Kiyoshi Ogawa
Kiyoshi Ogawa foi um segundo-tenente (少尉) de aviação da Marinha Imperial Japonesa durante a Segunda Guerra Mundial. Como piloto kamikaze, a ação final de Ogawa ocorreu no dia 11 de maio de 1945, durante a Batalha de Okinawa. Pilotando um caça Mitsubishi Zero carregado de bombas durante a sexta Operação Kikusui, Ogawa voou através das defesas antiaéreas americanas, atacando o porta-aviões USS Bunker Hill, menos de um minuto após seu líder de voo, o subtenente Seizō Yasunori, colidir com a embarcação. Ogawa lançou uma bomba pesando 250 quilogramas (550 lb), não abortou o mergulho de sua aeronave, e acabou caindo, deliberadamente, no convés de voo localizado nas proximidades da torre de controle do porta-aviões. A bomba que ele havia lançado penetrou no referido convés de voo e explodiu. Os incêndios causados pelo combustível se espalharam, causando diversas explosões quando aviões rearmados e reabastecidos presentes no convés explodiram e pegaram fogo. Um total de 393 marinheiros americanos morreram junto com Ogawa e Yasunori, outros 264 ficaram feridos, e o porta-aviões ficou inutilizado pelo restante da guerra.
Ogawa nasceu no dia 23 de outubro de 1922, no distrito de Usui (atual cidade de Takasaki), na província de Gunma, sendo o filho mais novo da família Oshia. Kiyoshi foi um bom aluno na escola. e ingressou na Universidade de Waseda, no bairro de Shinjuku, arredores de Kagurazaka.
Segunda Guerra Mundial
Ao longo de sua formação acadêmica, Ogawa se tornou soldado e oficial da marinha (em japonês: 学徒, gakuto), recebendo treinamento como décimo quarto aluno da reserva de aviação.[carece de fontes?] Os cadetes em estágio probatório antes de se tornarem oficiais de voo especiais (aqueles graduados da faculdade) costumavam ter ideias mais liberais, não tendo recebido sua educação em escolas militares. Além disso, estes cadetes também estavam mais conscientes do mundo fora do Japão. Embora alguns dos oficiais fossem gentis com os soldados estudantes durante seu treinamento, muitos deles agiam de maneira mais rígida; uma vez chegando à base, muitos dos estudantes da reserva eram castigados diariamente, dado que qualquer ato menor que viesse a irritar um de seus superiores poderia ser motivo para punição com a aplicação de severos castigos corporais.
Em 27 de março de 2001, Yoko Ogawa, sobrinha-neta de Ogawa, sua mãe e Masao Kunimine, um amigo de Kiyoshi Ogawa dos tempos de faculdade, receberam os pertences pessoais de Ogawa na cidade de São Francisco, quase 56 anos depois do término da sexta Operação Kikusui. O material foi entregue a eles por Dax Berg, neto do mergulhador Robert Schock, depois que seu avô faleceu.


