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Aleramo de Monferrato

Aleramo de Monferrato foi marquês de Monferrato de 967 a 991, fundador da dinastia alerâmica.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Vida

Pouco se conhece da vida do marquês Aleramo. Ele era filho do conde Guilherme I de Monferrato, o queal talvez fosse o mesmo Guilherme que invadiu a Itália no ano 888, junto com Guido III de Espoleto. Aleramo foi citado pela primeira vez num documento de julho de 933, no qual foi denominado como Fidelis noster Alledramus comes e recebeu de Hugo de Provença e de Lotário II, rei da Itália, um feudo na região de Vercelli. Em fevereiro de 935, Aleramo obteve a investidura de terras na região de Alexandria (isto é, no Condado de Acqui. Nem neste nem em qualquer outro documento é citado o condado do qual Aleramo e seu pai Guilherme I eram titulares. Aleramo foi nomeado marquês em 958 por Berengário II, cuja filha Gerberga havia desposado em segundas núpcias. Em 961, porém, Aleramo teve apoio de Otão I, que em 23 de março de 967 lhe doou muitas terras incultas em Langhe, entre o rio Tanaro, o rio Orba e o mar. A investidura foi concedida por explícito pedido de Adelaide do Sacro Império Romano-Germânico, filha de Rodolfo II de Borgonha, mulher de Otão I desde 951 e anteriormente mulher de Lotário II. Estes eventos confirmam a fidelidade de Aleramo e de seu pai Guilherme I à família de Rodolfo de Borgonha e são um indício da origem borgonhesa de Guilherme.

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A lenda de Aleramo

Segundo uma lenda do século IV, (talvez registrada pelo cronista monferrino Fra Iacopo d'Acqui, durante o governo de um dissidente de Aleramo, Guilherme VII mas que permaneceu imortal graças à versão de Giosuè Carducci contida no volume Cavalleria e Umanesimo), que o marquês Aleramo fosse nascido vizinho a Acqui Terme (mais precisamente na abadia de Santa Giustina em Sezzadio) durante uma peregrinação. Tendo ficado órfão de seus genitores, Aleramo teria se engajado no exército imperial e teria entrado na corte do imperador Otão I. Lá teria conhecido Alasia, filha do imperador, e entre os dois teria nascido um sentimento de ternura. Incapazes de contarem ao imperador seu relacionamento, temendo uma recusa ao matrimônio, os dois enamorados teriam fugido para a terra natal de Aleramo. Lá, porém, ele não conseguiu viver sem combater e reentrou incógnito no exército. Quando o imperador Otão teve conhecimento do ocorrido, desejou encontrar o corajoso jovem e perdoou os dois amantes. A Aleramo foi então concedido, em um ímpeto de generosidade, tantas terras quanto ele conseguisse cavalgar sem descansar. O território então percorrido foi o de Monferrato: tal nome derivaria de mun (rocha) e da frà (ferrar), ou seja do metal utilizado para ferrar o cavalo de Aleramo, como prova de ter percorrido tal território.

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Fontes consultadas

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