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Filipe, Conde de Flandres

Filipe, Conde de Flandres foi um Príncipe da Bélgica, Duque da Saxônia e Príncipe de Saxe-Coburgo-Gota. Era o terceiro filho do rei Leopoldo I da Bélgica e sua esposa Luísa Maria de Orleães, sendo irmão do rei Leopoldo II da Bélgica e da imperatriz Carlota do México.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 23/07/2026
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Biografia

Primeiros Anos

Nascido no dia 24 de março de 1837, era o terceiro filho do rei Leopoldo I da Bélgica e sua esposa Luísa Maria de Orleães, filha do rei Luís Filipe I da França. Seu pai era tio materno da rainha Vitória do Reino Unido, fazendo de Filipe seu primo-irmão. Filipe teve três irmãos: Luís Filipe (falecido antes de Filipe nascer), Leopoldo e uma irmã mais nova, Carlota. Filipe nasceu após um período traumático para sua mãe. A última gravidez da rainha Luísa foi delicada, a ponto desta ter um aborto espontâneo. Ele foi nomeado Filipe Eugénio Fernando Maria Clemente Balduíno Leopoldo Jorge. Juntamente com os nomes referentes aos membros de sua família, o rei Leopoldo acrescentou dois nomes historicamente simbólicos: Filipe, que remonta a Filipe, Duque da Borgonha e Balduíno, em homenagem aos condes de Flandres da Idade Média. Essas escolhas fazem parte do desejo de Leopoldo de firmar a jovem dinastia belga no país que reinava por menos de seis anos. Desde o início, estabeleceu-se uma hierarquia entre os dois irmãos, Leopoldo, o mais velho e herdeiro do trono, reivindicando invariavelmente o lugar preponderante. Desde a infância, no verão passava longas férias com os avós maternos na França.

Missões diplomáticas

No verão de 1860, o conde de Flandres fez uma longa jornada que o levou à Dinamarca, Noruega, Suécia e até São Petersburgo. Essa viagem incluiu aspectos diplomáticos e políticos: em Moscou, ele conheceu a família imperial russa e os industriais que promoveram a indústria belga. Em 1861, Filipe fez duas visitas à Prússia: a primeira durante o funeral do rei da Prússia e a segunda a participar das festividades da coroação de Guilherme, o novo rei da Prússia, em Königsberg. Antes de cada uma dessas visitas na Alemanha, como em outros lugares, o rei Leopoldo aconselha o filho das vantagens que pode tirar de cada príncipe europeu, e que a opinião favorável deles perante a Bélgica era sua principal missão.

Prospectivas de casamento

Desde o nascimento de seu sobrinho Leopoldo, filho do futuro Leopoldo II, Filipe ocupava a terceira posição na linha de sucessão ao trono belga. No final de 1860, o rei Leopoldo, considerando as excelentes relações comerciais e diplomáticas com o Império do Brasil, considerou enviar seu filho mais novo para lá para se estabelecer. Solteiro, Filipe poderia se casar com uma das duas filhas do imperador Dom Pedro II. Este último, sem um herdeiro masculino, de fato deseja conceder a seus futuros genros vastos territórios nos quais os colonos europeus se estabeleceriam. Um casamento belga-brasileiro seria uma grande oportunidade de investimento para a Bélgica e expandiria a influência dos Coburgo através do Atlântico. Inicialmente ansioso para viajar para o Brasil para avaliar se uma das princesas se emparelha com ele, o conde de Flandres procrastina. No outubro de 1862, durante uma visita que ele fez a sua irmã Carlota em Miramare, esta última tentou convencê-lo a empreender a jornada para conhecer sua noiva em potencial, Dona Isabel, a mais velha das princesas brasileiras. No entanto, Filipe rejeitou o conselho de sua irmã antes de renunciar definitivamente a qualquer projeto no Brasil em abril de 1863.

O trono da Grécia

No outono de 1862, o rei Leopoldo - que antes de concordar em se tornar rei dos Belgas havia recusado a oferta do trono da Grécia - descobre que seu filho Filipe era um dos potenciais candidatos para ocupar o trono da Grécia, vago desde a deposição do rei Oto em outubro de 1862. Para o benefício de seu filho mais novo, o rei Leopoldo escreveu um memorando descrevendo as vantagens e desvantagens de aceitar a coroa Helênica. Além do clima hostil, Filipe não vê motivos para candidatar-se a governar um país cuja situação é instável. Em fevereiro de 1866, o parlamento dos Principados Romenos escolhe por unanimidade Filipe como seu hospodar (príncipe), mas este recusa. Esta será a última proposta de trono estrangeiro recebida pelo conde de Flandres, que prefere permanecer na Bélgica.

Casamento e descendência

O rei Leopoldo II estava ansioso, desde o início de seu reinado, em dezembro de 1865, por garantir a manutenção da integridade nacional e a segurança da Bélgica cercada pela França e pela Prússia, dois vizinhos poderosos. Ele planeja o casamento de seu irmão Filipe com uma princesa prussiana. Essa união garantiria à Bélgica um aliado precioso. Para isto, Leopoldo contou com a ajuda de sua prima, a rainha Vitória do Reino Unido, que conhecia bem a família Hohenzollern-Sigmaringen (o ramo católico da dinastia governante da Prússia). Em dezembro de 1866, Filipe foi a Berlim conhecer a princesa Maria Luísa de Hohenzollern-Sigmaringen, filha de Carlos Antônio, Príncipe de Hohenzollern, ex-primeiro-ministro da Prússia e ainda muito influente na corte de Berlim. Este primeiro encontro entre Filipe e Maria foi um sucesso. Em seguida, houve uma nova visita de Filipe em fevereiro de 1867 e, uma proposta de casamento dois meses mais tarde.

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Fontes consultadas

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