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Casa de Orleães e Bragança

A Casa de Orleães e Bragança é uma dinastia de origem brasileira e francesa fundada em 1909, após um acordo de família que reconhecia os descendentes do Conde d'Eu com Isabel do Brasil como sendo pertencentes a um ramo lateral da Casa Real da França, a Casa de Orleães.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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História

Origem

Os dois filhos homens de Dom Pedro II morreram na infância. Assim, a princesa Isabel do Brasil tornou-se a herdeira de seu pai e, recebeu o título de Princesa Imperial do Brasil. Desde o início dos anos 1860 a principal preocupação do imperador era encontrar maridos adequados para suas filhas. Seguindo o conselho de sua irmã, Francisca de Bragança, o imperador finalmente escolheu dois netos do rei Luís Filipe I de França, o príncipe Gastão de Orleães, Conde d'Eu e o príncipe Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, Duque de Saxe. Os dois pretendentes chegaram juntos ao Rio de Janeiro em 2 de setembro de 1864, e as duas princesas foram livres para escolher seus maridos. Gastão foi imediatamente promovido a marechal do Exército Imperial Brasileiro e Luís Augusto a almirante da Armada Imperial Brasileira. Gastão se casaria com a princesa Leopoldina do Brasil e Augusto com Isabel.

Queda da monarquia

A Casa de Orleães-Bragança nunca reinou sobre Brasil, pois Pedro II foi deposto em 15 de novembro de 1889, após 58 anos de reinado, através de um golpe militar, no que constituiu a Proclamação da República. A constituição brasileira de 1891 despiu a Casa de Orléans e Bragança e seus descendentes de todos os títulos nobiliárquicos, ordens honoríficas e distinções anteriormente válidas no país.

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Questão dinastica

Imagem: Pedro Ribeiro Simões from Lisboa, Portugal · BY · Openverse

Em 30 de outubro de 1908, Pedro assinou um documento em que renunciava, por si e seus descendentes, a seus eventuais direitos dinásticos ao extinto trono brasileiro. Tal documento foi redigido por exigência de sua mãe, Isabel, por não aceitar que Pedro se casasse com Elisabeth de Dobrzenicz, a qual era de nobreza inferior, haja vista que seu pai teria sido o primeiro a ser titulado conde em sua família, e os seus antecedentes haviam sido até então barões. Para que os descendentes de Pedro não ficassem sem títulos e pudessem contrair casamentos com um membro de uma casa real sem serem considerados desiguais, o Conde d’Eu recorreu a sua casa de nascimento, a qual havia renunciado antes de seu casamento com Isabel. Ele pretendia restaurar seus direitos, para que seu filho e seus descendentes pertencessem a casa real francesa, já que ele havia renunciado a brasileira e portanto, não possuía mais títulos ou direitos ao extinto trono. Um acordo foi firmado com o Duque de Orleans, o qual previa que: os três filhos do Conde d’Eu seria reconhecidos como membros de uma casa distinta da Casa de Orleans, e teriam, à partir daí, o título de Príncipes de Orleans e Bragança com o estilo de Alteza Real, e viriam a estar na linha de sucessão francesa caso a linha júnior da casa estivesse extinta. Como prova do cumprimento do acordo, a filha mais velha de Pedro, Isabelle, viria a se casar com o herdeiro da casa de França, Henri, assim como outros descendentes também fizeram casamentos com membros de casas reais e foram considerados iguais: Maria Francisca com o Duque de Bragança; Maria da Glória com o Príncipe Herdeiro da Iugoslávia.

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Genealogia

Ramo de Vassouras

O ramo de Vassouras é formado pelos descendentes do segundo filhos da princesa Isabel:

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Fontes consultadas

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