Paulo Henrique Amorim
Paulo Henrique dos Santos Amorim, também conhecido pela sigla PHA, foi um jornalista e escritor brasileiro.
Imagem: Prefeitura de Olinda · BY · Openverse
Paulo Henrique foi sociólogo, cientista político e trabalhou como jornalista para muitas das maiores redes de mídia de massa brasileiras, como Rede Manchete, Grupo Abril, Jornal do Brasil, TV Globo, Rede Bandeirantes e TV Cultura. A partir de 2003, trabalhou na TV Record. Em modo online, trabalhou para ZAZ, Terra, UOL e iG. Ele também criou um portal independente chamado Conversa Afiada, "localizado em algum lugar da Web 2.0". Paulo Henrique faleceu em casa, na noite do dia 10 de julho de 2019 aos 77 anos, devido a um infarto.
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Mídia impressa
Em 1961 Paulo Henrique, iniciante na profissão de jornalista, com apenas 18 anos de idade, também conhecido como foca no jornal A Noite, foi incumbido de cobrir a renúncia do então presidente do Brasil Jânio Quadros e, por consequência dessa renúncia, cobriu a mobilização chamada Campanha da Legalidade, liderada por Brizola, das dependências do Palácio Piratini, há época governador do estado do Rio Grande do Sul. Tal campanha de mobilização adiou uma Tentativa de golpe de Estado no Brasil e garantiu a posse do vice de Jânio, João Goulart até ocorrer de fato o Golpe de Estado de 1964, que depôs Jango da presidência do Brasil. Foi repórter e primeiro correspondente internacional da Abril Editora em Nova Iorque, iniciando na revista Realidade e, depois da revista Veja.
Televisão
Passou pela emissoras de TVs Manchete e Globo, tendo aberto sucursais para esses veículos em Nova Iorque, Estados Unidos, passando parte da sua vida trabalhando no exterior, onde se casou e foi pai de uma menina. Cobriu para o programa Fantástico, entre 1985 e 1996, vários eventos com repercussão internacional, como: a eclosão do vírus ebola na África (1975 a 1976); os distúrbios raciais (1992); a eleição e posse de Bill Clinton para Presidência dos Estados Unidos da América do Norte (1993); o terremoto de Los Angeles (1994); a guerra civil de Ruanda e a rebelião zapatista no México (1994).. Em 1996, deixou a Rede Globo pela Rede Bandeirantes, onde passou a apresentar o telejornal Jornal da Band e o programa político Fogo Cruzado. que por adotar postura independente, já produziu desentendimentos com diversos políticos ao vivo.
Internet
PHA trabalhou no WebTV, do extinto ZAZ e em 2000 inaugurou o UOL News no UOL Em agosto de 2006, foi contratado pelo portal iG, para ser blogueiro do Conversa Afiada, mesmo molde que tinha na época da TV Cultura, mas em versão on-line, em cuja página principal tinha um quadro de destaque permanente. Diversos políticos e jornalistas (entre eles, Mino Carta e José Dirceu), tinham estreado os seus blogs na época. No entanto, ficou pouco mais de um ano meio, sendo demitido em 2008. Amorim relançou o blog Conversa Afiada no mesmo dia precariamente, apenas em um link provisório, posteriormente mudado para um definitivo, e afirmou que o contrato havia sido encerrado devido às críticas que fez ao suspeito processo de fusão da Brasil Telecom e a Oi, formando a Br Oi, segundo o qual o jornalista afirmava que várias personalidades políticas se beneficiaram ilicitamente no processo, sob tolerância pelo Governo Federal. Contratou o advogado Marcos Bitelli para entrar na Justiça contra o site a fim de obter mandado de segurança, almejando recuperar todos os arquivos e posts publicados. Ele previu também a crise político-econômica no Brasil de 2014 a 2018.
Em 31 de maio de 2011, a 18ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manteve a sentença de primeira instância que condenava Amorim a pagar R$30 mil a título de indenização a Ali Kamel. Na sentença de primeiro grau, o então juiz Ledir Dias de Araújo ressaltou que as críticas jornalísticas são sustentáveis e estimulam as pessoas a formarem suas opiniões, mas não podem imputar crime de forma aleatória ou falsa a alguém. “Ficou comprovado abuso cometido pelo réu ao expor sua opinião sobre a pessoa do autor, relacioná-la à autoria deste livro e também de forma extremamente ofensiva, o que acarreta o dever de indenizar.”. Para o juiz, não há dúvida de que houve ofensa “em dois aspectos, ou seja, atinge a sua honra subjetiva, a dor íntima sofrida por tais colocações e ainda atinge a honra objetiva, o rescaldo do fato do meio social em que vivem e na família". Em 14 de setembro de 2011, Amorim foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a indenizar R$100 mil por danos morais e acusação sem provas ao advogado Nélio Machado. O blogueiro publicou em 2008, que o motivo pelo qual o advogado libertou duas vezes Daniel Dantas da prisão é que ele era "carioca muito esperto", se reuniu com assessores do ministro do STF Gilmar Mendes para suborná-los, após conhecê-los. Dantas foi libertado da custódia. A reunião nunca ocorreu.
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Paulo Henrique Amorim era um forte crítico da imprensa, e cunhou expressões como PiG e PRIVATARIA, comportamento este que já levou a ser condenado por injúria e difamação por profissionais da imprensa. Um dos seus maiores alvos na imprensa era a Rede Globo. Em 2015, lançou o livro "O Quarto Poder– Uma Outra História". PHA também era um crítico da Operação Lava Jato. Em março de 2016, num vídeo que publicou no YouTube, PHA acusou a Polícia Federal do Brasil de atuar de forma "golpista", "irresponsável", "subversiva" e "criminosa”, sugerindo que a então presidente Dilma Rousseff demitisse todos os servidores do órgão, “do diretor-geral ao contínuo que serve cafezinho”.
Condenações na justiça
Paulo Henrique Amorim foi condenado a indenizar por injúria e difamação diversas pessoas. Algumas delas são:


