Conferência académica
Uma conferência académica, conferência acadêmica ou científica é um evento para investigadores apresentarem e discutirem os seus trabalhos académicos. Juntamente com periódicos académicos ou científicos e arquivos de pré-publicações, as conferências fornecem um canal importante para a troca de informações entre investigadores. Outros benefícios da participação em conferências académicas incluem efeitos de aprendizagem em termos de habilidades de apresentação e "habitus académico", receber feedback de colegas sobre a própria investigação, a possibilidade de se envolver em comunicação informal com colegas sobre oportunidades de trabalho e colaborações e obter uma visão geral da investigação atual numa ou mais disciplinas.
As conferências geralmente envolvem diversas apresentações. Elas tendem a ser curtas e concisas, com duração de cerca de 10 a 30 minutos;[carece de fontes?] as apresentações geralmente são seguidas de uma discussão . O trabalho pode ser reunido em formato escrito, como artigos académicos, e publicado como actas do congresso. Normalmente, uma conferência inclui palestrantes principais (geralmente académicos de renome, mas às vezes também pessoas de fora do meio académico). A palestra principal costuma ser mais longa, por vezes durando até uma hora e meia, principalmente se houverem vários palestrantes principais num painel. Além das apresentações, as conferências também incluem painéis de discussão, mesas redondas sobre diversos temas, sessões de pôsteres e workshops. Algumas conferências adotam formatos mais interativos, como a "desconferência" conduzida pelos participantes ou diversos formatos de conversação.
Formatos
As conferências académicas têm sido realizadas em três formatos gerais: presencial, virtual ou online e híbrida (presencial e virtual). Tradicionalmente, as conferências têm sido organizadas presencialmente. Desde a pandemia da COVID-19, muitas conferências mudaram temporária ou permanentemente para um formato virtual ou híbrido. Algumas conferências virtuais envolvem formatos assíncronos e síncronos. Por exemplo, existe uma mistura de apresentações pré-gravadas e ao vivo. Como eventos virtuais ou híbridos permitem que pessoas de diferentes fusos horários participem simultaneamente, alguns terão que participar durante a noite. Algumas conferências virtuais tentam atenuar este problema alternando a sua programação de forma que todos tenham a oportunidade de participar durante o dia pelo menos uma vez.
Apresentações
Os possíveis apresentadores geralmente são solicitados a enviar um breve resumo da sua apresentação, que será revisto antes da sua aceitação para o evento. Alguns organizadores e, portanto, disciplinas, exigem que os apresentadores enviem um artigo, que será revisto por pares, por membros do comité do programa ou por revisores escolhidos por eles. Em algumas disciplinas, como inglês e outras línguas, é comum que os apresentadores leiam um roteiro preparado. Em outras disciplinas, como as ciências, os apresentadores geralmente baseiam as suas palestras numa apresentação visual que exibe números-chave e resultados de investigações.
Tamanho
Uma reunião grande geralmente é chamada de conferência, enquantoq ue uma menor é chamada de workshop. Elas podem ser de trilha única ou de trilha múltipla, onde a primeira tem apenas uma sessão por vez, enquanto uma reunião de trilha múltipla tem várias sessões paralelas com palestrantes em salas separadas a falar ao mesmo tempo. No entanto, não existem definições comuns, mesmo dentro das disciplinas, para cada tipo de evento. Pode não haver diferença concebível entre um simpósio, um congresso ou uma conferência. Quanto maior o congresso, maior a probabilidade de editoras académicas montarem estandes. Grandes congressos também podem ter atividades de procura de carreira, emprego e entrevistas.
Tipos
As conferências académicas geralmente se enquadram em três categorias:
Infraestrutura
Um número crescente de conferências amplificadas está a ser oferecido, explorando o potencial das redes WiFi e dispositivos móveis para permitir que participantes remotos contribuam para discussões e ouçam ideias. A tecnologia avançada para encontrar qualquer pessoa ainda desconhecida numa conferência é realizada por RFID ativo que pode indicar identificação intencional e localização relativa mediante abordagem por meio de etiquetas eletrónicas.
As conferências são geralmente organizadas por uma sociedade científica ou por um grupo de pesquisadores com interesses comuns. Reuniões maiores podem ser conduzidas em nome da sociedade científica por um Organizador Profissional de Conferências. A reunião é anunciada por meio de uma Chamada de Trabalhos ou uma Chamada de Resumos, que é enviada aos possíveis apresentadores e explica como enviar os seus resumos ou artigos. Ela descreve o tema geral e lista os tópicos e formalidades da reunião, como que tipo de resumo ou artigo deve ser enviado, a quem e em que prazo. Uma Chamada de Trabalhos geralmente é distribuída utilizando uma lista de discussão ou em serviços online especializados, como o Call for Papers (CFPs) Index. As contribuições geralmente são enviadas usando um serviço de gestão de resumos ou artigos online, como o Submit A Manuscript ou o sistema de Submissão de Conferências. Se um funcionário estiver a ser demitido, uma chamada para artigos de demissão será anunciada.
Conferências predatórias ou reuniões predatórias são reuniões organizadas para parecerem conferências científicas legítimas, mas que são exploradoras, pois não oferecem controlo editorial adequado sobre as apresentações, e a publicidade pode incluir alegações de envolvimento de académicos proeminentes que, na verdade, não estão envolvidos. Elas são uma expansão do modelo de negócios de publicação predatória, que envolve a criação de publicações académicas construídas em torno de um modelo de negócios exploratório que geralmente envolve cobrar taxas de publicação de autores sem fornecer os serviços editoriais e de publicação associados a periódicos legítimos. BIT Life Sciences e SCIgen são algumas das conferências rotuladas como predatórias.[carece de fontes?]
As conferências académicas são criticadas por serem ambientalmente prejudiciais, devido à quantidade de tráfego aéreo gerado por elas. Uma correspondência no Nature.com aponta o "paradoxo de precisar voar para conferências" apesar dos crescentes apelos por sustentabilidade por cientistas ambientais. A pegada de carbono da comunidade académica é composta em grande parte por emissões causadas por viagens aéreas. Poucas conferências promulgaram práticas para reduzir o seu impacto ambiental até 2017, apesar das diretrizes estarem amplamente disponíveis: Uma análise de conferências académicas realizadas em 2016 mostrou que apenas 4% de 116 conferências amostradas ofereceram opções de compensação de carbono e apenas 9% destas conferências implementaram qualquer forma de ação para reduzir o eu impacto ambiental. Mais conferências incluíram o uso de teleconferência após a pandemia de COVID-19.[carece de fontes?]
Críticas a conferências presenciais
As conferências presenciais sofrem de uma série de problemas. Mais importante ainda, estão a fomentar a desigualdade social existente no meio académico devido à sua inacessibilidade para investigadores de países de baixo rendimento, investigadores com deveres de assistência ou investigadores que enfrentam restrições de visto.
Críticas sobre a sua eficácia
As conferências científicas têm sido criticadas por serem um "desperdício de dinheiro e tempo", "fazerem pouco para avançar o conhecimento", constituírem um turismo de conferências, e por a maioria dos artigos científicos e apresentações feitas em conferências não serem publicadas.


