Coqueiro
O coqueiro, é um membro da família Arecaceae. É a única espécie classificada no gênero Cocos.
O coqueiro tem origem na Ásia. A planta foi introduzida no Brasil pelos portugueses, através de espécies introduzidas de Cabo Verde, disseminando-se por muitas regiões, principalmente pelo litoral nordestino. Os cocos espalharam-se através dos trópicos, em particular ao longo da linha costeira tropical. Como o seu fruto é pouco denso, flutua, ajudando a planta a espalhar-se por largas áreas geográficas por ação das correntes marinhas, que podem levar os cocos a percorrer distâncias consideráveis. A palmeira do coco prospera em solos arenosos e salinos, nas áreas com luz solar abundante e pancadas de chuva regulares (75–100cm anualmente). Já foram encontrados cocos transportados pelo mar tão ao norte como na Noruega, em estado viável, que germinaram quando se encontraram as circunstâncias apropriadas para tal. Entretanto, nas ilhas do Havaí, o coco é considerado como uma introdução, trazida inicialmente às ilhas há muito tempo por viajantes polinésios, vindos sua terra natal, no Sul do Pacífico.
Botanicamente falando, um coco é um fruto seco simples classificado como drupa fibrosa (não uma noz). A casca (mesocarpo) é fibrosa e envolve um caroço (o endocarpo lenhoso). Este endocarpo duro tem três poros de germinação, visíveis ao remover a casca. É através de um destes que o embrião e a radícula rompem o tegumento do endocarpo.
Origem do nome
O termo coco foi atribuído pelos portugueses no território asiático de Malabar, durante a viagem de Vasco da Gama à Índia (1497-1498), a partir da associação da aparência do fruto, visto da extremidade, em que o endocarpo e os poros de germinação assemelham-se à face de uma coca (masculino, coco), monstro imaginário com que se assustam as crianças (o mesmo que papão; ogro), conforme conta o historiador João de Barros no seu livro Décadas da Ásia (1563) .mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}
Em 2017, a Região Nordeste foi a maior produtora de coco do país, com 74,0% da produção nacional. A Bahia produziu 351 milhões de frutos, o Sergipe, 234 milhões, e o Ceará 187 milhões. Porém, o setor vem sofrendo forte concorrência e perdendo mercado para Indonésia, Filipinas e Índia, os maiores produtores mundiais, que chegam a exportar água de coco para o Brasil. Além dos problemas climáticos, a baixa produtividade dos coqueiros na Região Nordeste é o resultado de fatores relacionados à variedade de coco explorada e ao nível tecnológico empregado nas regiões litorâneas. Nessas áreas, ainda predomina o sistema de cultivo semiextrativista, com baixa fertilidade e sem adoção de práticas de manejo cultural. Os três estados que possuem as maiores produções, Bahia, Sergipe e Ceará, apresentam rendimento três vezes menor que o de Pernambuco, que está em 5º na produção nacional. Isso porque grande parte dos coqueirais desses três estados estão localizados em zonas litorâneas e cultivados em sistemas semiextrativistas, embora indústrias como a Dikoko e a Ducoco representem exceções a esta regra, adotando produção de caráter intensivista. Em 2019, o Pará era o 3° maior produtor do país, com 191,8 milhões de frutos, perdendo apenas para a Bahia e o Ceará.
Todas as partes do coco, salvo talvez as raízes, são úteis e as árvores têm comparativamente um alto rendimento (até 75 cocos por ano); ele então possui significativo valor econômico. De fato em Sânscrito o nome para o coqueiro é kalpa vriksha, o qual se traduz como "a árvore que fornece todas as necessidades da vida". Os usos das várias peças da palma incluem:
A lenda popular da Indonésia, denominada de «Hainuwele» (A garota do coco) conta a história da introdução do coqueiro em Seram.


