Concreto celular
O Concreto Celular Autoclavado (CCA), também conhecido internacionalmente como Autoclaved Aerated Concrete (AAC), concreto autoclavado, concreto poroso ou porenbeton, é um material de construção inovador inventado em meados da década de 1920 pelo arquiteto e inventor sueco Johan Axel Eriksson. Trata-se de um material leve e pré-moldado que oferece, simultaneamente, estrutura, isolamento térmico-acústico e resistência ao fogo. Seus produtos incluem blocos, painéis de parede, piso e telhado, além de revestimentos e vergas.
Pontos-chave
- O CCA é um material de construção leve, pré-moldado e multifuncional.
- Oferece isolamento térmico-acústico e resistência ao fogo.
- Foi inventado na Suécia em meados da década de 1920.
- É amplamente utilizado na Europa e está em crescimento na Ásia.
- Sua produção envolve areia de sílica, cal, cimento, água e pó de alumínio.
Produzido há mais de 70 anos, o Concreto Celular Autoclavado (CCA) apresenta diversas vantagens significativas em comparação com outros materiais de construção, destacando-se como um dos materiais de menor impacto ambiental disponíveis.
O CCA é especialmente recomendado para o mercado residencial (casas unifamiliares e multifamiliares), instalações como escolas, lares de idosos e hotéis, e edifícios públicos. Embora tenha sido inventado em 1927, é um material de construção frequentemente utilizado. Na Europa, estima-se que 500.000 casas individuais sejam construídas anualmente com este material. Enquanto seu uso é consolidado nos países do norte da Europa, sua introdução na América Latina tem sido mais lenta por razões culturais. Por exemplo, na América Latina, o isolamento das casas é feito internamente, diferentemente da Alemanha, onde o isolamento é externo. O isolamento interno é menos eficiente energeticamente, pois a transmissão de calor por pontes térmicas (junções entre paredes externas e o solo) pode representar uma perda média de 40% da energia.
Imagem: cistersilva · BY · Openverse
Diferente da maioria dos concretos, o CCA não utiliza agregados maiores que a areia. Seus componentes principais são areia de sílica, cal, cimento e água, que atuam como agente ligante. Um agente de expansão, o pó de alumínio, é adicionado em uma proporção de 0,05% a 0,08% em volume, dependendo da densidade desejada. Em alguns países como Inglaterra, Índia e China, cinzas de usinas térmicas com 50-65% de sílica são utilizadas como agregado. Durante a mistura e moldagem do CCA, ocorrem reações químicas que conferem ao material sua leveza (cerca de 20% do peso do cimento) e propriedades térmicas. O pó de alumínio reage com o hidróxido de cálcio e a água, formando hidrogênio. As espumas de gás hidrogênio dobram o volume da mistura bruta, criando bolhas de gás de até 3mm de diâmetro. Ao final do processo de expansão, o hidrogênio escapa para a atmosfera e é substituído pelo ar.
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O material foi aperfeiçoado em meados da década de 1920 pelo Dr. Johan Axel Eriksson, em colaboração com o professor Henrik Kreuger no Instituto Real de Tecnologia. A produção comercial iniciou-se na Suécia em 1929, em uma fábrica em Hällabrottet, onde rapidamente alcançou grande popularidade. Embora a produção de CCA na Europa tenha diminuído consideravelmente, a indústria está em franca expansão na Ásia, impulsionada pela forte demanda por habitação e espaços comerciais. China, Ásia Central, Índia e Oriente Médio representam atualmente os maiores mercados em termos de produção e consumo de CCA.


