Alexandre Garcia
Alexandre Eggers Garcia OBE é um jornalista, apresentador e colunista de política brasileiro, tendo sido porta-voz do último presidente da ditadura militar do Brasil, general João Batista Figueiredo. Em 2021, é contratado como comentarista da TV Jovem Pan News. É também colunista do jornal Gazeta do Povo, que, em abril de 2019, o listou entre os maiores influenciadores digitais da direita brasileira. Desde 2023, atua como colunista na Revista Oeste.
Imagem: Jornada Continental · BY-NC · Openverse
Aos sete anos já atuava como ator infantil na Rádio Cachoeira, em sua cidade natal, emissora em que seu pai, Oscar Garcia, era radialista. Aos quinze anos passou a ser locutor na Rádio Independente de Lajeado. Depois foi para Porto Alegre, onde fez o curso de comunicação social na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Sua carreira jornalística começou como estagiário na sucursal do Jornal do Brasil em Porto Alegre, na editoria de economia. Conciliava seu estágio no jornal, onde se especializou em Bolsa de Valores com um trabalho no Banco do Brasil. Terminado o estágio, foi contratado pelo Jornal do Brasil deixando o Banco do Brasil. Em 1973 realizou o primeiro trabalho internacional em Montevidéu, cobrindo como enviado do JB, o fechamento do Congresso uruguaio, quando se instaurou a ditadura naquele país. Depois foi transferido para Buenos Aires, de onde cobriu a crise política argentina durante três anos. Depois de uma reportagem em que denunciou um esquema de corrupção na polícia rodoviária argentina, precisou deixar Buenos Aires às pressas. Retornando ao Brasil no final dos anos 70, Garcia foi trabalhar na sucursal em Brasília. Permaneceu durante dez anos no Jornal do Brasil. Com a eleição de João Figueiredo à presidência da República em 1979, tornou-se secretário de imprensa do governo.
Imagem: UK in Brazil · BY-NC · Openverse
Em comentário na rádio CBN, em maio de 2010, afirmou que o Ministério da Saúde estaria fazendo "uma maluquice" ao estimular a gravidez de mulheres portadoras do HIV. Sua declaração gerou protestos dos ativistas de movimentos sociais. Em 14 de janeiro de 2016, ao comentar sobre o aumento de 40,88% das vagas para estudantes de escola pública no Programa de Avaliação Seriada (PAS) da Universidade de Brasília (USB), o apresentador afirmou: "Temos que pensar na qualidade do ensino. Aqui em Brasília, é tudo na base do pistolão, do empurrãozinho. A tradução disso são as cotas. Só 67 (dos alunos das escolas públicas) entraram por mérito... Sem a humilhação de receber empurrãozinho". Em 2 de fevereiro de 2017 causou polêmica ao publicar em sua conta no Twitter que feminicídio, uma forma de homicídio qualificado, seria um novo crime. Disse Garcia: "É invenção de quem pensa que homicídio é matar hômi. Mas homicídio não é matar primata do gênero humano, da espécie Homo sapiens – não importa o sexo? Ou a biologia já sanciona mulher sapiens"? E ainda indagou: "Então o assassinato de homem vulnerável seria androcídio?"


