Corredentora
Corredentora, é um título mariano usado por alguns cristãos para a Bem-Aventurada Virgem Maria, inclusive por diversos santos católicos e pontífices, destacando sua cooperação única com Jesus Cristo na Redenção da humanidade.
Por volta do ano 180 d.C., o Pai da Igreja Ireneu de Lyon, em sua obra Contra Heresias, escreveu que “Maria tornou-se a causa da salvação, tanto para si mesma como para toda a raça humana”, devido ao seu fiat. O ensinamento difundiu-se desde o século XV, mas nunca foi declarado um dogma. São Bernardo na sua obra As Grandezas de Maria, São Luís Maria Grignion de Montfort na sua obra Tratado da verdadeira devoção à Santíssima Virgem e Santo Afonso Maria de Ligório na sua obra Glórias de Maria, referem-se inúmeras vezes, e de modo detalhado, ao modo como é que Nossa Senhora exerceu e exerce o seu papel de Corredentora da Humanidade. São Bernardo atribui a Maria um papel aos pés da Cruz que dá lugar ao título de Corredentora e que aparece, ao que se sabe pela primeira vez, num hino anônimo do século XV conservado na Abadia de São Pedro, em Salzburgo que diz: «Pia doce e benigna / que de nenhuma dor és digna / se daqui o pranto extirpas / sofrendo com o Redentor / para o escravo transgressor / te tornas Corredentora»
Imagem: Comunicacion María Corredentora · BY · Openverse
Os Papas começaram a mencionar o conceito da Virgem Maria como Corredentora em documentos oficiais da Igreja na parte mais tenra do século XX, e continuam a fazê-lo neste século. Dentre os papas que defenderam este conceito estão o Papa Leão XIII, o Papa Pio X, o Papa Bento XV, o Papa Pio XII, e o Papa João Paulo II.
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As Sagradas Escrituras são comumente citadas em favor deste ensinamento:
Concílio Vaticano II
A definição dogmática de Nossa Senhora como Corredentora foi proposto no Concílio Vaticano II por bispos italianos, espanhóis e polacos, mas o seu pedido não foi aceito.
Apoio popular e eclesiástico
No início da década de 1990 o Professor Mark Miravalle, da Universidade Franciscana de Steubenville e autor do livro "Maria: Corredentora, Medianeira e Advogada" lançou uma petição popular, dirigida ao Papa João Paulo II pedindo a este que utilizasse a infalibilidade papal para declarar Maria como corredentora. Mais de seis milhões de assinaturas foram recolhidas de 148 países, incluindo as de Madre Teresa de Calcutá, e 41 outros cardeais e 550 bispos. Porém, o pedido foi-lhes negado. Em 8 de fevereiro de 2008, cinco Cardeais da Igreja Católica emitiram uma petição solicitando ao Papa Bento XVI que declarasse dogmaticamente a Virgem Maria como Corredentora, Medianeira e Advogada. Os cardeais também incluíram um votum (ou seja, petição), que permitiria a outros cardeais e bispos também solicitarem o mesmo para o pontífice. Atualmente, mais de 500 bispos assinaram o votums enviado para o Vaticano em apoio de um quinto dogma mariano.


