculas de monóxido de carbono, as hemácias se unem a elas permanentemente, e não conseguem mais se desprender (a ponte molecular é muito forte), ficando impossibilitadas de servirem ao transporte do oxigênio. O oxigênio então fica solto no sangue e não consegue atingir as células que necessitam de sua energia para continuarem vivas. O monóxido de carbono, estando em excesso como está atualmente na atmosfera, é inalado, sendo um grande "capturador" de hemácias, faz com que o transporte de oxigênio fica prejudicado, no nível celular, em todo o corpo do indivíduo.
Imagem: derbyblue · BY-NC-SA · Openverse
Ainda concomitante à escassez de oxigênio no corpo pelo fracasso no transporte para as células, e a sobrecarga no baço e no fígado pelas hemácias+CO eliminadas pelo órgão, o corpo sofre. Os rins têm que trabalhar excessivamente para garantir maior pureza no sangue e em todo o sistema; os pulmões se tornam sobrecarregados pelo trabalho excessivo do coração que tem que bater mais e mais rápido, para garantir um fluxo melhor de oxigênio e também para dominar a anemia. O coração se torna maior com o excesso de trabalho, trazendo líquidos aos pulmões, que se tornam carregados, provocando má respiração, bronquites e prejudicando ainda mais a ventilação do organismo, com outros distúrbios também como gástricos e intestinais. E, ao final, o cérebro, com pouca carga de oxigênio, fica falho e ocorrem problemas mais sérios, como falta de memória, distúrbios de sono, nervosismo, ansiedade - a chamada síndrome do pânico; e, ao final, o organismo pode se ver inteiramente colapsado.


