Pesquisa · Mapa mental

Conquista muçulmana da Armênia

A conquista muçulmana da Armênia foi parte das conquistas muçulmanas após a morte do profeta islâmico Maomé em 632. A porção bizantina foi tomada em 638–639, enquanto a porção sassânida foi conquistada em 645.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 15/07/2026
01

Raides árabes e conquista da Armênia

De acordo com as fontes árabes, a primeira expedição árabe chegou à Armênia em 639/40, logo após a conquista do Levante dos bizantinos e o início da conquista muçulmana da Pérsia. Os árabes foram liderados por Iade ibne Ganme, que havia conquistado anteriormente a Mesopotâmia Superior e penetrado até Bitlisse. Uma segunda expedição ocorreu em 642, quando o exército muçulmano avançou e se dividiu em quatro corpos até o nordeste da Anatólia, apenas para ser derrotado e expulso do país. Após esse revés, os árabes empreenderam um ataque à Albânia do Cáucaso em 645, liderados por Salmã ibne Rabia, mas isso só tocou nas terras fronteiriças da Anatólia. Foi somente em 645/46 que uma grande campanha para subjugar o país foi empreendida por Moáuia, o governador da Síria. O general de Moáuia, Habibe ibne Maslama Alfiri, moveu-se primeiro contra a porção bizantina do país: sitiou e capturou Teodosiópolis (atual Erzurum, Turquia) e derrotou um exército bizantino, reforçado com tropas cazares e alanas, no Eufrates. Ele então se voltou para o Lago de Vã, onde os príncipes armênios locais de Aquelate e Moxoena se submeteram, permitindo que Habibe marchasse para Dúbio, a capital da antiga porção persa da Armênia. Dúbio capitulou após alguns dias de cerco, assim como Tiblíssi mais ao norte, na Ibéria. Durante o mesmo tempo, outro exército árabe do Iraque, sob Salmã ibne Rabia, conquistou partes da Ibéria (Arrã).

02

Armênia dentro do califado

A aceitação armênia do governo árabe irritou os bizantinos e Constante II enviou seus homens à Armênia para impor o credo calcedônio do cristianismo. A Armênia permaneceu sob domínio árabe por aproximadamente 200 anos, começando formalmente em 645. Durante muitos anos de governo omíada e abássida, os cristãos armênios se beneficiaram de autonomia política e relativa liberdade religiosa, mas foram considerados cidadãos de segunda classe (dhimmi). No entanto, esse não foi o caso no início. Os invasores primeiro tentaram forçar os armênios a aceitar o islamismo, levando muitos cidadãos a fugir à Armênia controlada pelos bizantinos, que os muçulmanos deixaram em grande parte sozinha devido ao seu terreno acidentado e montanhoso. A política também causou várias revoltas até que a Igreja Armênia finalmente desfrutou de maior reconhecimento, ainda mais do que experimentou sob a jurisdição bizantina ou sassânida. O califa designou osticanos como governadores e representantes, que às vezes eram de origem armênia. O primeiro osticano foi Teodoro Restúnio. No entanto, o comandante do exército de 15 mil homens era sempre de origem armênia, muitas vezes das famílias Mamicônio, Bagratúnio ou Arzerúnio, com a família Restúnio tendo o maior número de tropas (10 mil soldados). Ele defenderia o país de estrangeiros ou ajudaria o califa em suas expedições militares, como quando os armênios ajudaram o califado contra os invasores cazares.

Vídeos recomendados

Fontes consultadas

Saiba mais — fontes confiáveis na web

Continue pesquisando