Conde de Sabugal
Conde de Sabugal foi um título nobiliárquico português, criado por carta de 20 de fevereiro de 1582 do rei D. Filipe I de Portugal a favor de D. Duarte de Castelo Branco, meirinho-mor do Reino. A carta foi registada na chancelaria régia a 28 de julho de 1588.
O 1.º conde, D. Duarte de Castelo Branco (c. 1540–1618), neto paterno do 1.º conde de Vila Nova de Portimão, herdou do pai o ofício de meirinho-mor e foi vedor da Fazenda. Depois de ter servido D. Sebastião como embaixador em Castela e de ter ficado cativo na batalha de Alcácer Quibir, tomou o partido de Filipe II na crise de sucessão de 1580 e integrou o seu Conselho de Estado, recebendo o título em 1582; entre 1593 e 1600 foi um dos cinco governadores do Reino. Sucedeu-lhe o filho, D. Francisco de Castelo Branco, meirinho-mor e alcaide-mor de Santarém, e a este a filha herdeira, D. Beatriz (ou Brites) de Meneses, 3.ª condessa. O seu primeiro casamento, em 1638, com D. Nuno Mascarenhas da Costa, sucessor na Casa de Palma, levou à incorporação da Casa de Sabugal nesta última; o segundo marido, D. João Mascarenhas, general da cavalaria na Guerra da Restauração, usou o título jure uxoris. A neta da 3.ª condessa, D. Beatriz Mascarenhas da Costa Castelo Branco Barreto, 4.ª condessa de Sabugal e 3.ª condessa da Palma, casou em 1669 com D. Fernando Martins Mascarenhas, 2.º conde de Óbidos, que usou o título jure uxoris; a partir de então, as Casas de Sabugal, Palma e Óbidos passaram a ter o mesmo chefe.
Após a implantação da República, em 1910, cessou a concessão de títulos nobiliárquicos pelo Estado. Desde então, reivindicaram a representação do título os seguintes membros da família:

