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Copa do Mundo FIFA

Copa do Mundo da FIFA (português brasileiro) ou Campeonato Mundial de Futebol da FIFA (português europeu), popularmente conhecida como Copa ou Mundial, é uma competição internacional de futebol entre seleções masculinas organizada pela Federação Internacional de Futebol (FIFA). Ocorre a cada quatro anos, com exceção de 1942 e 1946, quando não aconteceu devido à Segunda Guerra Mundial. Instituída em 1928, sob a liderança do então presidente da FIFA, Jules Rimet, está aberta a todas as federações reconhecidas pela FIFA. A primeira edição ocorreu em 1930 no Uruguai, escolhido como país-sede e cuja seleção saiu vencedora. Com exceção da Copa do Mundo de 1934 e 1938, o torneio sempre foi realizado em duas fases. Organizada pelas confederações continentais, as Eliminatórias da Copa do Mundo permitem que as melhores seleções de cada continente participem da competição, que ocorre em um ou mais países-sede. O formato atual da Copa do Mundo é com quarenta e oito equipes nacionais, implementado a partir da edição de 2026, por um período de um mês.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 04/07/2026
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Histórico

Antecedentes

A primeira partida internacional de futebol foi um amistoso disputado em Glasgow (Escócia) no ano de 1872, entre Escócia e Inglaterra, e a partida terminou empatada em 0 a 0. O primeiro torneio internacional, o British Home Championship, ocorreu em 1884. Com o aumento da popularidade do futebol em diversos países do mundo no início do século XX, o futebol foi incluído no plano esportivo dos Jogos Olímpicos de Verão de 1900, em Paris, e 1904, em Saint Louis, como esporte de demonstração, e por isso não foram concedidas medalhas.[carece de fontes?] Depois que a Federação Internacional de Futebol (FIFA) foi fundada em 1904, houve uma tentativa de organizar um torneio internacional na Suíça em 1906, porém a própria FIFA descreveu esta tentativa como um "fracasso". O futebol veio a ser reconhecido oficialmente pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) nos Jogos Olímpicos de Verão de 1908 em Londres, apesar de já ter sido disputado nos Jogos Olímpicos Intercalados de 1906 em Atenas, edição não é reconhecida pelo COI. Planejado pela The Football Association (FA), a entidade que rege o futebol na Inglaterra, o evento era apenas para jogadores amadores. A Grã-Bretanha (representada pela seleção nacional de futebol amador da Inglaterra) conquistou as medalhas de ouro nesta edição e na seguinte, em 1912 na cidade de Estocolmo.

Antes da Segunda Guerra

Devido ao sucesso dos torneios olímpicos de futebol, a FIFA, liderada pelo seu presidente Jules Rimet, novamente começou a organizar seu próprio torneio internacional fora das Olimpíadas. Em 28 de maio de 1928, o Congresso da FIFA em Amsterdã decidiu realizar um campeonato mundial. Por ser o então bicampeão olímpico de futebol e comemorando o centenário de sua independência em 1930, a FIFA nomeou o Uruguai como país-sede da primeira Copa do Mundo. Diversas associações nacionais foram convidadas a participar, porém a escolha do Uruguai como sede da competição significou uma longa e custosa viagem pelo Oceano Atlântico para as equipes europeias. De fato, nenhum país europeu se comprometeu a enviar uma equipe até dois meses antes do início da competição. Rimet convenceu as seleções da Bélgica, França, Romênia e Iugoslávia a fazer a viagem. No total, 13 nações participaram, sendo sete da América do Sul, quatro da Europa e duas da América do Norte.

Após a Segunda Guerra

A Copa do Mundo FIFA de 1950, realizada no Brasil, foi a primeira com participação da Inglaterra, sendo que esta seleção se retirou da FIFA em 1920 pela recusa de jogar contra os países que estiveram em guerra e em protesto contra a influência estrangeira no futebol, retornando em 1946 após convite da FIFA. O Uruguai também retornou após não participar das duas edições anteriores, sagrando-se campeão novamente do torneio após vencer o Brasil por 2–1 na final, em partida que ficou conhecida como "Maracanaço". Nas edições entre 1934 e 1978, dezesseis equipes competiram em cada torneio, exceto em 1938, quando a Áustria foi dominada pela Alemanha após a qualificação, deixando o torneio com quinze equipes; e em 1950, quando a Índia, Escócia e Turquia desistiram de participar, fazendo com que o torneio fosse disputado com treze equipes. A maioria das seleções participantes era da Europa e da América do Sul, com um pequeno número de representantes da América do Norte, África, Ásia e Oceania, que não obtiveram resultados expressivos nas edições. Até 1982, as únicas equipes de fora da Europa e da América do Sul que avançaram para a fase final foram os Estados Unidos (semifinalista em 1930), Cuba (quartas de final em 1938) Coreia do Norte (quartas de final em 1966) e o México (quartas de final em 1970).

Expansão para 32 equipes

O torneio foi expandido para 24 equipes em 1982 e para 32 equipes em 1998, permitindo que mais seleções da África, Ásia e América do Norte participassem. Desde então, as seleções destas regiões tiveram mais sucesso, com várias avançando nas fases finais da competição, sendo o México nas quartas de final em 1986, Camarões nas quartas de final em 1990, Coreia do Sul conquistando o quarto lugar em 2002; Senegal e Estados Unidos nas quartas de final em 2002, Gana nas quartas de final em 2010,Costa Rica nas quartas de final em 2014 e Marrocos terminando com o 4° lugar em 2022 Contudo, as equipes europeias e sul-americanas possuem um nível técnico bastante superior, sendo, por exemplo, os únicos a disputar as quartas de final nas edições de 1994, 1998, 2006 e 2018, assim como equipes destes continentes foram as únicas a disputar as finais do torneio.

Expansão para 48 equipes

Em outubro de 2013, o presidente da FIFA Joseph Blatter informou que estava sendo estudada a ideia de garantir vagas separadas para a União Caribenha de Futebol no torneio. Na edição de 25 de outubro de 2013 do periódico FIFA Weekly, Blatter escreveu que: "De uma perspectiva puramente esportiva, eu gostaria de ver a globalização finalmente levada a sério, e as associações africanas e asiáticas conquistarem o status que merecem na Copa do Mundo. Não é certo que as confederações europeias e sul-americanas tenham a maioria das vagas na Copa do Mundo". Essas duas observações sugeriram aos comentaristas que Blatter poderia estar se candidatando à reeleição para a Presidência da FIFA.

Outros torneios da FIFA

Um torneio equivalente para o futebol feminino, a Copa do Mundo de Futebol Feminino, foi realizada pela primeira vez em 1991 na China. O torneio feminino é menor em escala e perfil do que o masculino, porém o número de participantes nas eliminatórias para o torneio de 2019 foi de 144, mais que o dobro em comparação com o torneio de 1991. O futebol masculino foi incluído em todos os Jogos Olímpicos de Verão, exceto nas edições de 1896 e 1932. Ao contrário de outros esportes, o torneio masculino de futebol nas Olimpíadas não é disputado com seleções totalmente profissionais, mas sim com seleções sub-23. Porém, desde 1992, cada seleção poderia competir com até três jogadores profissionais. O futebol feminino foi inserido nos Jogos Olímpicos de Verão de 1996.

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Estatísticas e recordes

Maiores goleadas

Estas são as onze maiores goleadas da história da Copa do Mundo:

Países

Dois continentes historicamente dominam a Copa do Mundo: América do Sul e Europa. Eles venceram todas as edições desde sua criação em 1930. Os oito vencedores diferentes que entraram no ranking da Copa do Mundo são sul-americanos ou europeus. Além disso, entre a conquista do Brasil em 1962 e a da Itália em 2006, as seleções europeias e da América do Sul alternaram o posto de campeão a cada quatro anos, ou seja, nesse período nunca tivemos um continente ganhando duas vezes seguidas o torneio. A organização do evento começou a ocorrer em outros continentes, principalmente na América do Norte (1970, 1986 e 1994), em seguida na Ásia (2002) e finalmente na África (2010). A Copa se globalizou e a competição agora é realmente um evento universal, já que foi sediada em todos os continentes do planeta, com exceção da Oceania.

Jogadores

O francês Lucien Laurent foi o primeiro jogador a marcar numa Copa do Mundo, no jogo de abertura contra o México, em 1930, no Uruguai, com uma assistência de Ernest Libérati. O milésimo gol da competição foi feito pelo neerlandês Robert Rensenbrink durante a derrota de sua seleção para a Escócia, em 1978, na Argentina. O jogador polonês naturalizado alemão Miroslav Klose detém o recorde de gols marcados na Copa do Mundo, com 16 gols, seguido do brasileiro Ronaldo Nazário com 15 gols e o alemão Gerd Müller, que possui quatorze. O francês Just Fontaine continua a ser o maior artilheiro em uma edição única, com treze gols em 1958. Ele não marcou em mais nenhuma edição, já que disputou apenas aquele Mundial e se aposentou precocemente em 1961, com 27 anos, após sofrer uma grave lesão. O brasileiro Pelé é o quinto melhor marcador da história da Copa do Mundo, com doze gols. O russo Oleg Salenko é o maior marcador em uma única partida, com cinco gols no jogo entre Rússia e Camarões, quando sua seleção venceu os camaroneses por 6 a 1 em 1994. Durante esse jogo, outros dois recordes foram quebrados pelo camaronês Roger Milla. Ele se tornou o jogador mais velho a fazer um gol em Copas, com 42 anos e 39 dias; e também, à época, o mais velho a participar do torneio. O seu recorde só seria batido por Faryd Mondragón, guarda redes (goleiro) da seleção da Colômbia, ao jogar na partida frente ao Japão em 24 de junho de 2014, na Copa do Mundo de 2014 no Brasil, aos 43 anos e 3 dias de idade. O mais jovem a jogar foi Norman Whiteside, da Irlanda do Norte, que tinha 17 anos e 41 dias durante o primeiro jogo de sua equipe contra a Iugoslávia, na Copa do Mundo de 1982.

Treinadores

O treinador mais bem sucedido da Copa do Mundo é Vittorio Pozzo, da Itália, com duas conquistas, sendo o único técnico a conseguir tal feito, em 1934 e em 1938. Por sua vez, o brasileiro Mário Zagallo detém o recorde de títulos da Copa em geral. Já vitorioso como jogador em 1958 e 1962, ganhou a competição como treinador em 1970 e depois como assistente técnico em 1994, totalizando quatro conquistas em três funções diferentes. Zagallo ainda treinou o Brasil em 1974 e 1998 (onde obteve um vice-campeonato) e foi assistente técnico em 2006. Foram cinco finais em sete participações em Copas do Mundo. O alemão Franz Beckenbauer foi o segundo a ganhar como jogador e treinador, vencendo como jogador em 1974 e como treinador em 1990. O francês Didier Deschamps se tornou o terceiro campeão como jogador e treinador, ao vencer em 1998 como atleta e treinar a equipe francesa no bicampeonato de 2018. Além disso Beckenbauer e Deschamps são os únicos campeões como capitão e treinador.

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Distinções individuais

Ao final de cada Copa do Mundo, vários troféus são atribuídos aos futebolistas e equipes que se destacaram em relação aos outros. Entre 1982 e 2002, era dado um prêmio ao jogador que fazia o gol mais rápido, o recompensando com um cronômetro de ouro.[carece de fontes?] Atualmente cinco troféus oficiais são dados aos premiados:

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Organização

Escolha dos países sede

A organização da primeira Copa do Mundo foi concedida ao Uruguai no Congresso da FIFA, em Barcelona, 18 de maio de 1929, para celebrar o centenário de sua independência, mas também porque a seleção havia sido campeã olímpica duas vezes, em 1924 e 1928. Para a segunda edição, em 1934, a Itália se destacou como o país de acolhimento por ter as condições financeiras necessárias. A Suécia desistiu antes da oferta italiana. A nomeação, em primeiro lugar planejada para maio de 1932 no Congresso de Estocolmo, foi finalizada em dezembro para as nações responderem a pedidos de adiamentos da competição. Áustria e outros países europeus estavam esperando para adiar o torneio em 1936 por causa do contexto econômico marcado pela Grande Depressão.

Formato da competição

Enquanto a primeira edição do torneio teve apenas treze seleções, o estabelecimento das eliminatórias foi necessário em 1934 para reter dezesseis equipes entre as trinta nações listadas. O número de países classificados para a Copa do Mundo permaneceu inalterado até 1982, onde passou de 16 para 24 e na edição de 1998, passando de 24 para 32 seleções, e em 2026 vai passar de 32 para 48 seleções. Na segunda edição da Copa, até mesmo a Itália, seleção anfitriã, teve que participar das eliminatórias da Copa do Mundo de 1934. No entanto, o Uruguai decidiu não defender seu título, abdicando de participar do torneio. De 1938 a 2002, o país campeão e o organizador da competição eram automaticamente qualificados. A partir da Copa de 2006, o atual campeão não entrou mais direto no torneio. Assim, o Brasil, campeão em 2002, teve que passar pelas eliminatórias para participar do Mundial de 2006.[carece de fontes?]

Cerimônias de abertura

Antes de 1970, as cerimônias eram simples com a apresentação dos representantes dos países qualificados para a Copa do Mundo. Desde 1970, elas são mais coloridas e animadas. A Copa de 1970 marcou um ponto de viragem da cerimônia de abertura, que passou a contar com um desfile de jovens jogadores vestidos com as cores das nações qualificadas. Quatro anos mais tarde, no Mundial de 1974, a Alemanha Ocidental organizou uma cerimônia de abertura simples, mas inédita. Os organizadores jogaram balões com flores que se abriram para dar espaço aos bailarinos locais em cada país. As cerimônias de abertura, em seguida, tornaram-se cada vez mais impressionantes. Em 1982, por exemplo, a cerimônia de abertura da Copa do Mundo foi presidida pela Família Real Espanhola. A Pomba da Paz, de Pablo Picasso, foi o símbolo da cerimônia que transmitiu uma mensagem de paz para o torneio. Mais de 20 000 balões foram soltados ante os 2.200 atletas que estavam vestidos de branco no gramado do Camp Nou, formando uma pomba. Após os discursos oficiais do Presidente da FIFA (João Havelange) e do Rei da Espanha (Juan Carlos da Espanha), a competição começou.

Estádios

A primeira edição da Copa do Mundo aconteceu em 1930, em três estádios de Montevidéu, capital do Uruguai. Com uma capacidade de mais de 80 mil pessoas, o Estádio Centenário, que era o maior dos três, não estava pronto para o início da competição. Os primeiros jogos, portanto, foram disputados nos estádios Pocitos e Gran Parque Central. O menor público da história dos Mundiais ocorreu na primeira edição do torneio, num encontro entre Romênia e Peru, no Estádio Pocitos, quando apenas 300 espectadores compareceram à partida. A primeira final da história da Copa foi disputada no Estádio Centenário, que recebeu dez jogos daquela edição. Quatro anos mais tarde, a competição aconteceu na Itália, em 1934. As oitavas de final da Copa do Mundo foram jogadas em oito estádios diferentes. A final teve lugar em Roma, no antigo Estádio do Partido Nacional Fascista. O estádio em Turim, que pôde acomodar o maior número de espectadores, 70 mil, tinha o nome de Estádio Mussolini, em homenagem a Benito Mussolini. No Mundial de 1938, na França, o Estádio Olímpico Yves-du-Manoir teve a sua capacidade aumentada para 60 mil lugares, a fim de atender as expectativas da FIFA, que esperava um público tão alto quanto o da copa de quatro anos antes. A organização francesa também reformou e ampliou os oito estádios restantes e 374 937 espectadores assistiram a competição. Para a edição de 1950 da Copa, realizada no Brasil, o Estádio do Maracanã foi construído especialmente para sediar o torneio e bateu o recorde de público. Oficialmente com 199 854 espectadores (sendo 173 850 pagantes), o jogo decisivo entre seleção brasileira e seleção uruguaia não só foi o que mais público teve em uma partida de Copa do Mundo, mas também o que mais teve pessoas num estádio para acompanhar um jogo de futebol em toda a história.

Bola

Na primeira decisão da Copa do Mundo, em 1930, cada seleção levou uma bola. No final, a única forma para resolver o impasse foi que os times concordassem em usar a bola argentina (Tiento) no primeiro tempo e a bola uruguaia (Modelo T) no segundo. A partir da edição de 1934, o mesmo modelo de bola passou a ser usada para todas as partidas. Em 1962, a Adidas foi escolhida para fornecer a bola e lançou a edição Mr. Crack. Após a Copa de 1966, onde a fabricante inglesa Slazenger lançou a bola Challenge 4-Star, a empresa alemã Adidas tornou-se a fornecedora exclusiva da bola da Copa do Mundo FIFA, lançando um novo modelo de bola com um nome para cada edição do Mundial. A Telstar e a Telstar Durlast foram as bolas das Copas de 1970 e 1974, respectivamente. Na edição de 1978 do Mundial, a Tango foi usada, sendo substituída em 1982 pela Tango España. A bola Azteca, da Copa de 1986, foi a primeira da competição completamente sintética. A bola da edição de 1990 foi nomeada Etrusco Unico. A Questra, de 1994, foi apreciada pelos jogadores de linha e criticada pelos goleiros. A Tricolore, da edição de 1998, apresentou as cores do país anfitrião, a França, com uma bola azul e branca. Ela foi feita no Marrocos e na Indonésia. A Fevernova, do Mundial de 2002, teve um design inteiramente baseado na cultura asiática, já que naquele ano Coreia do Sul e Japão sediaram a Copa. A bola Teamgeist, da Copa do Mundo de 2006, foi inovadora. Impermeável, ela permitiu manter o mesmo peso do início ao fim de uma partida do Mundial de 2006, independentemente das condições meteorológicas. Na edição de 2010, a Jabulani foi a bola do torneio. Jabulani significa «comemorar» na língua zulu. A bola de onze cores foi muito criticada, principalmente por poder mudar várias vezes sua trajetória durante um chute.

Arbitragem

Apitar uma partida de Copa do Mundo é difícil. As diferenças de culturas estão presentes também para os árbitros. Desde a primeira edição, em 1930, houve brigas generalizadas. Antigamente não existiam cartões, os árbitros só podiam excluir os jogadores. O juiz belga John Langenus (que apitou a primeira final da Copa do Mundo), no ríspido jogo entre Argentina e Chile, pela primeira fase do Mundial de 1930, após uma grande confusão, afirmou: "Na Europa, eu teria excluído os vinte e dois jogadores. Na América, aquilo era quase natural. Finalmente, após a intervenção da polícia montada, o jogo pôde terminar normalmente." A interpretação das regras difere de acordo com os árbitros e por causa de questões de equidade.

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Símbolos

Troféu

De 1930 a 1970, a Taça Jules Rimet foi concedida aos vencedores do torneio. Nomeado em 1946 em homenagem ao então Presidente da FIFA, o francês Jules Rimet, o troféu foi feito pelo escultor Abel Lafleur, compatriota de Rimet, antes da primeira edição da Copa do Mundo FIFA. A taça representa Nice, uma deusa grega que personificava a vitória, segurando um cálice octogonal acima dela. A estatueta de ouro fica sobre uma base de pedra. As condições especificadas foram de que quando uma equipe vencesse três vezes o Mundial, o troféu seria mantido em definitivo por ela. O Brasil de Pelé ganhou sua terceira Copa do Mundo em 1970, no México, e permaneceu em definitivo com a Taça Jules Rimet. A seleção brasileira derrotou o Uruguai nas semifinais e a Itália na final. Ambas as nações tinham dois títulos da Copa do Mundo e também buscavam ficar com a Jules Rimet em seus domínios para sempre.[carece de fontes?]

Estrelas na camisa

Todos os campeões da Copa do Mundo possuem uma estrela em sua camisa por cada troféu ganho. Sendo assim, o Brasil, que venceu cinco vezes o torneio, possui cinco estrelas em seu escudo. Itália, Alemanha, Argentina, Inglaterra, França e Espanha também possuem uma estrela por cada edição ganha. O Uruguai além das duas estrelas que representam as Copas do Mundo ganhas pela Seleção Uruguaia, aparecem também duas estrelas em referência aos títulos das Olimpíadas de 1924 e 1928, quando a seleção ficou conhecida como Celeste Olímpica.

Mascotes

A Copa do Mundo recebe uma mascote oficial desde o Mundial de 1966. A primeira mascote da história da Copa foi World Cup Willie, um leão futebolista vestido com uma camisa da bandeira do Reino Unido. Quatro anos mais tarde, em 1970, Juanito, a mascote do Mundial no México, era um menino com um sombrero típico do país-sede, escrito com as palavras "MEXICO 70" e vestido com as cores da seleção mexicana. Em 1974, as mascotes alemãs ocidentais foram Tip e Tap, dois meninos segurando um o ombro do outro, com um deles usando uma camiseta escrita "WM" e outro usando uma escrita "74". Na Copa de 1978, na Argentina, Gauchito foi escolhido como a mascote, um menino gaúcho com um chapéu contendo "ARGENTINA '78", lenço e um chicote, que usava também a camisa da seleção argentina e chuteiras. Essa foi a última mascote humana.[carece de fontes?]

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Aspectos socioeconômicos

Custo da competição

O custo da Copa do Mundo varia de uma edição para outra. O preço é normalmente cada vez mais alto. Por exemplo, o custo total de organizar a Copa do Mundo de 1998, na França, foi estimada em cerca de 10 bilhões de francos (1,56 bilhões de euros), dos quais cerca de 7 bilhões foram de investimentos (1,1 bilhão de euros) em instalações desportivas e áreas de serviço, e 3 bilhões (460 milhões) de despesas de organização. O financiamento é fornecido através de finanças públicas (Estado, entidades subnacionais, empresas governamentais) e empresas privadas, patrocinadoras da operação. Esses custos irão também ser eficazes em várias outras áreas como a segurança ou o estabelecimento de uma rede de transporte adaptado. As conformidades com as normas estabelecidas pela FIFA sempre geram grandes despesas. Esse financiamento é também uma vitrine para as empresas que, graças ao evento midiático em todo o mundo, podem esperar um impacto econômico forte.[carece de fontes?]

Efeito no crescimento

A organização do Mundial não é sem consequências econômicas para o país anfitrião. Os muitos investimentos para renovar ou construir estádios e as infraestruturas são consideráveis. Tais investimentos que dizem respeito principalmente as cidades de acolhimento, se espalham por todo o país-sede. No total, mais de um bilhão de euros são investidos na modernização de estádios, melhorias de estradas e diversos meios de transporte. Outras infraestruturas tais como hotéis também estão envolvidas.[carece de fontes?] A vitória na Copa do Mundo é um fator positivo para o crescimento econômico. Após o sucesso da seleção francesa em 1998, o produto interno bruto (PIB) da França manteve-se em um bom nível de progressão. Ele subiu apenas 2,3% em 1997, contra 3,5% em 1998 e 3,0% em 1999. O impacto do evento é difícil de ser avaliado, por conta de muitos outros fatores relacionados ao crescimento do PIB.[carece de fontes?]

Efeitos sobre o desenvolvimento local

A organização de eventos é um fator de desenvolvimento local. Todas as cidades que hospedam as partidas da Copa do Mundo registraram um excedente de consumo no seu território: alguns pesquisadores falam de uma "economia presencial" ou de uma "economia residencial". Para a ocasião do evento, os países precisam desenvolver infraestrutura. Primeiro, o Mundial pode desenvolver as etapas do país organizador. Além disso, os países de acolhimento têm a oportunidade de desenvolver os meios de transporte. Na edição de 2010 da Copa, na África do Sul, vários meios de transporte foram implementados para mover os espectadores entre as cidades com ônibus e trens.

Fontes de renda

Uma vez que a fonte de renda quase única de ingressos agora é responsável por uma porção modesta de receitas geradas pela Copa do Mundo, a bilheteria é apoiada pela FIFA para a competição. O mercado paralelo, legal em alguns países, pode multiplicar por vinte os preços dos ingressos inicialmente previstos. Como segurança adicional para a edição de 2006 do Mundial, os ingressos foram equipados com chips eletrônicos para desativar imediatamente blocos de bilhetes perdidos ou roubados. O aumento da frequência nos estádios e da audiência da televisão permitiu à Copa do Mundo atrair patrocinadores para a FIFA para aumentar os lucros. Em 1982, as receitas relacionadas aos valores de patrocínio foram de 2 bilhões de dólares, aumentando de forma constante e hoje chega a mais de 16 bilhões. O título de patrocinador oficial é de 40 milhões de dólares, enquanto um patrocinador de seleção nacional vai gastar 10 milhões de dólares. O Mundial também é uma oportunidade para marcas patrocinarem futebolistas famosos, usando suas imagens para obter maior notoriedade e lucro.

Torcida

A Copa do Mundo é a competição mais importante de futebol e os torcedores ficam afetados durante o Mundial, que dura 1 mês. O público nos estádios aumentou bastante desde as primeiras edições do torneio. A partida com maior público da história dos Mundiais foi entre Brasil e Uruguai, na edição de 1950 do Mundial, no Estádio do Maracanã, onde oficialmente 199 854 (sendo 173 850 pagantes) espectadores acompanharam a vitória uruguaia por 2 a 1. O fator torcida é muito importante para o país-sede, que conta com seus adeptos para tentar a conquista da Copa do Mundo. Em seis edições as seleções anfitriãs venceram a competição: Uruguai em 1930, Itália em 1934, Inglaterra em 1966, Alemanha Ocidental em 1974, Argentina em 1978 e França em 1998.

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Aspectos políticos

Pacificação

Em 1954, a conquista da seleção alemã ocidental teve um efeito além de um sucesso desportivo. Nove anos após a Segunda Guerra Mundial, a maior parte do alemães – especialmente na Alemanha Ocidental, mas também na Oriental – se consideraram aceitáveis pela primeira vez em muitos anos. Vários historiadores têm até chamado 4 de julho de 1954 como "o verdadeiro momento de nascimento da Alemanha Ocidental, especialmente para a autoestima do povo alemão". Todas as partidas da Copa do Mundo de 1986, no México, tinham um emblema da FIFA e das Organização das Nações Unidas com o título "Football for Peace – Peace Year" (em português: "Futebol para a Paz – Ano da Paz"), pois as Nações Unidas declararam 1986 como o Ano Internacional da Paz.[carece de fontes?]

Propaganda

O Mundial de 1934, na Itália, foi uma grande propaganda fascista. Os jogadores da Alemanha fizeram a saudação fascista, assim como a equipe italiana. A seleção alemã exibiu duas bandeiras, uma com as cores nacionais e outra com uma suástica. A camisa, em seguida, tinha o escudo do Reich. A Itália venceu a competição em frente a Benito Mussolini, que assistiu a final contra a Tchecoslováquia. O Presidente da Federação Italiana de Futebol, o general Giorgio Vaccaro, afirmou que "o objetivo final da manifestação é mostrar ao universo o ideal fascista do desporto." Mais tarde, Mussolini usou a conquista italiana para promover suas ideias políticas.[carece de fontes?]

Violências e oposições

Local de encontro, a Copa do Mundo também reflete oposições internacionais. O Mundial já teve alguns confrontos violentos e tem desenvolvido algumas rivalidades entre os países, como Inglaterra e Argentina depois de 1966 ou Alemanha e França após 1982. A violência é mais comum no campo do que nas arquibancadas. A partida entre Romênia e Peru em 1930, a Batalha de Santiago entre Chile e Itália em 1962 e, mais recentemente, o duelo entre Portugal e Países Baixos em 2006, são demonstrações de jogos violentos. A dura entrada do goleiro alemão ocidental Schumacher no francês Battiston (que teve concussão cerebral e perdeu dois dentes), em 1982, a cotovelada de Leonardo, do Brasil, em Tab Ramos, dos Estados Unidos, e a cabeçada do francês Zidane no italiano Materazzi, em 2006, são exemplos de lances violentos. A violência também está presente fora dos gramados, em cidades que sediam os jogos da Copa do Mundo. Em 1998, a briga entre tunisianos e ingleses foi realizada nas ruas de Marselha. As eliminatórias do Mundial também não estão livres de violência, como no encontro entre Egito e Argélia em 2009, no Cairo, válido pelas eliminatórias da Copa de 2010, onde houve fortes incidentes nos dois países após a partida.

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Copa do Mundo na cultura popular

Além de vários documentários e até mesmo um filme oficial da Copa do Mundo produzido pela FIFA por cada edição desde 1954, o Mundial também inspirou o documentário britânico The Game of Their Lives (2002), sobre os sete membros sobreviventes da seleção norte-coreana que disputou a Copa de 1966, onde eliminaram a Itália, o filme alemão O Milagre de Berna (2003), que revive a conquista da Alemanha Ocidental em 1954, e o filme estadunidense Duelo de Campeões (2005), que descreve a vitória da seleção dos Estados Unidos em 1950 contra a Inglaterra. A Copa do Mundo também foi cenário para filmes como A Copa (1999), A Van (1996), A Bola da Vez (2006), Les Collègues (1999), entre outros. Por conta do Mundial de 2006, realizado na Alemanha, estudantes alemães fizeram um filme de animação, lançado poucas semanas antes do início da Copa e nomeado Helden 06. O filme possui personagens de Lego jogando uma partida de futebol.

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Fontes consultadas

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